Os “PITACOS” de DEUS

Os “PITACOS” de DEUS

É um tema bem bacana pois vivo de insigth´s ou mais claramente posso chamar de “pitacos” de DEUS.

Afff o que é isso??? São aqueles momentos que eu não esperava e vem soluções, estratégias, idéias brotando na cabeça e também pessoas inesperadas que aparecem para me ajudar.

Não sei se todo mundo é assim, mas lá em casa é bem comum isso… kkkk Minhã mãe é igual, aliás eu sou igual a ela. Né Manheeee..???

Bom antes mesmo de eu ter a Valentina, eu vivia recebendo os “pitacos” de DEUS. Normalmente eles acontecem durante as madrugadas ou quando durmo à tarde (ohhh saudades desses sonos da tarde).

Esses sonos incontroláveis que tenho quando há um problema ou situação nova que não sei ainda lidar, é o sinal de Deus. O dormir é uma forma de fuga, mas são nesses momentos que vejo Deus trabalhar.

Muitos podem falar que esses momentos fujona podem ter explicação psicológica e blá, blá, blá…. Mas eu acredito que O CARA lá de cima usa isso para eu me conectar com ele. São nos momentos de vulnerabilidade que vejo a ação PONTUAL dele.

Eu recebo muitos “pitacos” sobre todas as áreas, mas no casa da Valentina o CARA ele é fenomenal.

Desde de muito pequena. Deus me preparava para ser mãe de uma criança DIFERENTE. Só entendi isso muito tempo depois que Valentina nasceu.

Eu sempre tive contato com crianças diferentes, e muito amor por ela. E o meu primeiro contato relevante foi com o Helinho. Irmão de uma amiga de infância, a Maureen e sua família fantástica. Eu via aquele menino LINDO na bóia na piscina com a gente e sempre queria estar perto dele, mas eu tinha “medo” de não saber como lidar com ele e comigo mesma. Porém eu ficava perto, brincávamos pela casa mas eu sempre dava um jeitinho de olhar ele. E admirava como aqueles Pais cuidavam e amavam aquele menino DIFERENTE.

Lá Deus já me “pitacava” sobre como eu deveria ser como mãe.

Olha Tia Tânia você nem imaginava, mas vocês foram modelos para mim.  Obrigada por me ensinar a lidar com a diferença COM muito AMOR. O Helinho se foi no ano passado mas deixou histórias para nossa vida.

Ah, sem contar que tínhamos a Regina minha vizinha de frente, que até hoje não sei qual o diagnóstico dela, mas conversávamos com ela através do portão da sua casa. Ela no seu mundo introspectivo e alienado, com seus jornais e revistas na mão, dando voltas pela casa, e eu e minha irmã, brincávamos com ela dessa forma longe e perto. Nós tínhamos medo dela porque não sabíamos o que era. Porém ninguém nunca nos explicou sobre a diferença. Dona Corina, sua mãe, sempre atenciosa e paciente com a sua filha Regina. Dona Corina foi modelo também de mãe e paciência. Obrigada pela serenidade e paz a qual você me transmitia e até hoje transmite.

ENTÃO fica a DICA: PAIS CONVERSEM com seus filhos sobre a diferença, pesquisem falem, tirem o medo dos filhos, tirem medo de vocês. Expliquem de forma clara e objetiva, pois quando  falamos dizimamos dúvidas e medos inconscientes.

Depois tive uma amiga na escola, a Juliana que usava uma bota estranha pois ela tinha paralisia infantil,  o que não a impedia de correr igual moleque naquele Colégio Mãe de Deus.  Obrigada JU, por me ensinar que a limitação estava no meu olhar … Não nas suas pernas…

Também teve o Tiago, um síndrome de Down, que me amava. Esse até me perseguia quando chegávamos na casa de praia em Bombinhas – SC (kkkk), ele era nosso vizinho de frente. Ele me acordava todos os dias com carinho no rosto e me seguia ao caminhar na praia. Ah Tiago que papel importante você teve na construção do meus conceitos. Gratidão!!!

Hum… e o Marçal Marcel, filho da D. Gracinha, esse era o companheiro falante do cursinho. Cadeirante, inteligente, galante, bom de papo e muito safado (kkkk) …  Me ensinou a olhar a diferença sem diferença, além disso me ensinou matérias do cursinho kkkkk. Obrigada amigo, você já se foi…. mas desenvolveu seu papel para a minha caminhada e tenho certeza que você nos olha ai do céu… Valeu Cara!!!!!!

Nessa caminhada até me lembrei muito tempo depois do nascimento da Valentina, quando assistia a uma episódio de “ The Good Wife”, que adoro, onde teve uma cena que tinha um moço com PC(paralisia cerebral) que fazia parte do episódio, me de deu um estalo. Caraca até já “fiquei” com um moço em Camboriú que tinha PC. MEU DEUS!!!!! Obrigada pelo seu TRABALHAR.

Sobre esse caso em específico estou trabalhando o meu ser, pois tive alguns sentimentos sobre rejeição, vergonha e outros que um dia vou discorrer. Não estou preparada ainda. Estou sendo lapidada pois tenho medo desses sentimentos em relação ao que o mundo vai ter com a minha filha, ou melhor que o mundo já tem. Pois nem todas as pessoas são receptivas a diferença. Aliás são bem cruéis.

E o último antes de vir a Valentina, foi o Guilherme, um bebê lindo que me foi enviado como vizinho de porta. Carla, mãe do Gui, eu via a sua luta mas me perdoe não me aprofundei contigo…. Lembro-me o dia que o vi pela primeira vez no elevador, que notei algo de diferente, mas não sabia que era Down, mas meu coração se enchia de amor por ele.  Tivemos pouco contato mas amava quando eu abria a porta do apartamento estava ele sorrindo para mim, com o olhar mais lindo e singelo. GUI você está fazendo parte da nossa história garoto.. Obrigada!

Então DEUS estava me “PITACANDO” desde de muito nova sobre o MUNDO DIFERENTE. Hoje vivo a diferença tentando aproximar a nossa mais perto da NORMALIDADE possível, se é que isso existe, então acho melhor dizer assim perto dos PADRÕES impostos pela sociedade.

Só sei de uma coisa linda: Esse mundo HOLANDÊS  leiam o texto da Viagem a Itália ! para entender quando menciono a Holanda ..  Cheia de TULIPAS lindas precisam ser REGADAS, CUIDADAS e muito AMADAS.

Enfim, estamos visitando os Museus, as tabernas, as fazendas e apreciando a beleza da Holanda, como se eu estivesse na Itália. E aprendendo muito nesta terra DIFERENTE.

E Obrigada DEUS pelos PITACOS e que venha muito e muitos PITACOS em nossas vidas!!!!!!

Beijos Mi e sua Tulipinha