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A VOCÊ PARALISIA CEREBRAL

Querida Paralisia Cerebral,acho que já posso te chamar assim, não é mesmo?! Afinal, já temos um tempo juntas, e se Deus permitir, teremos muito tempo pela frente (assim espero). E por isso, depois de tanto tempo andando lado a lado, já me sinto íntima e à vontade para dizer certas coisas, até então, entaladas em minha garganta e sufocando meu coração.

Preciso dizer que vc não me assusta mais como antes. Vc já foi um grande fantasma que assombrava minha vida. Mas não um fantasminha camarada. E sim daqueles que trazem sombra e escuridão. Hoje, enxergo luz. A mais radiante! Aquela que iluminou minha alma, direcionou meus caminhos, e me fez chegar bem longe!

Seu nome não é mais um pesar para mim. Algumas vezes, ao mencioná-lo, eu era capaz até mesmo de gaguejar. Pq me desculpe a sinceridade, “Paralisia Cerebral” não é um nome muito bonito, não é mesmo?! Remete a um cérebro paralisado, que sabemos que não condiz com a realidade. Mas hoje, posso falar com naturalidade e leveza. Sem tristeza.

Paralisia Cerebral, sei que vc nunca vem sozinha. No “combo” pode vir deficiência visual, auditiva, cognitiva, sensorial, convulsões entre outros males, assim como consequência, diversos problemas ortopédicos. Fomos sorteados com alguns desses ítens, mas não os temo mais. Nada como conhecer o inimigo de perto para eliminar medos e angústias. E como resiliência é palavra de ordem em nossas vidas, conseguimos controlar. 1 X 0 pra gente!

Vc já foi dominante, mandona, e até arrogante. Já teve seus momentos de fama sendo o foco da vida de minha família. Hoje, sinto lhe informar, vc não passa de uma mero coadjuvante. Para ser bem sincera, muitas vezes nem lembro que vc existe, tamanha sua insignificância. Muitas vezes vc é até piada nas rodas de conversa entre eu e minha família. Sorry!

Mas devo ser justa, e não ingrata. Gratidão é um dos sentimentos mais belos que podemos cultivar e ensino a minha filha, logo, devo dar exemplo. E por isso, reconheço o lado positivo. Quero lhe agradecer por todas as lições.

Obrigada!

O medo do déficit visual nos fez enxergar muito mais além dos olhos.

O sensorial, nos fez mais carinhosos, apegados, afetuosos.

As convulsões, nos trouxeram uma força que não sabíamos que poderia existir.

O cognitivo, nos fez descobrir uma forma de comunicação alternativa, que a medicina jamais compreenderá.

Os problemas ortopédicos ainda são assombrososainda mas sabemos que iremos superá-lo.

Por fim, quero dizer que te perdoo por todas as mazelas que vc trouxe. Por todo caos interno e externo.

Mas não quero que vc nos subestime mais. Já pulamos de etapa. Nossa relação estremecida, é passado. Minha FILHA não é vc. Vc é somente uma parte dela. E por isso, acho que podemos fazer as pazes. Viver juntas, no maior estilo “felizes para sempre”.

Que tal?!

Michelle Berbert Santos

Sigamos juntas, em frente.

Texto da Mari Hart

Foto by Ana Souza

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Eu AINDA escolheria você Valentina

A alegria do Natal

A alegria do Natal

Amo essa época, uma parte do ano onde a solidariedade é exacerbada, os ânimos são exaltados, as atitudes de amor são escancaradas.

Natal é época de Refletir ações, planejar ano futuro e momento de olhar para trás e reviver dias bons e ruins. Os bons a gente lida bem os Ruins uso eles como aprendizado para melhorar no futuro.

O ano de 2017 foi um ano de muito aprendizado, lidando com um novo diagnóstico e movendo céus e terras para nos posicionar de novo.

Em 2017 ganhamos um novo diagnóstico a EPILEPSIA REFRATÁRIA vulgo epilepsia de difícil controle pois ele é resistente as medicações.

Um presentinho nada agradável, que desestruturou novamente a minha casa e a minha família que aos poucos estamos catando os “cacos” e colando. Estamos aprendendo novamente a lidar com o INCONTROLÁVEL e viver plenamente a GRAÇA DE DEUS.

Essa nova fase me deixou um pouco sem inspiração para escrever. Esgotada emocionalmente me deixa sem ânimo para dissertar. Tenho vários dias que estou cansada fisicamente mas que uma noite de sono bem dormida resolve, porém o cansaço mental de ter que estar “ligada” 24h isso me consome.

Adoro Trabalhar, me sinto novamente sendo a Michelle por algumas horas. Adoro Escrever que me faz bem pra alma e adoro ser mãe também. Mas de uns 8 meses para cá tenho sido mais terapeuta do que mãe (isso não gosto).

Me vi em várias situações onde cobrava minha filha como uma terapeuta e não como mãe amorosa que sou. Estava exigindo da Valentina situações ao qual ela não estava no momento para dar conta. Deixei o meu instinto materno de lado e passei a pirar por causa da EPILEPSIA.

O medo desse novo diagnóstico me remeteu ao começo da história de vida da Valentina. E Valentina nasceu… revivi sofrimentos e dores emocionais. Passamos por situações novas que nos fugiu o chão e que de alguma forma me fez pirar novamente por desconhecimento.

Mas passados alguns meses após a primeira convulsão ainda piro kkkkkkkkkkkkk. Estamos em fase de adaptações e ajuste de medicações. Já mudamos em 8 meses mais de 12 medicações diferentes. Valentina fica bem 15 dias depois volta a ter crises.

Nessa jornada deixou de frequentar a escola por medo MATERNO de ter crises e ninguém perceber.

Deixei o BLOG de lado pois não tinha forças para ajudar outras famílias pois eu estava despedaçada.

Mas Muitas coisas Boas aconteceram em 2017 que me fizeram dar novo sentido a vida para eu conseguir me reposicionar como pessoa.

Arrumei um novo trabalho (vender sapatos) que estou amando.. Me tornei Vice Presidente em um associação para ajudar Famílias que tem pessoas com necessidades especiais (AFEL) e ainda administro a loja com ajuda da minha maravilhosa e companheira mãe e minhas fiéis escudeiras.

Enfim… Dizer que tive um ano tortuoso sim… mas uma ANO também muito abençoado por DEUS que me colocou em várias situações de lutas mas que aos poucos vai nos dando muitas vitórias.

Para o ano de 2018 só pedi uma coisinha para JESUS de presente, que é minha Linda e Delicada TULIPA A sensibilidade de uma Tulipa! ficar com as suas crises CONTROLADAS e que ele nos carregue em seu colo nos momentos que eu NÃO der conta.

No mais é só agradecer e agradecer a bondade de DEUS pela sua Misericórdia.

E quero muito agradecer especialmente a duas mães que me encontraram no shopping nas visitas aos papai noel, que aliás a Valentina AMAAAAAA.. Que me fizeram reconectar aos meus projetos que Deus me instruiu e me deu: O BLOG. Elas me emocionaram e me deixaram com mais vontade de voltar a escrever, vocês foram instrumentos de ação do papai do céu para mim.

E partilhar DOR e ter ela curada em nosso coração. E ajudar outras famílias isso é o importante.

Bora voltar a escrever muito em 2018.

Desejamos um FELIZ E ABENÇOADO NATAL A TODOS..

Que o nosso amigo JESUS renasça em todos os corações trazendo muita SAÚDE e PAZ .. por que o resto a gente corre atrás..

Um super ABRAÇO DE URSO

Michelle e sua Tulipinha 

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Eu sou o espelho da minha VALENTINA

Eu sou o espelho da minha VALENTINA

Muitas situações acontecem quando temos um FILHO ESPECIAL. Mudamos os círculos de amizades, os assuntos, as preocupações e o humor também.

No começo da vida de uma MAE ESPECIAL tem várias oscilações: humor, tensão, estado de espírito, religiosidade e etc.. A variação rápida do choro ao riso, que é normal em uma puérpera é potencializada quando se  tem filho especial.

Ao mesmo tempo que você está encantada com  aquele serzinho no seu colo imediatamente você começa a chorar compulsivamente com o medo do futuro, com os “SES” .. se ela não falar.. se ela não andar… e ses.. e ses .. e muitos Ses que nos levam a uma oscilação drástica de humor.

Os meus momentos mais depressivos e de introspeção, me levavam a ter sensações piedosas que não me fortaleciam em nada, aliás me tiravam toda a energia. E isso refletia nela. Os meus choros durante o dia inteiro refletiam no final do dia na Valentina. Ela assimilava todos os meus sentimentos e a Noite quando o Papai chegava ela fazia do seu colo o aconchego para o consolo das suas dores físicas (cólica) e emocionais.

Esse momento era o momento mais tortuoso do dia, por que eu entrava no banheiro para tomar banho e lá eu chorava litros e litros de água, enquanto o papai tentava acalmar e acalentar a Valentina.

Mas esses momentos são NECESSÁRIOS e Essenciais em nossa vida. Eu chorava o Luto da filha idealizada e o choro dava lugar a força. Eu precisava me esvaziar para receber água nova e limpa no meu coração.

NO meu choro Deus me trabalhava, a minha dor acabava me fortalecendo.

E até hoje é assim.

Quando em momentos de mudança de situações ou situações inesperadas acontecem eu falo me deixe chorar que logo estarei recomposta e com energia pra mais de metro para lutar e viver com intensidade a vida.

Muitas pessoas não se dão a possibilidade de chorar a dor. Mas é no choro que somos curadas. Muitas acham que é bobagem chorar, mas é nesse momento que DEUS derrama o seu Bálsamo de alívio. Então CHORE A SUA DOR, qualquer que seja ela para que você possa limpar seu coração e sua alma.

Os piores meses da nossa vida foram os meses que eu estava bem mal. Valentina chorava no carro o tempo todo no caminho das terapias e isso me acabava. Ela chorava de um  lado e eu do outro. Eu sofria em levá-la as terapias e ela sentia e exteriorizava. EU odiava Ter que levar ela, MAS era necessário não tinha outra opção. E esse sofrer refletia nela.

Isso durou meses extensos, por que o sofrimento faz parecer longo. Depois de 7 meses de sofrimento eu me sentia restabelecida e as situações deixaram de ser penosas e passaram a ser mais amenas para mim e para ELA e isso melhorou a relação dela com as terapias. KKKKK ela melhorou não EU melhorei ela só refletiu.

Então mamães o que eu falo hoje para vcs é que é necessário CHORAR toda a dor emocional para que o choro dê lugar a Força. A água retida de espaço a Água Limpa e o trabalhar de DEUS possa fluir na sua vida.

Quando vejo minha filha triste ou irritadiça, paro e penso como EU estou e o que pode estar refletindo para o mal estar dela. E muitas vezes vejo que SOU eu quem está mal e ela é somente meu espelho.

Cuidem dessas mães. Mães de crianças especiais precisam estar bem emocionalmente para que o reflexo seja bom. Mães tristes, depressivas não conseguem DAR CONTA das situações.

Mamis não deixem de procurar ajuda psicológica para que você possa verbalizar a sua dor e se reposicionar como mãe. Você estando bem o seu Bebê estará bem.

Um super beijo com muito amor no coração

Michelle

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Quando o casal se ajuda é melhor!!!

Quando o casal se ajuda é melhor!!!

Ter filhos é uma jornada sem fim. Mesmo dormindo Nós mães não desligamos o nosso botão conecto. Ele permanece no stand-by.

Quando temos filhos com necessidades especiais o nosso conetor não entra em standby ele fica ligado o tempo todo.

Os medos que nos assustam durante o dia são potencializados à noite. Medos das convulsões, engasges, apnéias e “ites” que atacam no sono.

E quando encaramos sozinhas a vida de uma criança, tudo fica difícil.  Nos cansamos, sobrecarregamos e muitas vezes por causa da exaustão adoecemos.

Quando na relação a Dois as situações são partilhadas e dando suporte ao outro a exaustão impera por que tomar conta de filhos é uma tarefa árdua e deveras cansativa, porém ela é partilhada.  E eu falo que eu não me canso tanto quando fico 12h na loja  do que quando passo 6 horas com a Valentina (kkk).

Mas voltando, quando falo que a divisão de tarefas ameniza o Fardo de ambas as partes e ajuda a equilibrar a relação, isso é fato. A relação fica descompensada quando NÓS mães estamos extremamente cansadas.

Falo isso por que os meus maiores estresses em casa são quando estou me sentindo exaurida de energia, paciência, tolerância e cansaço físico. As noites de sono mal dormidas deixam lastros negativos no contexto  geral da minha casa. E onde tudo reflete a minha exaustão no MEU esposo PC.

Sempre falo que as MÃES são o Termômetro da casa. Se estivermos bem tudo flui na sua perfeita ordem, contudo  quando algo desanda a casa toda entra em pane.

As Mães precisam estar emocionalmente e fisicamente bem para que o ritmo familiar flua adequadamente.

E para que isso ocorra a Relação e as tarefas precisam ser partilhadas. Não gosto da palavra divisão de tarefas por que apesar de uma casa parecer uma empresa , não é.

Então a partilha é a melhor forma de expressão.

Quando partilhamos, temos as mesmas responsabilidades mas sem a necessidades das cobranças. Na partilha cada um faz uma parte e não sobrecarrega ninguém. Cada um faz a tarefa sem precisar de ser mandado ou pedido.

Tudo Flui melhor quando não existe a tal cobrança. E a cobrança só existe quando há uma descompensação na partilha. Quando o desequilíbrio impera a exaustão é fato e o bolo-louco acontece.

Em casa, procuramos partilhar bem as tarefas, ainda não chegamos no 100% partilha mas estamos no caminho.

Eu por passar muito tempo em função das terapias da Valentina, entro em nível de cansaço emocional muito grande. Não é simplesmente você ir levar, é você estar presente, antenada nas dicas, prestar atenção em como fazer em casa para gerar uma qualidade de vida para a pequena. E isso é muitooooo puxado.  O levar, buscar entra no automático mas a conexão da realidade é que nos suga o emocional. O físíco é recomposto por uma noite bem dormida, aliás por várias no meu caso.. (kkk). Mas a exaustão emocional essa não passa. As cobranças são gigantes, os medos a cada hora muda de nome e isso exaure uma mãe.

E quando na relação não podemos contar com o nosso parceiro é fato que um dia ela acabará pois as energias que temos que investir com nossos filhos são muito maiores que a paciência em manter a vida conjugal.

Tenho recebido muitos relatos de mães que se lamentam que os maridos as deixaram quando souberam do diagnóstico.  Isso é uma realidade tão triste, mas é real. A maioria dos Homens NÃO dão conta emocionalmente dos Filhos por que NÃO falam dos seus sentimentos, das suas dores. Acham que devem ser Super Homens em todos os homens que se fecham em suas ostras e sofrem sozinhos e que a maioria prefere  se eximir do problema do que encarar ele de frente.

Em casa, o papai PC sofreu e ainda sofre. Hoje com mais leveza, pois aprendeu que sou o suporte dele na dor. Que quando tudo aperta ele pode e deve contar comigo. Que as promessas matrimonias estão sendo e foram provadas conosco.

https://diagnosticonaoedestino.com/2016/02/05/e-o-papai-me-aceitou-viva-o-papai-pc/

 

Quando uma pessoa desabafa suas dores emocionais ele consegue superar com maior facilidade o problema. E acaba encarando de forma diferente.

Na Semana passada, estivemos em atendimento na Rede Sarah.E nesse lugar a metodologia da Rede é  de uma abordagem que incorpora a família e o contexto de cada pessoa, no processo de neurodesenvolvimento. E  eles priorizam muito a família no desenvolvimento da criança. Tanto que eles sempre pedem o acompanhamento do pai e mãe, para que todo envolvimemento seja incorporado pelos dois a prioiri e depois que seja perpetuado aos familares.

E lá vemos muitos casais novinhos com crianças as vezes com problemas muito maiores que o da nossa pequena, e vemos que estão lá os dois lutando junto pelos filhos. Mas também vemos muita disparidade de mulheres desamparadas por um abandono. É nítido vermos os semblante entristecido das mães “singles”  ao contrário daquelas que estão com seus portos-seguros. E isso reflete nas crianças e no seu desenvolvimento.

E graças a Deus estávamos lá em Família. Sendo um suporte para o outro, na dor e na alegria também.

Por isso famílias, digo a vocês que é preciso que a Balança das responsabilidades esteja equilibrada para que a relação positiva reflita em crianças felizes e saudáveis.

Um super beijo…

Com mais afinidades e muita Partilha…

Michelle

( A REDE SARAH é a maior rede de hospitais de NEURO REABILITAÇÃO da América Latina e é referência internacional no quesito Neurociências e reabilitação).

Leia Também: https://diagnosticonaoedestino.com/2017/03/18/e-quando-o-pisca-alerta-insiste-em-nao-desligar/

https://diagnosticonaoedestino.com/2016/02/28/e-a-mudanca-comeca-em-nos/

 

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Quando o amor de mãe abre a conexão com o céu!

Quando o amor de mãe abre a conexão com o céu!

Vivemos a vida numa intensidade sem limites e sem medir muito as consequências quando somos jovens e singles.

Em vários momentos vamos nos transformando só que a MATERNIDADE é algo transcendental. Mudamos tudo E todos ao nosso entorno. Mudamos valores, sentimentos e  potencializamos poderes sobrenaturais.

Quando nos tornamos mães algo em vibe diferente acontece.

Uma conexão direta com o PAPAI do céu surge. E passamos a ter:

  •  visão além do alance,
  • ouvidos supersônicos
  • pressentimentos
  • coração que se conecta em outra dimensão.
  • Além da boca santa (kkk)

Agora entendi o por que dizem que mãe tem boca santa… Se tornam a repórter de Deus (kkk).

Essa paranormalidade existe, só não sei explicar o que é, então digo que é a conexão com Deus.

Passamos a sentir as dores junto com os filhos, sensações premonitivas e o coração passa a se expressar mais, além da simbiose que acontece.

Viver a maternidade é viver o paraíso com toque infernais. Ser mãe é viver a dualidade de sentimentos a todo momento… Amar que chega a Doer, mas também é amar com desejo do sossego solitário, é poder ter o céu num sorriso e viver o inferno num choro …

Mas quando digo que amar um filho abre a conexão com os céus, acredito que podemos enxergar e sentir o que DEUS sente por nós.  Essa sensação que tenho que a maternidade também nos aproxima dos céus e da nossa salvação.

Quando me tornei mãe me descobri como uma pessoa melhor e mais solidária, amorosa, desapegada e comprometida.  Nunca fui uma pessoa que lutasse tanto pelas minhas coisas  mas depois que fui mãe, vixeeeee (rsrs).

Hoje luto por direitos, auxílio pessoas e quero mudar o mundo. Passei a ter novas aspirações e  inspirações divinas.

Quando a MATERNIDADE é ESPECIAL acredito que vemos o poder de DEUS mais claramente. Nos atracamos na fé por que é a única coisa que nos mantém no foco, esperamos milagres e buscamos por eles. E isso nos aproxima dos céus. Oramos, rezamos, pedimos, imploramos e presenciamos vários milagres diários.

A maternidade especial é transformadora tanto positiva quanto negativamente.

Quando buscamos ver um diagnóstico com outros olhos passamos a ter esperança e a ver novas possibilidades para vida dos nossos filhos.  MAS quando nos limitamos ao diagnóstico e a parte negativa sofremos mais e fazemos eles sofrerem pois a culpa impera e nos deixamos massacrar pelos sentimentos ruins. E isso nos incapacita e nos deixa piores como seres humanos.

Mas a mudança só acontece quando QUEREMOS.  O princípio do querer é o primeiro estágio para algo de bom aconteça. NADA na vida muda se não nos mudarmos primeiro. EM TODOS os sentidos.

ENTÃO vamos deixar o agir de Deus operar MAS vamos fazer a lição de casa.

MUDE a Você Primeiro para tudo mudar.

UM SUPER BJS

E BOM FDS

MICHELLE

Leia também:

O SOFRIMENTO VEM QUANDO IDEALIZAMOS A PERFEIÇÃO.

Como DEUS escolhe as Mães!!

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Perder para ganhar!

Perder para ganhar!

No final do ano passado, refleti sobre muitas coisas no que concerne a Valentina. E tomamos algumas decisões que geraram alguns desconfortos a uns MAS que para a Valentina e pra mamãe foram essenciais. Temos pensando que aquele ditado famoso de moda “Menos é Mais” cabe em qualquer lugar da vida. Decidimos então menos terapias e mais brincadeiras.    https://diagnosticonaoedestino.com/2017/01/26/a-diferenca-entre-o-remedio-e-o-veneno-e-apenas-a-dose/

E nessa escolha de menos terapias com mais descanso e brincadeiras demos espaço para ficar mais juntinhas e poder aproveitar mais o tempo.  E escolha tem me deixado satisfeita como mãe e tem deixado a minha Tulipinha mais feliz.

Passamos da correria pilhada de várias terapias no mesmo dia para ter qualidade e quantidade de tempo.   Mas isso tem ME cansado mais pois a intensidade das brincadeiras são cada dia maiores, porém é um cansaço muito mais satisfatório, pois me aproxima mais de uma mundo “normal”.

E com essa mudança tenho vistos progressos nela e uma criança mais feliz e menos estressada.

Então optamos PERDER terapias para GANHAR tempos felizes e mais prazer.

Muitas pessoas acham que se perde tempo em brincar com seus filhos, principalmente os homens que são mais racionais que emocionais, acham assim. Contudo o brincar gerar conexões afetivas, emocionais, motoras e memórias eternas. São nesses momentos que ensinamos conceitos, aumentamos o amor e observamos evolução e crescimento dos filhos.

O brincar em si puramente nos remete a nossa infância, a momento únicos e memoráveis que fazem parte da construção do nosso ser e como esses seres se desenvolveram ao longo da vida.

E por conta as brincadeiras e percepções a minha Tulipa se expressa na forma alternativa de comunicação, que ela quer ser médica igual ao vovô ALAIR (meu papis). Acho que ele andou influenciando ela desde pequena (kkkk )

Meu pai  cuida dela desde bebê com a Ozônio Terapia, nutrologia e medicina ortomelecular  e acho que isso tem influenciado as escolhas dela.. (kkkk), apesar de ela se expressar que quer ser pediatra.. (rsrsr) e não quer cuidar de gente idosa não (me ferrei) kkkk.

Mas voltando no brincar … quando vi essa predileção lembrei que existia brinquedos da maleta médica e quando comprei para ela, ela entrou em êxtase.. Consultou todas as bonecas, a mamãe, o papai… Todo mundo entrou na brincadeira. E foi sensacional.

E por que to contando isso… Por que nós mães especiais ás vezes esquecemos que ELES são crianças como as demais.. que precisamos brincar .. brincar e brincar.. E que muitas vezes os TROLHAMOS de terapias e esquecemos o essencial. ELES São CRIANÇAS.

Quando se tem filhos espeicias temos o sinômio de falta de tempo, pouco tempo nos resta para brincar, pois temos zilhões de atividades, trânsito louco para chegar terapias, corre-corre, escola, alimentação demorada e etc… . A exaustão no fim do dia não deixa  ninguém com prazer no brincar.

E  Com a opção de diminuir radicalmente essa correria optamos pela qualidade de vida de todos. Qualidade de vida física e emocional também.

No brincar em casa com os pais podemos posicionar de forma correta, abrir a mãozinha, fazer a massagem, alongar a perninha tudo de uma forma extremamente poderosa que é o brincar e o brincar com os PAIS .. Eu sou uma pessoa extremamente antenada e perceptiva quanto as coisas e situações da Valentina. Sempre observei as terapias atentamente para que eu pudesse reproduzir brincando e gerando satisfação na minha Filha.

E hoje falo com extrema segurança… Minha TULIPA faz MENOS terapias e Brinca Mais e está em perfeitas condições terapêuticas. Só que com uma diferença… MAIS feliz e Mais responsiva COGNITIVAMENTE.  Com o amor envolvido mudamos padrões e comportamentos tensos para situações prazerosas e relaxantes.

Perdemos tempo físico para ganhar o suprimento emocional.

Filhos especiais demandam energia dobrada e muitas vezes nos preocupamos com o desenvolver dos problemas físicos (sentar, andar, falar, posicionamento) e muitas vezes pela dificuldade de comunicação esquecemos que existe um ser humano ali que precisa de apoio emocional além do físico.

Muitas amigas novas desse mundo diferente tem a mesma angùstia que eu tinha… O excesso.. a piração… a overdose… de terapias.. E hoje depois de muito pensar e analisar a minha filha resolvi partilhar o quanto tenho estado feliz e o quão bem tem feito para minha filha e para mim que está refletindo no ótimo desenvolvimento dela.

Então Papis e Mamis … MENOS pira e Mais Paz no coração!!!!

Uma Boa e FELIZ semana a Todos.. !!!!!

Bjkassssssss

Michelle

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Por um Mundo Melhor…

E QUANDO PODEMOS FAZER DIFERENÇA NA VIDA DAS PESSOAS.

Depois que tive uma filha especial, me aflorou vários sentimentos BONS no coração. Passado o tempo da amargura, comecei a ver a vida com novos e brilhantes olhos.

Se a gente já passa de um degrau na escala de evolução do ser humano quando temos filhos, quando se tem um especial que vai demandar de você a vida toda, você ultrapassa alguns a mais.

Muitos valores se transformam em uma velocidade gigante e nos transforma para o bem.

Essa mudança é um questão de querer. Desejar ser pessoas melhores e fazer um mundo mais justo e compreensivo às próximas gerações, depende do nosso desejo.

E nesse querer, Valentina me despertou para várias coisas pequenas mas que são extremamente valorosas. O fato de ter uma filha especial não me faz uma pessoa melhor, mas o fato de valorizar a simplicidade das coisas e querer um mundo melhor para minha filha tem me realizado como pessoa que pode fazer diferença na terra, isso sim me faz melhor, tanto para mim quanto para ela.

São atitudes simples como um “bom dia” com um sorriso no rosto  a quem passa do seu lado me traz alegria no coração.

Desde que Valentina nasceu o meu foco de visão ficou voltado para um mundo inclusivo.

E nessa descoberta, vi que fazendo o nosso pequeno papel podemos ajudar a muitos.

Estou descobrindo as minhas missões na vida, uma delas é trazer luz ao conhecimento das pessoas que ter um filho deficiente não é uma cruz, mas pode ser sua salvação.

Quando temos um filho deficiente, valorizamos o mínimo das coisas e apreciamos o máximo com um desejo intrínseco no coração que o nosso filho possa realizar aquilo.

Não invejamos o outro, apenas desejamos que o nosso possa um dia conseguir o mínimo. E quando damos valor nas pequenas coisas podemos ver a grandeza das situações. Valorar aquilo que é extraordinários as conquistas.

E são nas pequenas atitudes que podemos tornar um mundo melhor. E isso começa em casa para poder aflorar para o mundo. Desde o coletar o lixo e destiná-lo corretamente. Respeitar as vagas exclusivas. Não furar as fila nem os “olhos” de outras pessoas. Alegrar-se com o seu quintal e não desejar viver no quintal do outro. São coisas tão simplistas mas que para algumas pessoas egocêntricas isso é TOO MUCH.

Desde que me despertei a esse mundo especial tenho tomado algumas atitudes pró ativas para melhor a condição de muitos que não as tem. Em casa passamos a recolher os lacres das latinhas de alumínio e a destinamos a projetos que transformam lacres em cadeiras de rodas.

São muitas garrafas Pet´s cheias de lacres (140 un) para transformar 01 vidas. Mas se eu, você, o fulano e a corrente do bem começar a fazer sua parte podemos conseguir. Se cada um fizer um pouco chegamos no muito mais facilmente.

Em nossa loja recolhemos os cupons fiscais que os clientes deixam e doamos a uma entidade que cuida de crianças especiais. Lá eles conseguem transformar o imposto em qualidade de vida pra essas crianças. Vai desde a compra de material, cadeiras, órteses, brinquedos.. e por ai vai.

São as mínimas atitudes que transformam vidas.

Do lixo para a qualidade de vida de muito precisa.

Quando aderimos a nossa credencial da vaga exclusiva, sofri muito e ainda sofro de raiva das pessoas que usam a vaga de idosos ou de deficiente. Tenho vontade de falar poucas e boas, mas como as vezes eu sou impulsivamente agressiva e perco a razão(kkkk) então uso o PROJETO MULTA MORAL que além de ministrar educação à aqueles bons entendedores aos néscios traz um pouco de vergonha. (vejam vídeo abaixo).

E com algumas mudanças e o  desejo querer fazer a diferença podemos fazer a corrente do bem e com o nosso exemplo criar nossos filhos como pessoas melhores para um mundo melhor.

Tenho muito a fazer mas começo com as pequenas que afetam o nosso entorno para que um belo dia as muitas pequenas coisas podem se tornar grandes feitos.

Borá lá fazer um Pouquito ????? …

Um beijo no seu coração

Michelle

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Toda inclusão depende de como você olha para ela!

O SOFRIMENTO VEM QUANDO IDEALIZAMOS A PERFEIÇÃO.DIAGNÓSTICO NÃO É DESTINO

Valentina e suas missões!!!!

 

Notas: 

*  Para informações sobre a Multa Moral http://www.acessibilidadenapratica.com.br/multamoral/

** Para informações sobre como doar Notas e cupons Fiscais:  

ILECE – Telefone: (43) 3324-3906 – LAÍS 

*** Campanha Eu ajudo na LATA – Unimed 

http://www.tarobalondrina.com.br/secoes/cidades/2016/08/campanha-eu-ajudo-na-lata-beneficia-instituicoes-com-cadeiras-de-rodas/

REPORTAGEM sobre MULTA MORAL EM LONDRINA

http://www.bonde.com.br/bondenews/londrina/conheca-a-multa-moral-motivo-de-constrangimento-para-motoristas-em-londrina-393013.html

 

 

 

 

 

Não prometa algo a uma criança que você não possa cumprir.

Não prometa algo a uma criança que você não possa cumprir.

Crianças são seres esponjas, assimilam tudo.

Estão atentas a qualquer promessa ou deslize nosso.

O famoso ditado ” Promessa é dívida” deve ter  vindo de uma situação com uma criança. (kkkk)

Quando dizemos a uma criança nossos planos eles criam várias fantasias se tornam ansiosos e impacientes. Todas as expectativas giram em torno da tal promessa.

Um simples levar para tomar sorvete deve ser levado a sério por quem promete.

No caso dos filhos especiais a mesma dinâmica acontece….

Eles desejam.. Criam expectativas.. Não dormem à noite.. Acordam chorando e rangem dentes na madrugada. Ficam ansiosos da mesma forma. A única forma que os diferenciam é a forma como eles expressam seus dissabores.

Falo isso porque a Valentina entende e espera por todas as promessas.

A situação começa a azedar quando ela vê suas expectativas sendo ignoradas.

Pela  sua sagacidade e percepção das coisas, ela sente quando a ludibriamos e “a fazemos” de boba. E isso é terrível emocionalmente.

Alguns dias atrás o Tio Marcelo ligou a chamando para ir ao boliche, mas não falei nada pra ela pois eu não poderia levá-la pois estava trabalhando e por que eu também VI vários obstáculos físicos no brincar de boliche. (Eu inconsciente  estava excluindo as possibilidade para minha filha).

Mas chegando na vovó ela comentou e disse que Valentina também iria. Então o papai foi buscá-la na escola e não falou comentou nada. Ela foi resmungando, chorosa e irritadiça até em casa. Quando ele se tocou sobre o que poderia ser a tal chatice, ele fez a pergunta se ela gostaria de ir.  Ela instantaneamente mudou o semblante, parou a chatice e corporalmente deu um pulo, afirmando sua vontade.

Então ela estava o tempo todo comunicando e expressando que ele queria ir e ninguém falava sobre o assunto. Ela estava demostrando a sua insatisfação e nós não estávamos compreendendo. (E foi especialmente delicioso,  demos a sensação de jogar boliche a ela, lançamos várias bolas e ela amou e  ficou mega felizes e nós também). Obrigada Titio Marcelo pelo programa foi sensacional.

E no Domingo passado eu fiz um comentário no carro sobre a ida ao circo e  acabei me enrolando e não a levei.  A noite ela estava chatíssima  e eu inclusive perdi o meu controle e me irritei com ela. Porém na madrugada ela acordou gritando e rangendo os dentes. Na hora eu conectei as situações.

Eu havia ignorado as suas expectativas quanto ao circo e ainda me irritei, Não fomos nada sensíveis em relação aos sentimentos dela.

Se ela fosse uma criança que falasse ela teria ficado uma sarna atrás de mim falando do circo, que horas iríamos, puxando a minha roupa, tagarelando o tempo todo e etc. MAS… NÃO É .. então precisamos ter mais conexão e atenção aos comentários e o que dizemos perto.

Então devemos nos policiar em  todos os momentos, sobre o que falamos, como falamos e o que prometemos.

Criança é criança independente da situação. Eles agem, fazem e esperam iguais.

NÓS como pais e educadores devemos estar mais sensíveis e antenados as suas respostas que são mais sutis e singulares. No nosso caso Valentina expressa corporalmente muito bem. Ela é uma criança bem feliz quando algo a desagrada ela começa a ficar chorosa e irritadiça mostrando a sua frustração.

Não é fácil estar o tempo todo ligada, antenada e perceptiva a qualquer forma de expressão, porém é lindo poder ter essa conexão a qual desenvolvemos dia a dia.

Toda mudança comportamental é uma resposta. A tal comunicação alternativa começa assim.

É um diálogo ao qual NÓS pais devemos evoluir para entendermos o que eles estão “falando” a nós.

Então com crianças especiais ou qualquer outra criança e adultos também devemos honrar os planos quando prometemos.

O que vemos e escutamos muito são os comentários da boca pra fora que criam esperança nos pequenos. Muitas vezes não entendemos as reações dos nossos filhos demostrando a sua frustração.

As pessoas tem a mania de dizer alguma mentira branca, no intuito de acalmar uma criança, fazem promessas patacoadas que gerarão possibilidades às crianças.

Só que essas falácias da boca pra fora além de decepcionar as crianças também machucam os pais. Além de vermos que existe um frustração em seu filho, temos que apagar o fogo que outra pessoa criou por uma promessa que não será cumprida.

Então espero que possamos estar mais conectados a eles e fazermos promessas coerentes e com intuito de cumprimento para que todos fiquem felizes.

Uma boa semana com promessas devidas e cumpridas..

Bjkas

Michelle

“O significado das coisas não está nas coisas em si, mas sim em nossa atitude com relação a elas.”                                                                                                          ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY

 

A infantilização nas crianças especiais

A infantilização nas crianças especiais.

Tenho vivido alguns momentos de angústia sobre o tema e estou num duelo referente a isso.

Quando falo em infantilização , lido em um contexto geral e que acontece muito mais em filhos especiais do que os “normais” .

Filhos com necessidades especiais são vistos com olhar diferente. Além de toda dependência física , eles normalmente são de estaturas e pesos menores, e por isso muitas vezes são identificados como bebês ou crianças bem abaixo da faixa etária real.

Eu como Mãe de criança especial tenho muito medo de infantilizar a minha filha, me policio o tempo  todo. No quesito a brinquedos, livros e desenhos, tudo para que ela acompanhe a galerinha da idade dela.

Tento viver o mais próxima da idade real. Porém para as pessoas de fora deve ser muito mais difícil de enxergar isso. Mas eu como mãe tenho o dever e a obrigação de alertar aos demais sobre a idade cognitiva dela, para evitar maiores frustrações além das quais ela já vive.

Toda crianças pequena odeia ser chamada de bebês, então não muda nada para as crianças especiais. O problema é que elas muitas vezes mesmos furiosas não conseguem expressar os sentimentos. E isso deve ser extremamente frustrante.

E eu consciente disso faço uso da empatia e busco sempre traçar as situações com maior realidade possível a ela.

Evito falar com voz de bebê, sempre a chamo de mocinha de  4 anos, dou responsabilidades iguais, chamo atenção, se faz birra leva bronca e ás vezes uns tapas. Tudo igual aos demais.

E esse tema eu venho trabalhando em minha cabeça e no meu coração, para que EU nas minhas “piras” não fruste ainda mais a pequena Tulipa. Muitas situações EU fico brava, EU me sinto mal.

No Domingo passado fomos almoçar em um restaurante rural e a  garçonete super cortês me ofereceu um bebê conforto para eu colocar a Valentina. Na hora eu engoli seco e agradeci e depois comentei com minha amiga JU o quanto eu estava me sentindo perturbada com esse tema e como estava me fazendo mal esse sentimento.

Eu sei que não é por mal que as pessoas fazem pois é dessa forma que elas enxergam a situação. Ela viu uma menina pequena, molinha e no colo fez a conexão que era um bebê.

Os traumas emocionais que as crianças com PC vivem devem ser grandes e precisamos criar estratégias para identificar e minimizar essa dor.

Aqui em casa VALENTINA ainda não fala mas verbaliza através do seu corpo.

Mas tem coisas que precisam ser faladas e no caso dela eu vou TENTANDO  interpretá-las e pontuando verbalmente para trabalharmos isso. Quando estou em plena comunhão e e um nivel elevado de cumplicidade consigo trabalhar temas mais facilmente. Entretando não é sempre que estamos só no foco deles e esse desfocar leva a frustração emocional.

E quando penso que o mundo os enxerga como um bebezões . Temo pelo lado cognitivo. O que isso ocasionará.

Conheço muitas crianças grandes que não tem cognitivo preservado que agem e são realmente bebês de idade mental. Que não sei como lidam com isso e se já pensaram sobre isso.

Muitas famílias que tem o diagnóstico de deficiência acabam não tratando as crianças de acordo com a idade cronológica pois as vezes eles não dão as respostas ao nosso contento mas não quer dizer que eles não estão entendendo. Simplesmente não conseguem responder como a GENTE gostaria que fosse e no nosso tempo. Aprender a escutar e respeitar os tempos diferentes é uma batalha.

Hoje eu estava ajudando a realizar a tarefa da escola e era uma atividade de pintura e depois recortes e colagem. A primeira parte foi super legal… Escolheu as cores, pintou mão sobre mão e ok. Na segunda parte a bichinha não quis fazer, ficou entediada e perdeu o interesse pois demandava de muito esforço motor. Então ela começou a fazer birra, chorar, resmungar até que eu conseguisse entender que ela não queria fazer.

Interpretei que ela não queria continuar a atividade .. ela queria só pintar. E não é que ela não entendeu.. ela simplesmente queria pintar. A respeitei e depois voltamos em outro momento para finalizar a tarefa.

Pessoas de fora iriam entender que ela não havia compreendido a mensagem. E a rebaixariam em termos cognitivos. E isso é o mais normal de acontecer.

Muitas vezes subestimamos  o nível de compreensão das crianças porque achamos que elas não vão compreender.Porém eles entendem muito mais do que achamos. Isso em todas as crianças não só naquelas que tem necessidades especiais.

Então amigos ..

Vamos prestar mais atenção porque esses serzinhos são mais ligeiros que nós.

Um super beijo

Bom carnaval

Michelle

 

Sou seu Braço e Suas Pernas!!!

Sou seus Braços e Suas Pernas !!!!

A partir do momento que nos tornamos mães mudamos todas as formas de encarar a vida, os fatos e as pessoas.

Medos e forças gestam e nascem junto com os bebês..

E quando o filho nasce, perdemos a identidade e passamos a ser MÃES de fulano de tal e por alguns anos será assim (rsrsr) porém com o tempo a nossa singularidade volta.

As Mães especiais demoram muito mais tempo para se redescobrir. Muitas nem conseguem isso, pois ter um filho especial e dependente não nos permite sermos mais só nós mesmas e sim sempre será a dupla dinâmica mãe x filho.

Nas crianças dependentes as mães são a extensão do corpo desses filho… Somos ouvidos, olhos, braços, pernas e ás vezes o corpo inteiro…. Para que esses seres lindos possam ter as  sensações, prazeres e muitas descobertas.

No meu caso em específico sou braços e pernas da minha princesa e procuro viver a intensidade de tudo. Propicio a ela  momentos e sensações.

Não permito que a deficiência  a limite na vida.

Se ela não consegue por si só, faço as coisas acontecer para ela.

De alguma forma a farei ter as sensações, ser incluída e de quebra ainda NOS divertir e muito.

O ditado aqui em casa é bem pontual: “Se Maomé não vai a Montanha, a montanha vai à Maomé”.

Meu esposo sempre me diz que tenho o complexo de Peter Pan (aquele que o homem que nunca cresce)  kkkk …  Mas sempre digo a ele que tenho muito orgulho de deixar a minha criança aflorar com a nossa filha pois é desta forma que posso apresentar tudo a ela sem ter vergonha de nada e de ninguém. Se não fosse assim com certeza ela não viveria todas as sensações que ela tem .

Entendi que a minha missão é ser seus braços e pernas …Então como missão é missão.. Vamos fazer com maestria.

Não deixo que o diagnóstico nos limite … Usamos ele de aliado para sermos livres e felizes.

Mas toda essa fortaleza  que tento ser também precisa buscar a minha essência como pessoa. Buscar a minha singularidade. Ser um pouco de mais de mim mesma. Tenho sentido falta da antiga Michelle.

E para que essa singularidade aconteça é preciso confiar a nossa tulipa a mais pessoas. E  isso é um grande problema para todas as mães especiais: Confiar cuidados a outro.

Tenho plena consciência que achamos que só NÓS conseguiremos dar conta dos nossos filhos especiais. Achamos que ninguém vai fazer como nós.

Nós que erramos quando pensamos assim, além de nos sugar deixamos de propiciar aos nossos guerreirinhos outros cuidados, outras formas, que alías, podem ser melhores que nós.

Precisamo criar pessoas aos quais confiamos para podermos resgatar as mulheres que ficaram lá atrás. E para que isso aconteça precisamos nos desapegar para dar liberdade ao outro e oportunidade para aprender a lidar com o diferente.

E deixar que sejamos cuidadas também gera qualidade de vida aos nossos pequenos. E isso faz muita diferença.. Mães felizes mantém filhos felizes.

As vezes umas saidinhas de algumas horas fazem bem ao corpo e mente. Traz oxigênio novo a relação.

E para finalizar…desejo que as mamis especiais… DEIXEM as pessoas cuidarem de VOCÊS e de seus filhotes…

E não se culpem … curtem e aproveitem para descansar e recuperar energias para a caminhada.

Um super beijo e um fim de semana com muitos cuidados pra você…

Michelle

 

Toda inclusão depende de como você olha para ela!

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Toda inclusão depende de como você olha para ela!

Todo começo de ano começo a sofrer por antecipação sobre a forma que será a inclusão escolar…

As adaptações, os novos professores, amigos diferentes, sala nova, novos desafios. E o meu sono sumindo durante a madrugada (kkk)

Mas a cada ano venho melhorando meu  nível de ansiedade e vejo que a minha tulipa está evoluindo e acompanhando a sua “tchurma”.

E quando eu falo que estou melhorando a cada ano, vou me conscientizando do meu papel de mãe e educadora, assumindo minhas responsabilidades e “delegando” alguns papéis. E juntamente com a escola trabalhando as questões pedagógicas.

Quando fui agraciada no papel de mãe, nasceu em mim responsabilidades nunca imaginadas.

SER mãe nos transforma, de um ser inferior para um ser mais elevado (essa é a minha sensação).

Nos descobrimos muitos mais exigentes, conscientes e responsáveis.

E quando se tem filhos com necessidades especiais a carga emocional e física é dobrada. As exigências e necessidades são diferentes.

Quando muitos estão correndo atrás de natação ou ballet estamos correndo atrás de fisio , fono e demais terapias.

Quando me tornei Mãe especial fiz altas descobertas sobre mim mesmo e quão exigente eu sou.

E esse nível de  exigência  me faz ver a inclusão escolar a priori como uma questão tortuosa que com o  tempo e a diretora da escola e toda a equipe pedagógica me dando suporte essa visão mudou da água para vinho.

E quando a gente muda a visão sobre a inclusão deixando as situações serem mais normais sem muito a nossa interferência ansiosa as coisas acontecem de forma natural. Tem dificuldades porém tem muito aprendizado de ambas as partes, PORÉM sem sofrimento.

E como me decidi em vários coisas no ano passado, uma delas era sobre esse tema inclusão escolar que eu seria MAIS feliz e MENOS ansiosa.

Então o processo de inclusão está fluindo mais tranquilo e mais natural.

Então mamis and papis, vamos deixar de sofrer por antecipação e deixar as “PROFES” fazerem o que se propuseram e bora ser FELIZ  e deixar nossos pequenos nutridos e amor e muito aprendizado.

Beijos e um excelente ANO inclusivo para todos nós.

Michelle e Sua Tulipa em aprendizado constante.

A diferença entre o remédio e o veneno é apenas a dose!

A Diferença entre o remédio e o veneno é a dose.

Desde ano passado devido a uma série de acontecimentos e necessidades maternas aflorando, decidi que a vida da Valentina não será mais uma loucura. Faremos o que for necessário e pontual mas não mais um turbilhão de coisas como foi até o final do ano passado.

Resolvi aderir ao movimento slow parenting.

Slow Parenting” ou movimento dos pais sem pressa – É o Movimento que prega a desaceleração da rotina das crianças. Esse movimento que busca desenvolver o ritmo de cada família e respeitando o indivíduo como tal.

Desde o nascimento da minha Tulipa, vivemos uma rotina punk de atividades e com a correria vem os stresses e todos os seus agregados, irritabilidade, tensão, medos e afins…

E em agosto do ano passado, esposo ficou desempregado e essa situação gerou um movimento novo em casa de reestruturação financeira. Muitas opções foram e estão sendo mudadas. Estamos revendo nossas prioridades e necessidades. E foi nesse espaço de tempo onde vivemos uma tensão doida por conta das necessidades da Valentina que despertou em mim  alguns desejos como esse diminuir o rtimo e me conectar mais a ela.

Foi um período HARD com muito aprendizado, aumento da cumplicidade e união familiar. Não foi nada fácil mas aprendemos que podemos viver com muito menos e somos felizes assim. Pudemos exercer o desapego e aumentar a valorização pela nossa família.

Não é fácil ter que baixar o nível de status mas também não é difícil.. É só diferente. E em questão de viver a diferença estamos descolados kkkkkk…

E foi nesse momento de desaceleração financeira que pudemos enxergar as necessidades reais ao invés das necessidades ansiosas da mamãe. E foi muitoooo bom enxergar novas possibilidades. Rever as possibilidades financeiras me abriu o leque para outras situações que eu sempre descartara antes, por conta de conceitos pré-concebidos por mim.

Mas voltando a dose do remédio e conectando a nossa situação acima, pude observar que muito da rotina da Valentina era TOO MUCH para nós duas.

E que toda essa loucura que vivíamos foi imposta pela condição da Paralisia cerebral e da minha ansiedade e medos que me rondavam do que ela realmente precisava.

Eu hesitava escutar os conselhos da minha terapeuta Maribel que sempre dizia que a VALENTINA precisava de brincar ao invés de ter uma rotina tão puxada. Sei que todas as fisio, fono e demais são lúdicas mas são TERAPIAS.

Nessas férias brincamos muitos eu e ela, no chão, na piscina, no parque e  nesse processo de dedicação do brincar fui me resolvendo e pontuando o que eu poderia fazer para me melhorar como MÃE.

E decidi ser MÃE  e não mais mãe-terapeuta. Vou ser simplesmente mãe e estou feliz com minha escolha. Não falo que seja definitiva, mas sim pontual para o que sinto hoje.

Vou dedicar duas manhãs inteiras ao brincar, ao rolar no chão, ao assistir desenho juntas, a ir na biblioteca infantil. E vamos ver como minha linda Tulipa se desenvolverá. Estou bem certa das minhas escolhas…. E feliz com isso.

E a dose de tantas atividades, me tolhiam o tempo de brincar com minha filha. Vamos fazer o básico e brincar muito e veremos resultados surpreendentes. Tuod que é em excesso se torna um veneno.

E quando falo dos excessos em criança não falo especificamente na minha e sim no coletivo. Vejo hoje um nível de exigência muito puxado para os pequeninos.  Incluí- se aulas de  natação, balé, robótica e outras atividades extra curriculares e curriculares em excesso onde nossas crianças deixaram de ser crianças para serem mini workhalics.

Queremos preencher o tempo delas e nos esquecemos de sentar no chão para brincar, vamos para cozinhar e socamos a Tv para distraí-los ao invés de levar os pequenos para terem novas experiências com a gente na cozinha. Deixamos de tomar banho juntos por que demanda mais tempo para brincar.

Mas isso não é fácil pois exige paciência e tempo. E ainda exige um sentimento maior de todos o de QUERER.

Então o que falo a todos vocês amigos ..O  tempo passa tão rápido e a nossa correria do trabalho nos impõe um rotina estressante e estafante mas que ainda há lugar para a gente ficar conectado no mundo virtual.

Bora fazer diferença no mundo real para quem está perto de nós..

Bjs e bom resto de semana com muita curtição com essas lindezas.

Michelle

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Quando a felicidade é festejada …

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Quando a felicidade é festejada  …

Dias atrás realizei mais um momento mega delicioso na nossa vida. A comemoração de mais um aniversário da nossa Tulipa.

Em meios aos preparativos e a contagem regressiva para  o  dia da festinha, fiz altas reflexões sobre fazer aniversário..

Aniversário é tempo de reviver as alegrias e dores. Hoje partilho mais as alegrias pois  as dores já passaram e as feridas já cicatrizadas que deram um lugar a uma nova pele… Um novo olhar.

A cada aniversário me recomponho e renovam as forças e esperanças.

Fazer aniversário é comemorar as conquistas. É celebrar os amigos, é dar risadas e curtir a nova fase que se inicia.

Olho pra trás,  há exatos 04 anos vejo que sofri por muitas coisas que não aconteceram, sofri por antecipação a toa. Me PRÉ ocupei de situações que eu nunca vivi e acredito que não viverei. Estressei  e  envelheci antes da hora.

Hoje consigo estar mais centrada e olhar a nossa realidade com mais leveza  consigo curtir mais minha filha, dar risada das situações inusitadas e olhar os momentos sem LENTE de aumento.

O fazer aniversário traz marcos na Vida de qualquer pessoa. E esse marcos precisa ser festejado. No caso de crianças com PC temos marcos diferente em tempos diferentes que MERECEM ser VIVAS mais ainda. Quando temos um diagnóstico, muitas vezes somos tolhidas pelas condições, mas qualquer ganho deve ser comemorado.

E a minha tulipa pode perceber o quanto ela é amada e querida, por todas  as mensagens dedicadas a ela no Facebook e no grupos de whatsup. Li uma a uma para ela coloquei todos os aúdios para que ela pudesse escutar as VIBES e DESEJOS mais sincero dos amigos, desconhecidos e amigos-virtuais.

E foi muito emocionante ver a reação dela a cada demonstração de carinho.

Não é simplesmente  fazer uma festa de aniversário, é sim um momento único de poder sentir vibrações novas, descobrir sensações e  enxergar novos progressos.

E fiquei tão feliz com o resultado da festa que estavam 5 grupos de amigos : Amigos da escola, Amigos da Barriga, Amigos do Condomínio,  Amigos das Terapias e Família.  Todos num só espaço comemorando a VIDA da nossa Tulipa e isso deixou meu coração extremante feliz e grato por tudo que a vida tem nos proporcionado. E por todas as pessoas que entraram em nossa vida de uma forma ou outra para que fizessem história dentro da nossa história.

Sou grata a Todos e a Tudo !!!!

Uma BOA Semana exalando ares de Felicidades!!!

Bjs Michelle

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E o tempo passou mas o que ficou nos deixa Feliz !!!

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E o tempo passou mas o que ficou nos deixa Feliz !!!

E o ano findou  com muitas lutas e várias vitórias e muitoooo aprendizado.

Não foi uma ano fácil profissionalmente, ano financeiro super complicado MAS um ano de ganhos valorosos da nossa Tulipa.

E não poderia deixar de partilhar com vocês o que essa grande menina  tem alcançado.

Valentina teve lesão de parte motora bem grave devido a uma Anóxia neo natal.  Essa lesão é totalmente de cunho motor. Então o ato de falar, comer, segurar a cabeça, andar  e engatinhar não aconteceu ainda na sua plenitude. O caminho é bem estreito e com muitos pedregulhos mas que com muito amor,  paciência e esperança chegaremos lá…

Massss uma coisa sensacional que Deus permitiu que acontecesse , Valentina tem a cognição perfeita… E isso é tremendo …O ato de pensar não exig e esforço motor .. porém  ele determina muitas ações motoras. E isso é uma  baita  benção de Deus, pois muitas das nossas ações vem do pensar, desejar e acontecer. E isso vai fazer muita diferença.

As situações motoras tem ficados MENOS difíceis, isso não quer dizer que elas não existem.. Sim existem  mas quando entra o desejo de acontecer tudo fica mágico e acontecem num tempo diferente.

Hoje em especial me senti extremamente feliz, fui trocar um Tênis que ela ganhou no natal, e a bichinha ficou olhando a loja inteira com o intuito de comprar algo (kkkk), virou consumista, e provei o tênis no número dela e ela ficou olhando para os outros tênis, o da moda , que brilha quando pisa. Então pedi a moça que eu pudesse ver e experimentar nela…Mostrei como fazia se ela batesse o pezinho e em seguida ela tentou o movimento sozinha para ver brilhar.. E eu fiquei encantada juntamente com as moças da loja.  RESULTADO: ganhou um tênis que brilha (KKK) .

O que quero dizer que não podemos simplesmente  aceitar um fato, nesse caso aceitar que ela não vai conseguir fazer brilhar o tênis pois ela tem que pisar e andar..

NÃOOOO,  eu vou dar a oportunidade de ela conseguir bater os pezinhos e brilhar e a cada movimento que ele fizer sozinha verá o tênis brilhar …. E  quem sabe um dia ela  consiga trocar passinhos e fazer o tênis brilhar sozinha…

O plano  de consciência faz todos nós atingirmos coisas inimagináveis…. e com isso que conto!!!  Conto com as bênçãos dos céus… terapias e com toda a força do querer dela…

O ano de 2016 nos trouxe essa dádiva da consciência e do buscar o aprimoramento do querer e cada dia mais tendo consciência do ser que  é tem trilhado seu caminho.

E que muitos tênis de luzinhas venham para a nossa vida….

Muita Luz a todos em 2017!!!!

Feliz ANO NOVO

Bjs Michelle e sua Tulipinha