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A VOCÊ PARALISIA CEREBRAL

Querida Paralisia Cerebral,acho que já posso te chamar assim, não é mesmo?! Afinal, já temos um tempo juntas, e se Deus permitir, teremos muito tempo pela frente (assim espero). E por isso, depois de tanto tempo andando lado a lado, já me sinto íntima e à vontade para dizer certas coisas, até então, entaladas em minha garganta e sufocando meu coração.

Preciso dizer que vc não me assusta mais como antes. Vc já foi um grande fantasma que assombrava minha vida. Mas não um fantasminha camarada. E sim daqueles que trazem sombra e escuridão. Hoje, enxergo luz. A mais radiante! Aquela que iluminou minha alma, direcionou meus caminhos, e me fez chegar bem longe!

Seu nome não é mais um pesar para mim. Algumas vezes, ao mencioná-lo, eu era capaz até mesmo de gaguejar. Pq me desculpe a sinceridade, “Paralisia Cerebral” não é um nome muito bonito, não é mesmo?! Remete a um cérebro paralisado, que sabemos que não condiz com a realidade. Mas hoje, posso falar com naturalidade e leveza. Sem tristeza.

Paralisia Cerebral, sei que vc nunca vem sozinha. No “combo” pode vir deficiência visual, auditiva, cognitiva, sensorial, convulsões entre outros males, assim como consequência, diversos problemas ortopédicos. Fomos sorteados com alguns desses ítens, mas não os temo mais. Nada como conhecer o inimigo de perto para eliminar medos e angústias. E como resiliência é palavra de ordem em nossas vidas, conseguimos controlar. 1 X 0 pra gente!

Vc já foi dominante, mandona, e até arrogante. Já teve seus momentos de fama sendo o foco da vida de minha família. Hoje, sinto lhe informar, vc não passa de uma mero coadjuvante. Para ser bem sincera, muitas vezes nem lembro que vc existe, tamanha sua insignificância. Muitas vezes vc é até piada nas rodas de conversa entre eu e minha família. Sorry!

Mas devo ser justa, e não ingrata. Gratidão é um dos sentimentos mais belos que podemos cultivar e ensino a minha filha, logo, devo dar exemplo. E por isso, reconheço o lado positivo. Quero lhe agradecer por todas as lições.

Obrigada!

O medo do déficit visual nos fez enxergar muito mais além dos olhos.

O sensorial, nos fez mais carinhosos, apegados, afetuosos.

As convulsões, nos trouxeram uma força que não sabíamos que poderia existir.

O cognitivo, nos fez descobrir uma forma de comunicação alternativa, que a medicina jamais compreenderá.

Os problemas ortopédicos ainda são assombrososainda mas sabemos que iremos superá-lo.

Por fim, quero dizer que te perdoo por todas as mazelas que vc trouxe. Por todo caos interno e externo.

Mas não quero que vc nos subestime mais. Já pulamos de etapa. Nossa relação estremecida, é passado. Minha FILHA não é vc. Vc é somente uma parte dela. E por isso, acho que podemos fazer as pazes. Viver juntas, no maior estilo “felizes para sempre”.

Que tal?!

Michelle Berbert Santos

Sigamos juntas, em frente.

Texto da Mari Hart

Foto by Ana Souza

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Perder para ganhar!

Perder para ganhar!

No final do ano passado, refleti sobre muitas coisas no que concerne a Valentina. E tomamos algumas decisões que geraram alguns desconfortos a uns MAS que para a Valentina e pra mamãe foram essenciais. Temos pensando que aquele ditado famoso de moda “Menos é Mais” cabe em qualquer lugar da vida. Decidimos então menos terapias e mais brincadeiras.    https://diagnosticonaoedestino.com/2017/01/26/a-diferenca-entre-o-remedio-e-o-veneno-e-apenas-a-dose/

E nessa escolha de menos terapias com mais descanso e brincadeiras demos espaço para ficar mais juntinhas e poder aproveitar mais o tempo.  E escolha tem me deixado satisfeita como mãe e tem deixado a minha Tulipinha mais feliz.

Passamos da correria pilhada de várias terapias no mesmo dia para ter qualidade e quantidade de tempo.   Mas isso tem ME cansado mais pois a intensidade das brincadeiras são cada dia maiores, porém é um cansaço muito mais satisfatório, pois me aproxima mais de uma mundo “normal”.

E com essa mudança tenho vistos progressos nela e uma criança mais feliz e menos estressada.

Então optamos PERDER terapias para GANHAR tempos felizes e mais prazer.

Muitas pessoas acham que se perde tempo em brincar com seus filhos, principalmente os homens que são mais racionais que emocionais, acham assim. Contudo o brincar gerar conexões afetivas, emocionais, motoras e memórias eternas. São nesses momentos que ensinamos conceitos, aumentamos o amor e observamos evolução e crescimento dos filhos.

O brincar em si puramente nos remete a nossa infância, a momento únicos e memoráveis que fazem parte da construção do nosso ser e como esses seres se desenvolveram ao longo da vida.

E por conta as brincadeiras e percepções a minha Tulipa se expressa na forma alternativa de comunicação, que ela quer ser médica igual ao vovô ALAIR (meu papis). Acho que ele andou influenciando ela desde pequena (kkkk )

Meu pai  cuida dela desde bebê com a Ozônio Terapia, nutrologia e medicina ortomelecular  e acho que isso tem influenciado as escolhas dela.. (kkkk), apesar de ela se expressar que quer ser pediatra.. (rsrsr) e não quer cuidar de gente idosa não (me ferrei) kkkk.

Mas voltando no brincar … quando vi essa predileção lembrei que existia brinquedos da maleta médica e quando comprei para ela, ela entrou em êxtase.. Consultou todas as bonecas, a mamãe, o papai… Todo mundo entrou na brincadeira. E foi sensacional.

E por que to contando isso… Por que nós mães especiais ás vezes esquecemos que ELES são crianças como as demais.. que precisamos brincar .. brincar e brincar.. E que muitas vezes os TROLHAMOS de terapias e esquecemos o essencial. ELES São CRIANÇAS.

Quando se tem filhos espeicias temos o sinômio de falta de tempo, pouco tempo nos resta para brincar, pois temos zilhões de atividades, trânsito louco para chegar terapias, corre-corre, escola, alimentação demorada e etc… . A exaustão no fim do dia não deixa  ninguém com prazer no brincar.

E  Com a opção de diminuir radicalmente essa correria optamos pela qualidade de vida de todos. Qualidade de vida física e emocional também.

No brincar em casa com os pais podemos posicionar de forma correta, abrir a mãozinha, fazer a massagem, alongar a perninha tudo de uma forma extremamente poderosa que é o brincar e o brincar com os PAIS .. Eu sou uma pessoa extremamente antenada e perceptiva quanto as coisas e situações da Valentina. Sempre observei as terapias atentamente para que eu pudesse reproduzir brincando e gerando satisfação na minha Filha.

E hoje falo com extrema segurança… Minha TULIPA faz MENOS terapias e Brinca Mais e está em perfeitas condições terapêuticas. Só que com uma diferença… MAIS feliz e Mais responsiva COGNITIVAMENTE.  Com o amor envolvido mudamos padrões e comportamentos tensos para situações prazerosas e relaxantes.

Perdemos tempo físico para ganhar o suprimento emocional.

Filhos especiais demandam energia dobrada e muitas vezes nos preocupamos com o desenvolver dos problemas físicos (sentar, andar, falar, posicionamento) e muitas vezes pela dificuldade de comunicação esquecemos que existe um ser humano ali que precisa de apoio emocional além do físico.

Muitas amigas novas desse mundo diferente tem a mesma angùstia que eu tinha… O excesso.. a piração… a overdose… de terapias.. E hoje depois de muito pensar e analisar a minha filha resolvi partilhar o quanto tenho estado feliz e o quão bem tem feito para minha filha e para mim que está refletindo no ótimo desenvolvimento dela.

Então Papis e Mamis … MENOS pira e Mais Paz no coração!!!!

Uma Boa e FELIZ semana a Todos.. !!!!!

Bjkassssssss

Michelle

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Por um Mundo Melhor…

E QUANDO PODEMOS FAZER DIFERENÇA NA VIDA DAS PESSOAS.

Depois que tive uma filha especial, me aflorou vários sentimentos BONS no coração. Passado o tempo da amargura, comecei a ver a vida com novos e brilhantes olhos.

Se a gente já passa de um degrau na escala de evolução do ser humano quando temos filhos, quando se tem um especial que vai demandar de você a vida toda, você ultrapassa alguns a mais.

Muitos valores se transformam em uma velocidade gigante e nos transforma para o bem.

Essa mudança é um questão de querer. Desejar ser pessoas melhores e fazer um mundo mais justo e compreensivo às próximas gerações, depende do nosso desejo.

E nesse querer, Valentina me despertou para várias coisas pequenas mas que são extremamente valorosas. O fato de ter uma filha especial não me faz uma pessoa melhor, mas o fato de valorizar a simplicidade das coisas e querer um mundo melhor para minha filha tem me realizado como pessoa que pode fazer diferença na terra, isso sim me faz melhor, tanto para mim quanto para ela.

São atitudes simples como um “bom dia” com um sorriso no rosto  a quem passa do seu lado me traz alegria no coração.

Desde que Valentina nasceu o meu foco de visão ficou voltado para um mundo inclusivo.

E nessa descoberta, vi que fazendo o nosso pequeno papel podemos ajudar a muitos.

Estou descobrindo as minhas missões na vida, uma delas é trazer luz ao conhecimento das pessoas que ter um filho deficiente não é uma cruz, mas pode ser sua salvação.

Quando temos um filho deficiente, valorizamos o mínimo das coisas e apreciamos o máximo com um desejo intrínseco no coração que o nosso filho possa realizar aquilo.

Não invejamos o outro, apenas desejamos que o nosso possa um dia conseguir o mínimo. E quando damos valor nas pequenas coisas podemos ver a grandeza das situações. Valorar aquilo que é extraordinários as conquistas.

E são nas pequenas atitudes que podemos tornar um mundo melhor. E isso começa em casa para poder aflorar para o mundo. Desde o coletar o lixo e destiná-lo corretamente. Respeitar as vagas exclusivas. Não furar as fila nem os “olhos” de outras pessoas. Alegrar-se com o seu quintal e não desejar viver no quintal do outro. São coisas tão simplistas mas que para algumas pessoas egocêntricas isso é TOO MUCH.

Desde que me despertei a esse mundo especial tenho tomado algumas atitudes pró ativas para melhor a condição de muitos que não as tem. Em casa passamos a recolher os lacres das latinhas de alumínio e a destinamos a projetos que transformam lacres em cadeiras de rodas.

São muitas garrafas Pet´s cheias de lacres (140 un) para transformar 01 vidas. Mas se eu, você, o fulano e a corrente do bem começar a fazer sua parte podemos conseguir. Se cada um fizer um pouco chegamos no muito mais facilmente.

Em nossa loja recolhemos os cupons fiscais que os clientes deixam e doamos a uma entidade que cuida de crianças especiais. Lá eles conseguem transformar o imposto em qualidade de vida pra essas crianças. Vai desde a compra de material, cadeiras, órteses, brinquedos.. e por ai vai.

São as mínimas atitudes que transformam vidas.

Do lixo para a qualidade de vida de muito precisa.

Quando aderimos a nossa credencial da vaga exclusiva, sofri muito e ainda sofro de raiva das pessoas que usam a vaga de idosos ou de deficiente. Tenho vontade de falar poucas e boas, mas como as vezes eu sou impulsivamente agressiva e perco a razão(kkkk) então uso o PROJETO MULTA MORAL que além de ministrar educação à aqueles bons entendedores aos néscios traz um pouco de vergonha. (vejam vídeo abaixo).

E com algumas mudanças e o  desejo querer fazer a diferença podemos fazer a corrente do bem e com o nosso exemplo criar nossos filhos como pessoas melhores para um mundo melhor.

Tenho muito a fazer mas começo com as pequenas que afetam o nosso entorno para que um belo dia as muitas pequenas coisas podem se tornar grandes feitos.

Borá lá fazer um Pouquito ????? …

Um beijo no seu coração

Michelle

Leia também:

Toda inclusão depende de como você olha para ela!

O SOFRIMENTO VEM QUANDO IDEALIZAMOS A PERFEIÇÃO.DIAGNÓSTICO NÃO É DESTINO

Valentina e suas missões!!!!

 

Notas: 

*  Para informações sobre a Multa Moral http://www.acessibilidadenapratica.com.br/multamoral/

** Para informações sobre como doar Notas e cupons Fiscais:  

ILECE – Telefone: (43) 3324-3906 – LAÍS 

*** Campanha Eu ajudo na LATA – Unimed 

http://www.tarobalondrina.com.br/secoes/cidades/2016/08/campanha-eu-ajudo-na-lata-beneficia-instituicoes-com-cadeiras-de-rodas/

REPORTAGEM sobre MULTA MORAL EM LONDRINA

http://www.bonde.com.br/bondenews/londrina/conheca-a-multa-moral-motivo-de-constrangimento-para-motoristas-em-londrina-393013.html

 

 

 

 

 

A infantilização nas crianças especiais

A infantilização nas crianças especiais.

Tenho vivido alguns momentos de angústia sobre o tema e estou num duelo referente a isso.

Quando falo em infantilização , lido em um contexto geral e que acontece muito mais em filhos especiais do que os “normais” .

Filhos com necessidades especiais são vistos com olhar diferente. Além de toda dependência física , eles normalmente são de estaturas e pesos menores, e por isso muitas vezes são identificados como bebês ou crianças bem abaixo da faixa etária real.

Eu como Mãe de criança especial tenho muito medo de infantilizar a minha filha, me policio o tempo  todo. No quesito a brinquedos, livros e desenhos, tudo para que ela acompanhe a galerinha da idade dela.

Tento viver o mais próxima da idade real. Porém para as pessoas de fora deve ser muito mais difícil de enxergar isso. Mas eu como mãe tenho o dever e a obrigação de alertar aos demais sobre a idade cognitiva dela, para evitar maiores frustrações além das quais ela já vive.

Toda crianças pequena odeia ser chamada de bebês, então não muda nada para as crianças especiais. O problema é que elas muitas vezes mesmos furiosas não conseguem expressar os sentimentos. E isso deve ser extremamente frustrante.

E eu consciente disso faço uso da empatia e busco sempre traçar as situações com maior realidade possível a ela.

Evito falar com voz de bebê, sempre a chamo de mocinha de  4 anos, dou responsabilidades iguais, chamo atenção, se faz birra leva bronca e ás vezes uns tapas. Tudo igual aos demais.

E esse tema eu venho trabalhando em minha cabeça e no meu coração, para que EU nas minhas “piras” não fruste ainda mais a pequena Tulipa. Muitas situações EU fico brava, EU me sinto mal.

No Domingo passado fomos almoçar em um restaurante rural e a  garçonete super cortês me ofereceu um bebê conforto para eu colocar a Valentina. Na hora eu engoli seco e agradeci e depois comentei com minha amiga JU o quanto eu estava me sentindo perturbada com esse tema e como estava me fazendo mal esse sentimento.

Eu sei que não é por mal que as pessoas fazem pois é dessa forma que elas enxergam a situação. Ela viu uma menina pequena, molinha e no colo fez a conexão que era um bebê.

Os traumas emocionais que as crianças com PC vivem devem ser grandes e precisamos criar estratégias para identificar e minimizar essa dor.

Aqui em casa VALENTINA ainda não fala mas verbaliza através do seu corpo.

Mas tem coisas que precisam ser faladas e no caso dela eu vou TENTANDO  interpretá-las e pontuando verbalmente para trabalharmos isso. Quando estou em plena comunhão e e um nivel elevado de cumplicidade consigo trabalhar temas mais facilmente. Entretando não é sempre que estamos só no foco deles e esse desfocar leva a frustração emocional.

E quando penso que o mundo os enxerga como um bebezões . Temo pelo lado cognitivo. O que isso ocasionará.

Conheço muitas crianças grandes que não tem cognitivo preservado que agem e são realmente bebês de idade mental. Que não sei como lidam com isso e se já pensaram sobre isso.

Muitas famílias que tem o diagnóstico de deficiência acabam não tratando as crianças de acordo com a idade cronológica pois as vezes eles não dão as respostas ao nosso contento mas não quer dizer que eles não estão entendendo. Simplesmente não conseguem responder como a GENTE gostaria que fosse e no nosso tempo. Aprender a escutar e respeitar os tempos diferentes é uma batalha.

Hoje eu estava ajudando a realizar a tarefa da escola e era uma atividade de pintura e depois recortes e colagem. A primeira parte foi super legal… Escolheu as cores, pintou mão sobre mão e ok. Na segunda parte a bichinha não quis fazer, ficou entediada e perdeu o interesse pois demandava de muito esforço motor. Então ela começou a fazer birra, chorar, resmungar até que eu conseguisse entender que ela não queria fazer.

Interpretei que ela não queria continuar a atividade .. ela queria só pintar. E não é que ela não entendeu.. ela simplesmente queria pintar. A respeitei e depois voltamos em outro momento para finalizar a tarefa.

Pessoas de fora iriam entender que ela não havia compreendido a mensagem. E a rebaixariam em termos cognitivos. E isso é o mais normal de acontecer.

Muitas vezes subestimamos  o nível de compreensão das crianças porque achamos que elas não vão compreender.Porém eles entendem muito mais do que achamos. Isso em todas as crianças não só naquelas que tem necessidades especiais.

Então amigos ..

Vamos prestar mais atenção porque esses serzinhos são mais ligeiros que nós.

Um super beijo

Bom carnaval

Michelle

 

Sou seu Braço e Suas Pernas!!!

Sou seus Braços e Suas Pernas !!!!

A partir do momento que nos tornamos mães mudamos todas as formas de encarar a vida, os fatos e as pessoas.

Medos e forças gestam e nascem junto com os bebês..

E quando o filho nasce, perdemos a identidade e passamos a ser MÃES de fulano de tal e por alguns anos será assim (rsrsr) porém com o tempo a nossa singularidade volta.

As Mães especiais demoram muito mais tempo para se redescobrir. Muitas nem conseguem isso, pois ter um filho especial e dependente não nos permite sermos mais só nós mesmas e sim sempre será a dupla dinâmica mãe x filho.

Nas crianças dependentes as mães são a extensão do corpo desses filho… Somos ouvidos, olhos, braços, pernas e ás vezes o corpo inteiro…. Para que esses seres lindos possam ter as  sensações, prazeres e muitas descobertas.

No meu caso em específico sou braços e pernas da minha princesa e procuro viver a intensidade de tudo. Propicio a ela  momentos e sensações.

Não permito que a deficiência  a limite na vida.

Se ela não consegue por si só, faço as coisas acontecer para ela.

De alguma forma a farei ter as sensações, ser incluída e de quebra ainda NOS divertir e muito.

O ditado aqui em casa é bem pontual: “Se Maomé não vai a Montanha, a montanha vai à Maomé”.

Meu esposo sempre me diz que tenho o complexo de Peter Pan (aquele que o homem que nunca cresce)  kkkk …  Mas sempre digo a ele que tenho muito orgulho de deixar a minha criança aflorar com a nossa filha pois é desta forma que posso apresentar tudo a ela sem ter vergonha de nada e de ninguém. Se não fosse assim com certeza ela não viveria todas as sensações que ela tem .

Entendi que a minha missão é ser seus braços e pernas …Então como missão é missão.. Vamos fazer com maestria.

Não deixo que o diagnóstico nos limite … Usamos ele de aliado para sermos livres e felizes.

Mas toda essa fortaleza  que tento ser também precisa buscar a minha essência como pessoa. Buscar a minha singularidade. Ser um pouco de mais de mim mesma. Tenho sentido falta da antiga Michelle.

E para que essa singularidade aconteça é preciso confiar a nossa tulipa a mais pessoas. E  isso é um grande problema para todas as mães especiais: Confiar cuidados a outro.

Tenho plena consciência que achamos que só NÓS conseguiremos dar conta dos nossos filhos especiais. Achamos que ninguém vai fazer como nós.

Nós que erramos quando pensamos assim, além de nos sugar deixamos de propiciar aos nossos guerreirinhos outros cuidados, outras formas, que alías, podem ser melhores que nós.

Precisamo criar pessoas aos quais confiamos para podermos resgatar as mulheres que ficaram lá atrás. E para que isso aconteça precisamos nos desapegar para dar liberdade ao outro e oportunidade para aprender a lidar com o diferente.

E deixar que sejamos cuidadas também gera qualidade de vida aos nossos pequenos. E isso faz muita diferença.. Mães felizes mantém filhos felizes.

As vezes umas saidinhas de algumas horas fazem bem ao corpo e mente. Traz oxigênio novo a relação.

E para finalizar…desejo que as mamis especiais… DEIXEM as pessoas cuidarem de VOCÊS e de seus filhotes…

E não se culpem … curtem e aproveitem para descansar e recuperar energias para a caminhada.

Um super beijo e um fim de semana com muitos cuidados pra você…

Michelle

 

Toda inclusão depende de como você olha para ela!

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Toda inclusão depende de como você olha para ela!

Todo começo de ano começo a sofrer por antecipação sobre a forma que será a inclusão escolar…

As adaptações, os novos professores, amigos diferentes, sala nova, novos desafios. E o meu sono sumindo durante a madrugada (kkk)

Mas a cada ano venho melhorando meu  nível de ansiedade e vejo que a minha tulipa está evoluindo e acompanhando a sua “tchurma”.

E quando eu falo que estou melhorando a cada ano, vou me conscientizando do meu papel de mãe e educadora, assumindo minhas responsabilidades e “delegando” alguns papéis. E juntamente com a escola trabalhando as questões pedagógicas.

Quando fui agraciada no papel de mãe, nasceu em mim responsabilidades nunca imaginadas.

SER mãe nos transforma, de um ser inferior para um ser mais elevado (essa é a minha sensação).

Nos descobrimos muitos mais exigentes, conscientes e responsáveis.

E quando se tem filhos com necessidades especiais a carga emocional e física é dobrada. As exigências e necessidades são diferentes.

Quando muitos estão correndo atrás de natação ou ballet estamos correndo atrás de fisio , fono e demais terapias.

Quando me tornei Mãe especial fiz altas descobertas sobre mim mesmo e quão exigente eu sou.

E esse nível de  exigência  me faz ver a inclusão escolar a priori como uma questão tortuosa que com o  tempo e a diretora da escola e toda a equipe pedagógica me dando suporte essa visão mudou da água para vinho.

E quando a gente muda a visão sobre a inclusão deixando as situações serem mais normais sem muito a nossa interferência ansiosa as coisas acontecem de forma natural. Tem dificuldades porém tem muito aprendizado de ambas as partes, PORÉM sem sofrimento.

E como me decidi em vários coisas no ano passado, uma delas era sobre esse tema inclusão escolar que eu seria MAIS feliz e MENOS ansiosa.

Então o processo de inclusão está fluindo mais tranquilo e mais natural.

Então mamis and papis, vamos deixar de sofrer por antecipação e deixar as “PROFES” fazerem o que se propuseram e bora ser FELIZ  e deixar nossos pequenos nutridos e amor e muito aprendizado.

Beijos e um excelente ANO inclusivo para todos nós.

Michelle e Sua Tulipa em aprendizado constante.

O Respeito nos deixa FELIZ!!!

O RESPEITO NOS DEIXA FELIZ!!!

Num mundo onde as pessoas visam o egocentrismo, seu bem estar em detrimento ao próximo, o egoísmo prevalecendo e o coletivo desaparecendo resolvemos fazer a diferença para nossa filha e para outros muitos que precisam.

Como já comentei anteriormente, que a vinda da Valentina trouxeram a tona muitos valores adormecidos e novos valores nasceram também junto com as necessidades de um filho especial. O que é de direito adquirido virou motivo de exercício desse direito. O que é respeito virou razão de valorização. E o bem do coletivo virou lema em nossa vida.

Um filho já vem mudar muita a vida de todos que o cercam, mas o filho“ especial” ele muda o coração, ele muda a razão ele ainda tem o poder de transformação. A transformação pode ser positiva ou negativa basta olhar o ponto de vista.

Ou você escolhe ser FELIZ ou INFELIZ para o resto da vida.

Nós escolhemos ser mais FELIZES.

E a nossa escolha em ser felizes exige um alto grau de envolvimento de uma sociedade inteira, pois para sermos felizes precisamos ser RESPEITADOS.

E para sermos respeitados, muitas vezes deixamos outras pessoas fora de sua zona do conforto “egoístico”. (kkk) Esse termo egoístico me lembra muito minha irmã Thais que quando pequena sempre me chamava de egoística, pois essa era uma característica da Michelle. Mas não é mais característica da mãe da Valentina. A velha Michelle está se transformando depois do nascimento da tulipinha.

E como entramos numa vida diferente e FELIZ depois da vinda da Valentina, estamos nos descobrindo que podemos ser pessoas BOAS e Felizes a todos os momentos e ainda ajudando a quem mais e menos precisa.

A vinda de um filho especial abre a visão de mundo por outro ângulo. Temos uma visão do ponto de vista mais baixo por estar sentando ou deitados no chão, ou numa cadeira de rodas. Aprendemos a ver o mundo de outro ângulo.

Enquanto as pessoas correm atrás de muitas coisas e situações fúteis, nós buscamos o simples levantar espontâneo do braço ou o controlar a cabeça que insiste em cair descordenada. Quando acertamos a cabeça no meio podemos dizer que existem as diversas formas de olhar as situações. E quão belo e valoroso é esse olhar.

E quando dizemos que o Respeito nos faz FELIZ são nas pequenas atitudes que nos geram mais felicidade. É você sair na Rua para procurar uma vaga EXCLUSIVA para deficientes físicos e a você a encontrar desocupada e não sendo usada por pessoas que usam das piores desculpas esfarrapadas para se justificar dos seus atos “egoísticos” e desrespeitosos.

Ser FELIZ é quando você num supermercado e vem um desconhecido para te oferecer ajuda.

Ser FELIZ é você ganhar sorrisos sinceros ao invés de olhares superiores e piedosos.

Ser FELIZ é não tratarem seus filhos e a nós como coitados e ainda dizendo que dó dessa criança. Somos FELIZES assim, obrigada não precisamos de dó e sim de respeito. Não precisamos de termos pejorativos e sim de apoio. Não precisamos de olhares piedosos e sim de olhares encantados. Precisamos de olhares AMOROSOS, pois temos percepção aguçada para o preconceito.

Ser FELIZ é ver seu filho sendo tratado como as demais crianças e sendo incluída. É respeitar a limitação física dela sim, mas não esquecendo que ela é uma criança que só precisa de seus braços, pernas e sua disposição para colocar ela na brincadeira e ser divertido aos dois.

Ser Feliz é ver a BELEZA da diferença fazendo a diferença na vida das pessoas. Ver a mudança de valores, conceitos e olhares e despertar o BELO que exista na diferença.

Enfim ser FELIZ é valorizar o outro POR ele mesmo.

E vamos ser FELIZ, viver a diferença e fazer a diferença para alguém.

A mudança de conceitos e valores nos faz mudar a visão da vida e observar o mais belo da mudança: NÓS mesmos.

Uma boa e FELIZ semana a todos….!!!!!!

Beijos Mamãe e Tulipinha

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