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S.O.S … Mãe em Reconstrução….

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S.O.S … Mãe em Reconstrução….

Desde que me tornei mãe passei a viver em limiares. Limiar do amor, da dor, da emoção e por ai vai.

E a dor FOI  um constante inimigo no ano de 2017.

Revivi dores emocionais aos quais passei quando a Tulipa nasceu e hoje vivo as dores emocionais das consequências da PARALISIA CEREBRAL A DOR DA PARTILHA

E uma das consequências que vieram junto no pacote foi a EPILEPSIA. E ainda Não contente foi a Pior a REFRATÁRIA (Epilepsia de difícil controle).

Desde março de 2017, Valentina vem apresentando convulsões.

A primeira ao qual corremos para hospital, quase MORRI de susto.

Entretanto as outras crises foram se apresentando de forma bem sutil que nem mesmo meu esposo percebia, só eu notava (mãe é sensitiva).

E ai fui descobrir esse mundo cruel da Epilepsia, que existem diversos tipos que ela se manisfesta. Tem crises convulsivas por soluços, risos, choro, movimento de olhos, pernas inconstantes, movimentos involuntários, incoordenação total e até os mais conhecidos a clássica convulsão que as pessoas caem e se debatem.

Contudo essa tal da Epilepsia tem me tirado do rumo. A Neuro dela está tensa também com as crises da Valentina. Muda-se a medicação e depois de alguns dias o organismo dela fica resistente a medicamento e volta a ter crises. O ano de 2017 foi uma gama de medicamentos que experimentamos e estamos testando para ver o que segura a onda mas nada está segurando.

Tenho me visto como o começo da vida da Valentina.  Digerindo mal e bem lentamente esse novo diagnóstico. Vejo um filme passar na minha cabeça.E Valentina nasceu…

Hoje vivenciando os efeitos das convulsões tenho me deparado com aquela Michelle amedrontada, ligada, cansada e exausta. As crises de choro vem e vão. O cansaço me consome e a situação me fez perder o foco das demais coisas na minha vida.

Enfim passar de novo por situações incontroláveis me descontrolam e a minha vida toda fica descompensada até eu encontrar o norte.

Mas como tudo a gente precisa tirar lados bons…. KKKK ainda não vi lado bom dessa história… kkkk mas hei de encontrar…

Contudo nada melhor que um dia após o outro para que futuramente eu possa enxergar a Epilepsia com outros olhos…

Hoje o que eu falo para ela (epi) que eu a odeio pois ela tira o brilho do olhar e o sorriso fácil da minha filha, e isso me entristece, pois quero de volta a minha Valentina..

Um dia hei de Rir dessa situação… Mas Hoje NÃO ..

Hoje é somente Viver a montanha Russa da Epilepsia … e conseguir passar pelos LOOPINGS e Frios na Barriga que ela nos promove.

Um beijo no coração

Com muita fé e esperança de um dia melhor amanhã..

Michelle

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Perder para ganhar!

Perder para ganhar!

No final do ano passado, refleti sobre muitas coisas no que concerne a Valentina. E tomamos algumas decisões que geraram alguns desconfortos a uns MAS que para a Valentina e pra mamãe foram essenciais. Temos pensando que aquele ditado famoso de moda “Menos é Mais” cabe em qualquer lugar da vida. Decidimos então menos terapias e mais brincadeiras.    https://diagnosticonaoedestino.com/2017/01/26/a-diferenca-entre-o-remedio-e-o-veneno-e-apenas-a-dose/

E nessa escolha de menos terapias com mais descanso e brincadeiras demos espaço para ficar mais juntinhas e poder aproveitar mais o tempo.  E escolha tem me deixado satisfeita como mãe e tem deixado a minha Tulipinha mais feliz.

Passamos da correria pilhada de várias terapias no mesmo dia para ter qualidade e quantidade de tempo.   Mas isso tem ME cansado mais pois a intensidade das brincadeiras são cada dia maiores, porém é um cansaço muito mais satisfatório, pois me aproxima mais de uma mundo “normal”.

E com essa mudança tenho vistos progressos nela e uma criança mais feliz e menos estressada.

Então optamos PERDER terapias para GANHAR tempos felizes e mais prazer.

Muitas pessoas acham que se perde tempo em brincar com seus filhos, principalmente os homens que são mais racionais que emocionais, acham assim. Contudo o brincar gerar conexões afetivas, emocionais, motoras e memórias eternas. São nesses momentos que ensinamos conceitos, aumentamos o amor e observamos evolução e crescimento dos filhos.

O brincar em si puramente nos remete a nossa infância, a momento únicos e memoráveis que fazem parte da construção do nosso ser e como esses seres se desenvolveram ao longo da vida.

E por conta as brincadeiras e percepções a minha Tulipa se expressa na forma alternativa de comunicação, que ela quer ser médica igual ao vovô ALAIR (meu papis). Acho que ele andou influenciando ela desde pequena (kkkk )

Meu pai  cuida dela desde bebê com a Ozônio Terapia, nutrologia e medicina ortomelecular  e acho que isso tem influenciado as escolhas dela.. (kkkk), apesar de ela se expressar que quer ser pediatra.. (rsrsr) e não quer cuidar de gente idosa não (me ferrei) kkkk.

Mas voltando no brincar … quando vi essa predileção lembrei que existia brinquedos da maleta médica e quando comprei para ela, ela entrou em êxtase.. Consultou todas as bonecas, a mamãe, o papai… Todo mundo entrou na brincadeira. E foi sensacional.

E por que to contando isso… Por que nós mães especiais ás vezes esquecemos que ELES são crianças como as demais.. que precisamos brincar .. brincar e brincar.. E que muitas vezes os TROLHAMOS de terapias e esquecemos o essencial. ELES São CRIANÇAS.

Quando se tem filhos espeicias temos o sinômio de falta de tempo, pouco tempo nos resta para brincar, pois temos zilhões de atividades, trânsito louco para chegar terapias, corre-corre, escola, alimentação demorada e etc… . A exaustão no fim do dia não deixa  ninguém com prazer no brincar.

E  Com a opção de diminuir radicalmente essa correria optamos pela qualidade de vida de todos. Qualidade de vida física e emocional também.

No brincar em casa com os pais podemos posicionar de forma correta, abrir a mãozinha, fazer a massagem, alongar a perninha tudo de uma forma extremamente poderosa que é o brincar e o brincar com os PAIS .. Eu sou uma pessoa extremamente antenada e perceptiva quanto as coisas e situações da Valentina. Sempre observei as terapias atentamente para que eu pudesse reproduzir brincando e gerando satisfação na minha Filha.

E hoje falo com extrema segurança… Minha TULIPA faz MENOS terapias e Brinca Mais e está em perfeitas condições terapêuticas. Só que com uma diferença… MAIS feliz e Mais responsiva COGNITIVAMENTE.  Com o amor envolvido mudamos padrões e comportamentos tensos para situações prazerosas e relaxantes.

Perdemos tempo físico para ganhar o suprimento emocional.

Filhos especiais demandam energia dobrada e muitas vezes nos preocupamos com o desenvolver dos problemas físicos (sentar, andar, falar, posicionamento) e muitas vezes pela dificuldade de comunicação esquecemos que existe um ser humano ali que precisa de apoio emocional além do físico.

Muitas amigas novas desse mundo diferente tem a mesma angùstia que eu tinha… O excesso.. a piração… a overdose… de terapias.. E hoje depois de muito pensar e analisar a minha filha resolvi partilhar o quanto tenho estado feliz e o quão bem tem feito para minha filha e para mim que está refletindo no ótimo desenvolvimento dela.

Então Papis e Mamis … MENOS pira e Mais Paz no coração!!!!

Uma Boa e FELIZ semana a Todos.. !!!!!

Bjkassssssss

Michelle

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