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Eu AINDA escolheria você Valentina

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E a Fé na DOR????

E a Fé na DOR????

Muitas falam em exercício da Fé, quando se tem um problema. Mas as pessoas não imaginam a dimensão das coisas até passar por ela.

É um filho especial, uma doença, uma fatalidade ou uma situação totalmente adversa ao curso da vida.

Valentina e suas missões!!!! mostra como desenvolvi um pouco da minha relação com Deus.

Nossas famílias são cristãs. A minha família é evangélica e a família do meu esposo é católica apostólica romana.  Todos buscam o mesmo DEUS. TODOS buscam o bem para a Valentina na sua visão. Com atritos ou sem atritos o bem comum é o foco.

Apesar de existir diferentes visões da religião sei bem receber as coisas BOAS que nos desejam e deletar as coisas ruins ou que não fazem sentido a mim… Então podem continuar a rezar, orar, energizar….  (rsrsrs)

A minha raiz foi a igreja católica. Estudei em colégio católico, fui batizada e crismada na igreja católica. Porém alguns contratempos da vida levaram meus pais a mudar o rumo da fé. E foi nessas andanças da vida que ela nos apresentou a pluralidade religiosa. Fomos ao budismo, espiritismo, candomblé, Scheio-no-ie entre as várias denominações evangélicas que existem.

Aprendi a diversidade religiosa e isso não me incomoda. Pelo contrário me fez absorver tudo o que as religiões passam de positivo e me dá uma visão ampla das coisas.

Essa bagagem religiosa me abriu a cabeça e me fez crer que não há uma religião absoluta, mas sim num DEUS ABSOLUTO.

Acredito num DEUS tão absoluto que é regido por diversas religiões mas com nomes diferentes.

ACREDITO EM MILAGRES. Milagres diários, anjos em forma de amigos, pessoas enviadas  e usadas por DEUS…. A única forma que não concordo são dos MILAGRES á jato  e como ele acontece em algumas religiões pregam… Mas isso é um problema meu e da minha fé….

No momento de DOR não existe diferença de religião. TUDO é Válido, pois tem uma função em comum. Sabe que hoje eu consigo ver que a a DOR traz a sua beleza… pois na Dor vem as benesses como  UNIÃO espiritua l e familiar. São nos momentos de dor  que podemos sentir a presença e o mover de Deus.

No começo a gente não enxerga  nada além do nosso sofrimento… Mas depois que a vibe ruim passa você enxerga o trabalhar na vida.

Enquanto passamos situações boas, nos esquecemos de Deus, ou melhor dizendo deixamos ele de Lado, pois quando a situação tá tranquilo e favorável .. Esquecemos de agradecer.

Mas quando me vi numa situação de estress extremo e com muito medo de perder a nossa filha linda e cabeluda, pedi ao PAI do CÉU, PELA GRAÇA DA VIDA. Não queria mais nada somente a VIDA da nossa tulipa. Poderia parecer egoísta mas eu a queria de qualquer forma. E Deus concedeu o desejo do meu coração. Como um sopro de Vida ele trouxe a Valentina de volta.

Foi nesse momento que vi o primeiro milagre na vida dela.  Aliás minto o primeiro Milagre foi a gestação dela.

Deus cuidou e cuida dela  desde sempre. E  mesmo na limitação da Paralisia Cerebral, vemos o agir de DEUS constante e diário em nós três.

Sabe aquele filme o “ O Todo Poderoso” com Jim Carrey????? Onde o  Jim Carey começa a enxergar  Deus nos outdoors, nas placas dos carros??? Tenho essa mesma relação de assistência com ele… Ele usa todos os argumentos e situações para falar comigo .. E além de engraçado que é….  ele puxa a minha orelha, é através de uma música no rádio que responde o que eu tava pensando…. Ou é em um bate papo com alguém que fala algo que liga ao que estou passando , é mensagem que brota no Facebook na minha linha do tempo….

Enfim vejo DEUS conversar comigo e me PITACAR o tempo todo.  Os “PITACOS” de DEUS  mostra isso de forma pontual.

E quando olhamos para a Valentina vemos as grandes coisas que tem acontecido a ela, não podemos em hipótese alguma deixar DEUS de lado. Ele tem nos fortalecido, guiado, conduzido e providenciando PESSOAS para nos ajudar na caminhada.

Não sou a pessoa mais espiritualizada do mundo, FIEL de igreja, não rezo diariamente, mas sei  AGRADECER imensamente o que ele tem feito por nós. E o meu jeito de agradecer é ajudar os demais é assim FAZENDO O BEM sem olhar a quem. E com isso mobilizamos muitos em prol de muitos.

E o trabalhar de DEUS em minha vida veio pela vida da minha TULIPA. Ela fez desabrochar  em meu coração o que estava adormecido. Ela me fez uma nova e MELHOR pessoa.

E agradeço a DEUS por tudo que estamos passando por assim me fez diferente e encarar a vida com outros olhos.

Um super beijo da pessoa em transformação

Michelle

E Hoje a inveja BRANCA bateu nos meus olhos..

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E Hoje a inveja BRANCA bateu nos meus olhos..

Não sou uma pessoa nada invejosa, não desejo as coisas alheias, me contento e agradeço muito a Deus pelas coisas que eu tenho.

Mas hoje senti uma vontade imensa de ter uma vida “normal”.

A Tal inveja BRANCA, me fez ter vontade de ver  minha filha comendo com suas mãozinhas, correr pra longe de mim com aquele sorriso maroto… Querer  vê-la  escolhendo um brinquedo e esperneando em frente a Ri Happy e me fazer passar vergonha…. (kkkk)… Queria poder chegar na escola e escutar que ela ficou no cantinho de obediência pois fez marotices..

Enfim a Inveja Branca da normalidade me rondou.

Algumas situações tem me levado a reflexão e instrospecção sobre a diferença.

Começamos a luta pela inclusão, aceitação e tentando dar a sensação de uma vida mais comum a Valentina.  Sei que é só o começo …. pois ela tem 3 anos e meio.

Mas esse começo é tortuoso… difícil… e sofrido.

Muitas serão as situações onde as pessoas não conseguirão simplesmente ACEITAR.

Aceitação é um processo, um entendimento e  uma mudança de paradigmas.

Para aceitar é preciso entender e conhecer.

E entender e conhecer demanda tempo e dedicação. E depois disso tudo o amor que brota das situações é somente consequência   .

Temos passado por algumas provas emocionais de aceitação da Valentina. Em vários âmbitos:  escolar, profissional, pessoal e familiar.

As provações na família doem muito e vão sendo superadas. O tempo é o remédio.

Na esfera pessoal estamos em profunda mudança de paradigmas e aprofundamento do amor.

Na escola o sentimento é amplamente exacerbado, pois não está no nosso campo de visão, em zona de controle e conforto. E é aqui que meu sentimento de mãe LEOA impera.

A escola da Valentina é Fantástica, cheias de pessoas do BEM.

Lá temos muitos amigos, algumas amizades novas .. outras bem antigas e novas possibilidades de aprendizado surgindo. Sinto-me em casa, pois a NOSSA MENINA como é tratada pela Mãe do coração dela na escola, me supriu e me supri emocionalmente com relação a inclusão dela.

Dona Samara se tornou a mãe pedagógica minha e da Valentina. Morro de rir com ela, pois somos muito parecidas, e gosto da SUA autenticidade, sinceridades e dos puxões de orelha que ela me dá.  Samara é MEGA defensora da bandeira da Inclusão, para ela não existe a distinção entre os alunos e existe sim a preocupação em entender a deficiência e fazer o que for MELHOR e salutar a todos que necessitam uma atenção extra. …..

E Samara… que bom seria se houvesse mais Samaras como você…  Kkkkk

Infelizmente algumas milhares de pessoas não estão abertas a lidar com a diferença.

Mas não as culpo, apenas sinto pena de não aproveitarem o que o “diferente” possa  acrescentar e fazê-las crescer como seres humanos.

Várias atitudes inconscientes  demostram a sua falta de amor e consequentemente a exclusão.

Quando o sentimento de Dó impera a inércia aparece. A Inércia é o prelúdio da exclusão.

Quando há resistência as mudanças e as reais necessidades de uma criança especial pode-se ler que existe a falta de aceitação.

O mundo e a maioria dos seres humanos querem lidar somente com a normalidade, pois é mais fácil, não exige você sair da sua zona de conforto e buscar conhecimento para tratar a condição.

Para cuidar de crianças com necessidades especiais, você PRECISA sair de você mesmo  para entender  e buscar conhecimento  e poder oferecer qualidade de vida  e ensino para aquele serzinho sedendo pela conhecimento e novas experiências.

É desconstruir a sua construção do conhecimento e construir um novo e amplo conceito do SABER. É criar Castelos ADAPTADOS e modelar um novo SER.

Mas para chegar a essa nova estrutura.. Vai tempo, estudo, observação, paciência e muita disponibilidade.

Tenho criado alguns “inimigos”, pelo simples fato de exigir os direitos da Valentina. É no trânsito, na fila do Banco, na entrada de cinema, em bares e restaurantes, escola e etc. Sempre em busca do que ela lhe tem assegurado por Lei.  Porém em lugares onde a demanda de um envolvimento emocional .. aí se complica.. kkkk

Já passamos por escolas e professores que não conseguiram lidar com a situação de ter uma criança especial . Talvez por  PRÉ conceitos ou por falta de preparação ou DÓ ou até mesmo por incapacidade pedagógica e emocional.

E essas idas e vindas de pessoas temos  tentado  mostrado para nossa Tulipa que muitos ainda virão e irão embora e isso é o natural da vida. Esperamos que alguma coisa de positivo elas levem de VOCÊ, Tulipa.

A Limitação da minha Valentina é FÍSICA não cognitiva.  E ela demanda de AJUDA e disponibilidade para auxilia-la. Diversas crianças tem “N” formas de limitação seja desde uma  carência afetivo-emocional à distúrbios sérios. E O cuidado com esses são para poucos, pois exige além de envolvimento de sentimentos à  disposição. Além de uma carga extra de paciência e energia.

E a inveja branca volta a rondar… e penso e desejaria que tudo fosse diferente…

Mas EU como MÃE leoa, luto pela inclusão, pela busca insana de melhorar a condição da minha filha.  Faço MEU possível para que possa dar recursos e instrução aos que cuidam de nossa TULIPA. Agora entendo o texto Como DEUS escolhe as Mães!!

Aos que o fazem com HONRA a nossa GRATIDÃO E o nosso “ARRIVEDERCI” ao que simplesmente não conseguem lidar com a diferença.

E vá com DEUS ..e que Ele te abençoe e te dê o dobro do que desejaste e fizeste a nós…

Um Beijo no coração

Mi e Tulipinha

Para entender o por quê a chamo de Tulipinha leia o post Viagem a Itália !

E para as mamãe que estão a procura de uma escola leia o post E UMA NOVA SAGA COMEÇA: A TAL ESCOLA !!!!!

Eu escolhi o PARTO NORMAL, SIMMMMMM !!!!

 

Eu escolhi o PARTO NORMAL, SIMMMMMM !!!!

Quando decidimos correr atrás do projeto maternidade, começamos uma busca frenética por informações sobre os tipos de parto, a troca de experiências com amigos, cadastramento em sites de maternidade e etc.

A escolha do tipo de parto é um parto… Muitas mulheres já tem a sua decisão formada do estilo, mas outras ainda não sabem o que esperam desse precioso momento.

Eu desde o princípio escolhi o parto normal.

A minha história familiar era toda propensa ao parto normal, eu e minha irmã nascemos de 7 meses escorregando da barriga de minha mãe.. Um perfeito PARTO NATURAL.

Minha mãe quase nada sofria com o trabalho de parto. Kkk. Um espirro e a gente saia.

Então foi muito natural a minha escolha desse tipo de parto para mim… Fazia parte da minha história.

A minha preparação para ele foi muito legal, fiz aulas de IOGA, sentava em bola de pilates, fazia exercícios regularmente, comia sistematicamente de 3 em 3 horas. Me cuidei muito para esse lindo e idealizado momento.

Sempre avaliei a escolha desse parto, por que queria a situação mais natural para minha pequena. Que o Leite descesse mais rápido, que fosse menos sofrido para nós duas. Queria que ELA escolhesse a hora de vir ao mundo e não que fosse retirada antes de estar pronta a enfrentar a vida externa.

Só havia uma coisa que preocupava a mim,  meu esposo e meus pais. A minha escolisose.  A cultivo desde os meus 13 anos. Eu tinha medo que por conta desse problema eu não pudesse ter filhos de parto normal. Mas essa hipótese foi afastada tanto pela minha médica Fisiatra quanto a obstetra.

Tudo correu em sua plenitude… os ultrassons periódicos, os exames de rotinas, as dores de coluna.  Como as demais amigas grávidas;……. Tudo Tranquilo e favorável.

Até que o dia esperado chegou….  Comecei um sangramento dia anterior, fui para o hospital mas nada de dilatação então recebi alta pela enfermaria para voltar para casa. Fui repousar. Passei o resto do dia relaxando e me preparando para minha BOA HORA.

Minha mãe fez uma polenta com leite que adoro, e comi até passar mal… kkk Esse foi o único abuso durante a gestação toda.

De madrugada as cólicas tipo menstruais começaram e fui acordada pelo começo das contrações. E eu sabia que aquela era a HORA.  Me arrumei, tomei banho, me maquiei e fomos para maternidade. O trabalho de parto começou as 04:56h. As dores começaram a se intensificar, as contrações começaram a se ritmar e Valentina estava chegando….

Optamos pelo parto normal sem dor, aquele que é aplicado a analgesia para evitar a dor extrema. Essa analgesia é bacana quando dosada corretamente. Sei que com 5 de dilatação eu pedi para trocar a forma de parto. PLEASEEEE UMA CESÁREA AGORA!! Mas a médica não deu bola pro meu pedido.

A dor de parto é alucinante, é única e incomparável. Mas momentânea. Passsa e acaba.

Foram momentos tortuosos durante 6 horas. E lá fomos nós para o fatídico momento.

Valentina coroou e foi nessa hora que a médica estourou a bolsa. No momento que ela coroou senti muita dor nas costas e minhas pernas travaram. Nesse momento me aplicaram mais uma dose de analgesia. E foi assim em 1h e meia E Valentina nasceu…

 

Mas na hora do parto nada foi lindo e maravilhoso. Foi tudo muito rápido. Três forças e ela veio ao mundo, mas não me ajudou em nada na saída pois estava anestesiada.  Entrou em sofrimento fetal pela demora. Enfim nessa hora o CALDO ENTORNOU. Por algum problema que não foi identificado pois batimentos cardíacos estava normal. Valentina nasceu por conta de uma força divina e da ajuda de três enfermeiras empurrando a minha barriga.

Blupt … Ela saiu… e ai começou a SAGA do seu nascimento.

Não é por que é um parto normal. Poderia ter passado complicações em uma cesárea. Vai saber?????

Enfim acreditamos numa coisa: O que o está escrito para nós Tá escrito. E o que temos que passar ninguém passará por nós.

Se foi a escolha do parto  que me deu uma Filha especial. NUNCA terei a plena certeza, mas tenho as minhas certezas e convicções  no coração. Mas pela medicina e pelo corporativismo médico NUNCA teremos respostas concretas. Como dizem a OBSTETRÍCIA é uma CAIXINHA DE SURPRESAS.  Os médicos não vão se responsabilizar e assumir cagadas. E assim caminhamos.

Hoje, o que sei que tenho uma LINDA E MARAVILHOSA FILHA, que consideramos presente ÚNICO de DEUS  e um SER QUE VEIO PARA NOS TRANSFORMAR  em PESSOAS melhores.

Fácil não é …. MAS NÃO é o fim do caminho e SIM Um Caminho DIFERENTE.

E bora VIVER a PLENITUDE desse CAMINHO DIFERENTE!!!!

Ahhhhh… e seu eu gostei do parto normal …..???? Muito ….

Mas SE EU faria de novo????  Ainda não sei responder essa pergunta…

Quem sabe se um dia eu passar pela maternidade novamente eu BUSQUE  essa resposta…

Um SUPER beijo da uma TULIPA em seu florescer.

Michelle

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A Emoção a Flor da Pele!!!!

 

Quando me tornei Mãe, pude entender algumas frases que minha mãe sempre falava. A intuição de uma mãe é extremamente fantástica. Essa intuição só se aflora quando a maternidade bate a porta. As Mães devem ter um ramal direto com o cara lá em cima.

Sentimos, pressentimos e acertamos. Bingo!!!!

Tenho aprendido escutar o meu coração e meus instintos. E aprendendo a LER a minha filha diariamente. Uma árdua batalha, pois Valentina não fala AINDA, mas se comunica muito bem, com expressões, sorrisos, bicos e sentimentalismo a flor da pele.

Essa minha tulipa tem me ensinado que as expressões físicas são muito mais importantes que a vocalizações. O corpo fala com sinceridade. E que sinceridade!!!

Não conseguimos esconder sentimentos na expressão corporal. A boca fala, mas o corpo expressa.

Temos notado que Valentina tem se aperfeiçoado na arte da expressão. A sua limitação verbal tem se compensado na expressão corporal.

A Valentina além de mega emotiva, ela é extremamente sensível, mas não frágil.

Minha Tulipa é extremamente apaixonada pela PEPPA PIG, desde os 8 meses de idade. (aff conheço todas as falas de todos os episódios kkkk). Porém em alguns episódios da PEPPA PIG ao qual existe um conflito “triste”, como uma perda, uma rejeição ou uma briga, ela sofre e sente o desenho. Ela sente e vivencia o desenho como se fosse ela. E essa porquinha tem nos ajudado muito nas relações com a Valentina. Como é um desenho super curto de 5 minutos, sempre com um conflito a ser resolvido e a solução sempre é tomada pela família junta, pegamos tudo de positivo do desenho e trazemos para a vivência diária, fazendo as co-relações no dia a dia.

Assistindo a mais um novo velho capítulo do desenho ao qual a tartaruguinha TIDLES se perde da Turminha, Valentina chora de forma inconsolável. Simplesmente por que a tartaruga se perdeu.  E para acalmar é com muita explicação e muito colo amoroso. (kkkk)

Comprei o Livro “Ei, Cadê Você”, que cota a história de um Pai que perdia a filha e estava à procura dela na fazenda (só que a filha estava o tempo todo nas costas dele de canguru), a Valentina desde a primeira vez que escutou essa história, chorou por 1 hora de forma incontrolável. Tentei ler outras vezes esse livro, mas já na primeira página o choro vem à tona.

Além de algumas músicas que não posso cantar. As músicas cujas melodias são tristes ou a letra transmite algum sentimento mais introspectivo ela também dispara a chorar.

Músicas, livros, filmes e desenhos que tenham histórias tristes, afloraram sua sensibilidade.

A emoção é tão pontual nessa menina, que ela chega a ficar de “mal”. Quando acontece alguma discussão acalorada ou um tom mais ríspido, ou simplesmente uma bronca num amigo da sala. Ela fica extremamente triste e enquanto não houver o pedido oficial de desculpas, ela vira até o rosto para quem estiver envolvido.

Esses dias na escola a tia Jéssica, sua cuidadora, teve que se ausentar da sala e ficou um tempo fora, a outra tia, a Fer, disse que ela ficava só olhando para a porta. E quando Tia Jéssica voltou a Valentina não queria olhar e nem conversa com ela. Foi embora brava sem querer ir pro colo dela. (KKKKK) Se sentiu abandonada.

Minha sogra, Dona Lia, cuida muito bem do meu sogro que tem uma demência senil. Age como uma criança. Os médicos explicam que é um estilo de Alzheimer mais leve. Enfim muitas ações que ele faz o remete a ser criança, então é muito comum minha sogra brigue com ele. Ahhh mas se a tulipa está na casa da Vó Lia, enquanto minha sogra não pede desculpas a ele, Valentina a rejeita. (kkkk) … Chega a ser cômico. A menininha ensinando a vovó que não pode brigar…

Desde muito bebê me deram a dica da previsibilidade. Em tudo que eu iria fazer com a Valentina, eu detalhava. Desde uma simples troca de fralda a uma ida ao Laboratório tirar sangue.

A nossa relação sempre foi e é totalmente aberta e sincera. Não conto mentiras nem a iludo com as circunstancias. Isso a faz se sentir segurança e confiante. Quando vamos tirar sangue, explico de forma normal que ela vai receber uma agulha no braço que vai doer um pouco e depois passa. E é assim que ela responde, dá um choro doido na picada e em seguida já para e começa a mandar beijos para as enfermeiras.

É muito linda e real. Eu não minto nem oculto e procuro cumprir o planejado.

A previsibilidade, rotina e a explicação têm feito muita diferença na vida dela.

O susto nos desnorteia e a previsibilidade nos acalma.

Mas voltando a sua natureza sensível por músicas, sentimentos, sons, vento e principalmente a VIBE das pessoas. Ela se demonstra lindamente incrível. Seu cérebro está compensando a sua incapacidade motora em sensibilidade aguçada.

Em tudo que ela faz ela coloca o coração. Ela lê as pessoas, ela sente e vive a sensação.

Pode ser que ela não ande, não fale, não consiga se desenvolver motoramente, pois a lesão dela foi bem grave. Mas ela tem o cognitivo amplamente desenvolvido. Quando ela tiver o plano de consciência efetivo, essa menina terá ganhos motores sensacionais, pois a consciência vai trazer ela o querer e o querer muda tudo.

Acredito que a frase, “Querer é poder”, vai ser tornar um lema em sua vida.

E nós filha linda, te abençoamos e te dizemos que estaremos presentes com você em tudo. Nas vitórias e também nas adversidades. E estaremos te apoiando em tudo.

E para as mamães de plantão, observem os filhotes de forma intrínseca, pois eles são mais essência do que aparentam.

Um super beijo

Mamãe Michelle

 

E o Papai me aceitou !!!! Viva o PAPAI PC!!!

E o Papai me aceitou !!!! Viva o PAPAI PC!!!

Esse é um post para muitos HOMENS com H maiúsculo que em momento algum largam suas companheiras por conta da vinda dos filhos especiais.

DEDICO-te PAPAI PC.

PC sempre desejou ser pai. E de menina, nos seus desejos inconscientes (kk). Sempre os olhos brilhavam mais por uma menina do que um menino. E de fato ele é mais pai de menina mesmo.

Ele tinha muita vontade de ser pai e por conta dessa vontade, me botou pressão e me deu ultimato. QUERIA UMA FAMÍLIA.

Imaginem só estávamos com 10 anos de casados, sem filhos, com uma rotina a dois pré estabelecida, casa em ordem, baladas, boteco, cinemas, som alto, assistir jornal nacional, deter o controle remoto. e etc…. Achava mesmo que nem ia ter filhos… Estávamos num sossego só.

Mas a Paternidade bateu bem forte nele e a minha idade (36 anos) já deixariam as coisas mais complicadas e assim o foi. Para entender o que houve leia o Post “E Valentina nasceu..”

Mas enfim, engravidamos, depois de uma luta travada contra a endometriose

PC me mimou bastante, conversava com a barriga, fazia carinho.

Quando chegava em casa a festa na barriga começava. Valentina pulava quando ela escutava a voz dele chegando a casa. Era algo fantástico, tanto que até hoje quando ele chega mais tarde do que o habitual, ela escuta o barulho do chaveiro dele, mesmo estando no berço quase dormindo, fica esperando ele dar um “cheiro” nela e fazer companhia no soninho.

O PC era o companheiro das cólicas. Valentina choravaaaa muito. Só das 18 às 21h com choros ininterruptos e diários por três meses. Então ele chegava do trabalho e já a pegava, pois eu já estava exausta. O papai era o remédio da cólica.

Foram esses momentos que ele desenvolveu uma relação linda com ela. Os primeiros balbucios foram para ele, numa conversa fiada, que nos fazia rir pela beleza da comunicação e interação. Valentina batia altos papos com ele.

A mesma atitude da barriga ela faz com ele quando eles se conversam. Ela fica pulando.

O papai PC tinha um sério problema com o COLO, e ainda tem. Por conta de estar muito tempo fora de casa ele queria ficar com ela no colo o tempo todo. Ele queria niná-la no colo e eu queria niná-la no berço. Ele então pegava a sua cerveja e ficava balançando a Valentina por 1 ou 2 horas ás vezes. Isso gerou um stress que conto futuramente.

Mesmo estando no trabalho ele procurava se inteirar sobre o que estava acontecendo com ela e quando chegava á noite queria o relatório completo das atividades… (kkkk)

Quando descobrimos o diagnóstico da Tulipa, fiquei muito apreensiva com a situação e com muito medo de ele nos deixar. É muito recorrente isso, vejo muitos casos de abandono de lar por conta de não aceitação. Esse medo ronda todas as mães especiais.

É mais fácil um Homem se eximir das responsabilidades.

Tive medo de não ter o SUPORTE emocional e físico por que financeiro ele jamais deixaria que nos faltasse nada. Aliás, tiro o chapéu para ele no quesito finanças. Ele é uma pessoa super correta, controlada, pé no chão e com um caráter irrepreensível. Ele se rebola, busca alternativas, faz bicos e se vira nos trinta para nos dar tudo do Bom e Melhor. Quesito admirável no papai PC.

No momento de crise emocional, ele sofreu e ainda sofre calado com as situações incontroláveis, mas ele é muito mais otimista do que eu. Sempre vê o lado bom das coisas.

Alguns outros adjetivos podemos dar ao papai PC: companheiro, amigo, trabalhador, honesto, inteligente, homem de princípios e bom caráter. Enfim, acho que VALENTINA escolheu ele muito bem( Kkk). E eu também.

Mas ele não é só Muralhas não. Teve seus momentos ABISMOS: Viveu seu luto, teve culpas, culpou alguns mas sempre OLHA para a Valentina e vê que vale a pena.

Em tempos de atrocidades em relação às famílias, por conta do egoísmo, imaturidade, falta de sensibilidade, desafeto e desamor, podemos dizer que o papai PC foi e é para Valentina um SUPER PAI. O PC não é aquele cara que se derrete todo, tem o AMOR EFETIVO como forma de expressão. Mas do jeito dele ele nos AMA com o o seu melhor.

Obrigada Papai PC por ter amado a nossa menina incondicionalmente e ser apoio nas piores horas.

Obrigada papai POR TER ACEITADO a diferença e fazer a diferença para a Valentina. !!!!

E Viva o Papai PC!!!! E muitos OUTROS PC´S que vivem esse mundo diferente….

Beijos com muito amor da Mamãe e nossa Tulipa

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E valentina e o seu olhar !!!!

E valentina e o seu olhar !!!!

Quando decidimos tornarmos PAIS, não “parideiros”, algumas decisões foram envolvidas: mudanças, comprometimento, valores, tempo, disponibilidade, amor incondicional e afins.

Eu sabia que nossa vida jamais seria a mesma de antes. Saidinhas, baladas, bebedeiras, filmes com som nas alturas, huuuuu isso tudo já era “that´s over baby”.
Mudou-se o foco.

Valentina é uma menina, sem vergonha (kkkkk)e marotinha, que dá nó em todos nós. A Tulipinha é muito mais esperta que eu e o PC. Ela nos põe no bolso. Essa menina tem nos feito reféns dela. Em todos os sentidos. E graças a Deus por isso, minha filha consegue se expressar de uma forma que entendemos. Não que isso não me tire do sério não… Tira sim… Preciso das minhas homeopatias para me centrar (rsrsrrrs).

Falando sério, Valentina, criou estratégias de comunicação que ela da forma mais linda e perspicaz se faz entendida. Quando a nossa menina deseja alguma coisa, o olhar transmite exatamente o que ela quer, a cabeça mostra para onde se deseja ir e o tipo de choro mostra a sua insatisfação. A forma que ela entendeu que a compreendemos é assim: Com o olhar mais profundo de um ser. E um sorriso inebriante que nos dá quando compreendemos exatamente o que deseja.

Fala-se sobre essa tal de comunicação alternativa. Um sorriso, olhar, sorriso fazem a parte linda essa forma de verbalizar sem emitir um som. E que ESPETACULAR como o ser humano se reposiciona na sua dificuldade.

Valentina aprendeu a mandar beijo quando ela tinha 1 ano e 3 meses. E a dar piscadinhas também e relacionamos esse atraso nas respostas motoras com a medicação que ela deixara de usar o Gardenal. O remédio deixava ela em estado letárgico e irritada também (o que deixava muito enlouquecida). E esse remédio ainda a fazia passar mal do estômago pois chorava muito no carro, só se acalmava quando parava
(eu sou assim quando ando no carro atrás).

Assim que ela descobriu essas respostas motoras, o grau de compreensão aumentou e ela foi descobrindo como responder melhor às perguntas. Tanto que hoje o sim é o sorriso e o não é o beijo. Até para dizer não é uma fofucha.(kkkk)

Tivemos sempre a orientação das terapeutas TO Joice, Fisio Marta e Fono Ana Carla, que nos direcionavam a perguntas fechadas ou situações de escolha.

AS situações de escolha são bacanas demais pois Valentina passou do olhar para tocar em qual item ela queria escolher. Estamos bem orgulhosos dessa Tulipa.
(Leia o post viagem a Itália para entender o motivo pela qual eu a chamo de Tulipa).

O que eu digo que o OLHAR passou a ser nosso norte. Acredito que todos tivemos em nossas vidas aquele alguém que te olha e você sabe muito bem o que quer dizer: A cumplicidade do olhar. Temos essa grande cumplicidade com ela, eu mais em específico pois a acompanho em maior tempo e ajudo aos demais no processo da aprendizagem e leitura da Valentina.

Conseguimos ultrapassar a barreira da compreensão através do simples olhar.

Prestar atenção a situações onde a expressão é o único caminho para a satisfação.

Aprendi a olhar com olhos da Alma, olhos do amor. Aumentei a minha percepção para dar voz a minha filha.

E mais uma vez obrigada Tulipa por deixar eu te perceber e contemplar a sua linda percepção de vida.

Um beijo da mamãe em evolução

Michelle

Valentina e suas missões!!!!

Valentina e suas missões!!!

Hoje acordei pensando em tudo que passamos e temos passado. E chego a seguinte conclusão: TUDO É MISSÃO….

Por que missão? Por que a gente não vem ao mundo para nada, temos um propósito ainda não descoberto ou prestes a descobrir…. Mas tenha certeza, todos têm uma missão. Aguarde e você descobrirá!!!!!!

E a missão pode ser sofrida, linda, perfeita, enigmática, alegre ou triste. Enfim a sua missão será da forma como você olhar para ela.

Vejo que a missão da Valentina veio com um propósito bem específico: AJUDAR AS PESSOAS.

Ela começou nos ajudando primeiro. Mudou a NOSSA VIDA e de MUITOS ao REDOR dela. Quando digo mudança é mudança mesmo: valores, amor, respeito, admiração, religiosidade e etc..

Quando Valentina nasceu, que já contei um pouco no post “E VALENTINA NASCEU”, tive uma mudança abrupta de relacionamento com DEUS. Mudei meu jeito de olhar e conversar com ele.

No primeiro momento rezei muitoooooo e tinha e ainda tem muita gente rezando pela vida da Valentina. Depois tive o tempo de afastamento DELE, era a revolta, a dor do luto do filho ideal, da indignação e afins…

Contudo logo MUDEI minha forma de olhar a situação, voltei pro colo DELE e refizemos as pazes e assim me senti aberta ao seu trabalhar.

E quando eu disse que a Valentina tem as suas missões, ela começou ali, trabalhando a relação PAIS x DEUS. Quando a tulipinha nasceu (dá uma lida no post Viagem a Itália para entender essa referência: Tulipinha), ela começou o nosso processo de relacionamento com Deus. Sempre tivemos DEUS em nossas vidas, mas era Ele lá e eu cá.. (kkkk)…. E “DEUS falou assim: Traz seus papais para perto de mim, Valentina”

E assim fomos buscar a ELE.

Gente, que fique bem claro que jamais questionei o PORQUÊ de eu ter recebido uma FILHA DIFERENTE, mas sempre me pergunto PRA QUÊ.

Obrigada Tulipinha pelo nosso RESGATE.

Além do resgate espiritual ela também resgatou amizades antigas, solidariedade e muito amor de pessoas que não a conhecem pessoalmente, mas a amam incondicionalmente.

Valentina, usando de sua evolução espiritual. Foi feita de instrumento para que a minha mãe descobrisse um CANCER de MAMA.

OIII como assim? A Valentina descobriu um câncer na D. Leninha. SIMMMMM.

Valentina tinha uma incordenação de movimentos e há 2 anos, ela estava no colo da minha mãe e teve um reflexo que jogou com a cabeça com toda força nos seios de minha mãe. Na hora minha mãe sentiu uma” dor de estrelas” que permaneceu por alguns dias até ir a um médico. Esses dias até a chegada da consulta, minha mãe estava com muito medo. pois minha avó (mãe dela) teve um câncer de mama quando eu tinha 2 anos (um filme passava na cabeça dela). Então o temido medo era real. Minha mãe estava com Câncer de Mama igual ao da minha avó. E pasmem o exame de mamografia não aparecia, pois era numa região mais alta e muito perto do músculo. Mas Deus enviou o seu anjo da Guarda Valentina, para que fosse instrumento dele, ajudou a vovó Leninha. Olha aí a missão, gente!!!!!!

Valentina, ao que convivem com ela sabe que ela tem um olhar e um amor de transborda o ambiente. Mas com gente doente é incrível. Falo isso por que minha sogra (D. Lia) conta que a Valentina é a companheira dela e de um monte de mulher que participa da Pastoral dos Doentes. Ela é a mascote.. kkkkkk

E a mascote encanta a todos por onde passa. Dos saudáveis aos doentes. A Tulipinha exala amor.

De todas as atividades religiosas que Valentina acompanha a vó Lia, a visita aos doentes é o que ela mais curte. Valentina é uma LADY, pois além de prestar muita atenção no que acontece, na hora da oração, ele sonoriza parecendo que está rezando junto, fica fazendo carinho no doente, uma fofaaaaaaaaaa!!

E última experiência linda ao qual presenciei foi há uns 15 dias atrás, na visita a Tia Denise, mãe de uma amiga de infância Samanta, que teve um AVC há 4 anos e está acamada e com várias debilidades tanto motora, físicas e neurológicas. Poucas vezes fomos lá. Mas assim que a Valentina vê a Tia Denise, em sua cama, ela imediatamente começa a sonorizar e uma vibração positiva invade o ambiente. A primeira vez que apresentei nossa filha a Tia, lágrimas escorreram dos seus olhos inertes e sua boca se mexia numa tentativa desesperada em se comunicar. Mas nessa última visita, colocamos Valentina na cama com ela e na sua inocência e caridade fazia os movimentos de carinho no braço da Tia, de forma incordenada, porém cheia de amor. Enquanto acariciava, balbuciava muitos sons como se estivesse num papo de amigo de longa data. Existia uma conexão fabulosa.

Tia Denise, abria os olhos, mexia a boca e sentia e recebia o amor que fluía do corpo da Valentina. Nesse momento tive a sensação do agir de DEUS. Tia Denise recebia energias revigorantes da Valentina e a Valentina recebia amor platônico da Tia, e nós acompanhantes recebíamos a graça de poder presenciar esse sublime momento e ver a evolução do ser. Elas duas se conversavam e se entendiam e nós seres ditos normais e saudáveis não conseguia ultrapassar a barreira da comunicação.

E termino o meu post com meu coração repleto de alegria e vendo a bondade de Deus, fazendo-nos instrumento da vida das pessoas.

E obrigada filha por nos mostrar o quanto podemos ser pessoas melhores, ser mais evoluídos, enxergar situações além da visão e nos ensinar a amar incondicionalmente….

Obrigada por nos transformar…

E a sua missão, filha!!! #Tamu junto

Por um mundo de mais missões e menos omissões….

Um super beijos da mamãe em constante aprendizado.

Michelle

E UMA NOVA SAGA COMEÇA: A TAL ESCOLA !!!!!

E UMA NOVA SAGA COMEÇA: A TAL ESCOLA !!!!!

Escola é sempre um assunto muito dolorido tanto para pais quanto para crianças.

Os medos vem à tona. É o primeiro processo de independência dos nossos bebês…. Aiiii Jesus será que vai dar conta????  Mas temos que ter em mente  quantas novas experiências, novos amigos, rotina, disciplina, material, lanche e muitas novidades…

Na escola é o local onde perdemos a nossa identidade e passamos a ser coadjuvantes … kkkk deixei de ser a Michelle e passei a ser  a “mãe da Valentina”.

Mas é ai? Será que vão aceitar? Será que vão dar comida certo? E será que ela vai ser INCLUIDA???  Acho que os medos de todas as mães são os mesmos. Mas Mães DIFERENTES, tudo é elevado a enésima potência.

A gente sempre tem uma tendência a uma super proteção, a enclausurar nossos filhos na REDOMA e achar que ninguém mais dá conta a não ser NÓS.

VOU DIZER UMA COISA MÃES: LIBEREM SEUS FILHOS PARA EXPERIMENTAREM AS NOVIDADES.

Sei que isso é deveras difícil, mas vou te contar um segredo: O SOFRIMENTO é mais NOSSO do que DELES.

Voltando à escola. É sensacional quando achamos a escola certa, com profissionais capacitados e muito amor no ar. E eu encontrei uma UFA!!!! Mas se você acha que foi fácil, LEDO engano.

Valentina, estuda desde o segundo semestre de 2015 em uma escola regular fantástica, com pessoas sensacionais.  Foram elas que conseguiram nos passar todo o conforto, convicção, respeito e a certeza da tal temida inclusão.

Mas não foi fácil chegar até essa escola não… Passei por preconceitos velados, falta de respeito ao ser humano, falta de amor, caridade e outros sentimentos negativos em escolas que visitamos que não foram poucas.

Desde o primeiro ano de vida, quis colocar a Valentina na escola, para a socialização e para receber estímulos diferentes. Mas as médicas e terapeutas me desaconselharam por questões de imunidade, maturidade, “vovocidade” (estar na casa da vovó, era mais legal) e demais dades .. kkkkk

Mas o bebê fez 2 anos e corri atrás de uma escolinha.

Por indicações, conversas e muito facebook, fomos parar numa escola a qual eu havia estudado quando pequena. Uauuuuu  que legal. Passar a minha história para minha filha…

Não era a escola mais linda e arrumada, aliás era uma escola com mais de 40 anos de história. Mas apostei nela, pois a dona tinha sido minha professora, tinha alunos especiais, era inclusiva. MAS……

Não deu certo, por que MEUS medos e sentimentos foram maiores que a minha racionalidade. Principalmente o sentimento de REDOMA. Cheguei na escola e eu FUI enfática que os cuidados básicos fossem priorizados. E elas obedeceram, foram super cuidadosas com ela, mas erraram no seguinte a colocaram no BERÇARIO.

Eu não sou pedagoga e sim mãe, mas sei que eles erraram feio em colocar a Valentina num nível abaixo que ela era capaz. E sabe o que aconteceu, não rolou . Foi frustrante, irritante e extremante NÃO INCLUSIVO. Valentina necessita de alguém para ser seus braços e pernas, precisa de alguém a posicionando. Precisa de um tutor. Mas nessa escola deixaram ela sem ninguém dando suporte direcionado. Deixaram-na com um monte de bebês, que não medem as  forças, brigam por tudo, se mordem, puxam cabelo. E assim foi um caos.

Sabe o que houve????? Valentina mudou de comportamento de forma absurda. Ela mudava as expressões quando falava de ir para escola, começava dar febre emocional e chorava e rangia os dentes nas  madrugadas.

Na semana de adaptação, muitas coisas me incomodaram: Valentina ficava na mesma posição que eu a deixava até a hora de eu pegá-la ou quando eu chegava ela estava na frente da TV. Affff aquilo era a morte para mim, pois se fosse para ficar na TV ficaria em casa e não na escola.. Mas vamos lá.. Uma semana inteira nesse perrengue.

Eu conheço MUITO bem a minha filha, ela é um bebê dócil e calma, mas ela se transformou em outra criança. Chorona, irritada e hostil.

OPAAAAA pêra lá…Meu instinto materno FALOU bem alto e fui na coordenadora pedagógica avisando que minha filha não iria mais na escola. E pasmem o que eu escutei: Mãe, você está se tratando? Você precisa deixar a sua filha viver? Você precisa de terapia…  aiaaiii aiiii .. Fala sério, NÉ…. Helllllooooo!!!!

Depois de 5 dias sem ir na escola a MINHA FILHA voltou ao normal. Ahhhh ta então o problema era eu… ahammmm

Enfim … essa escola que eu tanto gostei quando criança não serviu para minha filha… É onde eu friso, DEIXEM seus filhos terem as experiências próprias não se baseiem na sua para fazer a história deles..

Ficamos 6 meses de DETOX do sentimento escolar.. e quando a fortaleci emocionalmente saímos a busca de uma nova oportunidade.

Fui  visitar várias escolas, 29 pra ser mais exata. E sabe quantas aceitaram a Valentina  1 (umaaaaaaaaaaaaa). As escolas até tinham  vaga, mas quando falava que ERA “DIFERENTE”, a vaga SUMIA…

Pois é, então Deus usou o meu amigo André, para dar seu “PITACO” (leia o post Pitaco de Deus .  Um dia ele chegou e disse: Michelle, conheci uma escola que é a sua cara. E a dona é igual a você, espivitada. Kkkkkk Morri de rir pois adoro pessoas parecidas comigo, pois não sossegam até realizar as coisas.

01 semana depois fomos visitar a escola. E pensa que já amei na entrada, pois tinha elevador para cadeirante. (única que eu vi em Londrina), e passeando pela escola, me encantava e via os olhos brilhando da Valentina.  Fomos então falar com a Diretora Samara, que nos acolheu com amor de mãe e pasmem a  Valentina, ficava mandando beijos para ela do meu colo…..  kkkk tava conquistando o coração dela… kkakkaka

E ela foi a única que nos acolheu de prontidão e disse: “ MICHELLE EU NÃO CONHEÇO PARALISIA CEREBRAL MAS TENHO TODO AMOR DO MUNDO PARA RECEBER A VALENTINA E TODA A DISPONIBILIDADE PARA APRENDER”.

Até hoje quando falo disso me emociono, pois recebi carinho, acolhimento e amor gratuito, pois ela não nos conhecia.  E disse que se eu quisesse deixar a Valentina no dia seguinte, já poderia.

Genteeeeeee… Era uma escola preparada para a diferença, é uma escola amorosa.. e disponível. Tudo  que uma mãe com criança diferente precisa é  AMOR E DISPONIBILIDADE.

Começamos 10 dias depois, pois eu precisava me adaptar a nova mudança. Valentina, amou tanto a escola e as professoras dela, Tia Angela e Tia Daia, que não teve problemas de adaptação.
Fiz a adaptação por 2 ou 3 dia e depois já acabou ficando a tarde toda pois se sentiu amada e acolhida. Os amigos a incluíram, a amaram e estão aprendendo a lidar com a diferença de forma natural e espontânea.

Valentina, tem uma tutora que cuida com amor de mãe, fazendo a parte de cuidados básicos (alimentação, sono, posicionamento e ajuda nas atividades). Falo para ela que ela tem várias mães .. e a Tia Jhessica é uma super mãe educadora.

Então o que eu concluo que os PITACOS de Deus vem na HORA certa.

DEUS preparou a escola, as pessoas e todas as coisas no TEMPO dele não na minha hora.

Ahhhh na escola DÔMINOS, ela está no nível da idade dela… E passou agora pro EI 3 (educação infantil).

E SERÁ QUE ela ta INCLUÍDA??????????… MEGAAAAAAAA !!!!  Ali, não tem UTOPIA como em muitas escolas ditas INCLUSIVAS, mas que só cumpre papel.

Mas cheguei a uma conclusão. Ainda bem que não aceitaram a minha filha, pois ela poderia ser deixada de lado, poderia ter sido machucada e etc…..

Obrigada escolas que nos rejeitaram pois fizeram a gente chegar onde estamos.

VIVA A ESCOLA!!! VIVA OS PROFESSORES!!!! E VIVA OS AMIGUINHOS!!!!

E VIVA A INCLUSÃO !!!!!

Desejo a Todos uma escola como a nossa com AMOR E DISPONIBILIDADE…..

Obrigada Escola Dôminos e sua equipe pois fazem a diferença na nossa vida e de muitos também… !!!!

Tio Ge, Tia Beth, Tio Thiago e outros tios da portaria, recepção, monitores e coordenadores… o nosso MUITOOO obrigada pois vocês abraçaram a nossa causa com maestria e amor incondicional.

E Thank youuuuuuuuuuuuuuuuu e Love Youuu Tia Jhessica  pela dedicação e amor.. para com nossa tulipinha.

Beijos da Mi e sua Tulipinha

 

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E a Inércia passou! E ai o que fazer?

E a Inércia passou !!! E ai o que fazer ????

Gente, como nós seres humanos somos limitados pela nossa dor né?

Por muito tempo obedeci simplesmente o que a Dra. Regina Coimbra, (neuro) me mandou: Faça fisioterapia. Indico a Marta que especialista em PC e gosto e confio muito no trabalho dela.

E ansiosa e imediatista, corremos para a clínica da Tia Marta.(Ainda bem que fui ansiosa e imediatista).

Pais de primeira viagem com uma bebê linda nos braços, tendo de correr atrás de fisio e fono sendo o que eu mais queria era estar em casa na rotina mais tranqüila de um bebê. Além de não poder curtir ou poder sofrer a minha dor eu tinha que correr.

Eu tinha que estar lá, pois estimulação precoce é ESSENCIAL nos casos de crianças com paralisia cerebral. Chegamos à clínica ainda sem chão e com as péssimas esperanças que o DR. Google nos dá. Chegamos lá muito mal, emocionalmente falando.

Mas foi a Tia Marta que nos ajudou a nos reerguer e a entender que a Valentina que nos escolheu e não nós a ela. E em todas as sessões de fisio ela fazia o trabalho dela com a Valentina e com a mamãe também, pois foi nas suas sessões onde eu desabava a chorar e ela me ajudava a mudar a minha visão deturpada do problema.

Era e ainda é, durante as sessões de fisio que o MEU processo de cura também acontece.
A paralisia cerebral não tem cura, mas as dores da alma, essa tem sim. E as minhas estão em processo de cicatrização.

Mas alguns questionam: – Nossa Michelle, mas como você diz que sofreu NÉ?
– Sim não sofri mas ainda sofro tá.. Tem dias que choro ao ver amiguinhos correndo e ver a Valentina no carrinho adaptado. Choro sim ao ver que ela se comunica e eu não entendo e a frustro. Choro por vários motivos dos mais bobos aos mais sérios. OK!!! Eu sou MÃE !!!

E assim os dias vão passando e a gente tentando correr atrás do “prejuízo”, do oxigênio perdido, dos minutos não respirados e do tempo distanciado.

Enfim a cada dia no consultório da Tia Marta, havia uma novidade, era para fazer massagem na mão para abrir, alongamentos em casa, espuma de posicionamento, banho com desensibilização.. aff… A cada vez que elas (fisio, to e fono) chamam a gente pra reunião a gente sabe que vá vem…novidades… kkkk

Mas essas novidades não as consigo fazer de imediato, pois preciso entender o porquê e o pra que e aderir mesmo a idéia, senão o processo não rola… Pois temos a tendência a negação antes da aceitação. E se eu não aceitar de coração aberto o “trem” não ROLA mesmo. Não tem uma santa vez que chega uma novidade que eu fico sem chorar, choro quem nem criança que teve seu doce roubado, pois é assim que me sinto, roubaram a “normalidade” de mim.

E não são poucas vezes que chorei e ainda choro: É Colete, tala extensora, parapodium, mesa de atividades adaptada, órteses para mão e pé, cadeira de rodas e etc… afff cansei… kkkkk

Aliás esse choro é MEU não dela, ok? Choro por mim, por que ela tira de letra mas eu que SOU LIMITADA. Eu conheço um jeito normal e o que ela vive é a normalidade para ela.

Pais de crianças DIFERENTES sofrem e choram por si mesmos, não por seus filhos, pois eles são seres bem mais evoluídos que nós ditos normais. Eles conseguem se superar nas piores limitações. E a gente ás vezes por uma dorzinha se entrega. Não é?????

Bom… mas e a inércia, passou???? Mas será que um dia eu a tive ??? kkkkkkkkkkkk Sei lá ..

Acho que não… Nem deu tempo de “inertir” kkkk , como não tenho tempo
de não querer fazer as coisas, não tenho querer e sim necessidade e é

o que tem para hoje…

Bora para mais um dia de muito fazer… !!!!

Beijos Mi e sua Tulipinha

valentina

A DOR DA PARTILHA

A DOR DA PARTILHA

Agora pela manhã, conversando com um amigo muito especial, Marcelo,  tudo azul e só sucesso, como ele sempre diz quando ligo com problemas técnicos do programa da nossa loja. Ele fez e sempre faz uns comentários que me acrescentam como pessoa, e disse uma frase muito PERFEITA e que compila os meus sentimentos:

“O SOFRIMENTO COMPARTILHADO É SOFRIMENTO VENCIDO PELA METADE. E ALEGRIA COMPARTILHADA É ALEGRIA DOBRADA”.

Depois que montamos o BLOG recebi inúmeros elogios, posts emocionados e emocionantes e muitos me parabenizaram pela minha coragem em escrever. Mas para eu chegar até aqui hesitei muito como disse no meu primeiro post.

Mas voltando a reflexão da frase acima, me lembro dos primeiros dias que descobrir o diagnóstico de Paralisia Cerebral, que me fechei em mim mesma, é a única vontade que eu tinha era CHORAR e Chorar. Tudo era motivo de choro de uma fralda mal trocada a um abraço apertado, eu chorava. Nas horas de hospital onde eu chegava antes das 9h da manhã e só saia quando as enfermeiras me expulsavam ás 22h, as horas passavam e eu só queria ter a Valentina no colo e chorar minha dor.

Por muitos dias eu somente a olhava e tocava, não conseguia FALAR nada para ela, então eu CANTAVA, só cantava. Falar exigia expor sentimentos e dor e eu não estava preparada para falar, por que se eu começasse eu iria chorar e não queria que ela me visse chorando.

Queria passar FORÇA onde não tinha, pois ME SENTIA FRACA, IMPOTENTE, TRISTE e DESAMPARADA POR DEUS. Nossa que forte né, desamparada por Deus. SIM isso é real e muitas pessoas sentem-se assim mas não verbalizam pois é “FEIO OU RUIM”. Sobre isso vou postar um dia sobre a minha relação: MI e DEUS.

Então, voltando ao que não conseguia falar, eu CANTAVA, mas eu cantava uma música só e nem sabia direito o refrão eu adaptava (kkk) e minha FILHA se acalmava com a minha voz de gralha cantando.

Eu cantava a música de Consagração a Nossa Senhora: ” Oh, minha Senhora e também minha mãe eu me ofereço inteiramente toda a vós…..” e nesse momento que escrevo as lágrimas vem a tona pois foram momentos de muita DOR da ALMA. Então eu cantava o DIA INTEIROOOOO mesmo e já dei a ela a tal “colite” (colo em excesso) na UCI, por que eu NÃO a largava no bercinho. Eu tinha a NECESSIDADE dela estava no meu colo e não ela que necessitava.

E nesses dias eu recebia a visita da Dalete (aleitamento) me ajudou muito a fazer fluir o leite dos meus seios, pois eles empedravam muito, eu tinha bastante mas não tinha estímulo da sucção então imaginem sofri mas venci com ajuda dela. E foi para ela a Lylian Dalete que chorei pela primeira vez compulsivamente quando o diagnóstico de PC foi dado. Eu digo que foi DEUS que a mandou lá no exato momento que a NEURO havia saído após me dar a BOMBA do diagnóstico, pois naquele momento só estava eu e a equipe de UCI e a minha meninha.

E sabe o que me vinha na cabeça: minha filha só vai babar, vai vegetar, vou ter um fardo …………..   Eita que  visão torpe!!!

E eu sofria por antecipação e por IGNORÂNCIA.  Que visão limitada e ruim eu tinha. Mal sabia eu,  de tantos casos LINDOS e de Sucesso de pessoas com PC.

Bom, ela tentou me acalmar mas tive enxaqueca emocional, meu leite parou de descer por conta do nervoso, passei mal, não queria mais ficar no hospital, queria ir para casa e me trancar no quarto e chorar pitangas.  Fui para casa CHORAR mesmo, pois aquele dia o meu mundo desabou e eu me sentia a pior das piores.

Daí a eterna DUALIDADE de mãe apontava, como eu tinha coragem de deixar a minha filha no hospital e ir para casa CHORAR.  Sim.. eu precisava CHORAR E MUITO.

E o quem tem haver o texto:  “O SOFRIMENTO COMPARTILHADO É SOFRIMENTO VENCIDO PELA METADE. E ALEGRIA COMPARTILHADA É ALEGRIA DOBRADA”, foi quando expus pela primeira vez meu sentimento e dores, as situações mudavam a minha visão. O choro e o falar me aliviava e deixava cada vez mais o fardo menos pesado. Mas não era com todo mundo que eu podia conversar não, pois tem gente que só quer especular a dor e não partilhar ela.

Minha terapeuta na época, Márcia Sel, ia me ver lá no hospital e vinha em casa também, pois me ENCLAUSUREI na minha dor e por muito tempo me tornei vítima dela.

A partir do momento que VOMITEI as minhas dores da alma, o mal estar foi indo embora e voltou a dar vida ao meu corpo e a alegria foi voltando aos poucos.

Fiquei  7 meses sem ir na loja pois sabia que lá eu TERIA que falar da Valentina e seu problema, mas não estava pronta ainda para verbalizar ao mundo.  Eu estava em processo de aceitação pessoal e vivendo o luto do filho ideal. Durante esse tempo eu conversava muito com meu esposo, e chorava também, mas ele segurou a barra legal, alguém tinha que estar bem (kkkk).

Quando saí do fundo do poço , foi a hora dele entrar, então era a minha vez de segurar a barra.  Foi nesses momentos que eu entendi o real significado do “SUPORTAI-VOS uns aos outros” (Colossenses 3).  Ele me deu suporte e eu a ele.

E Viva o AMOR!!!! e VIVA A DOR!!!! e seus valores e mudanças….

E quando o tema é partilhar dores e sofrimentos para a CURA É espetacular e essencial.

Hoje me sinto a cada dia mais curada e renovada com a partilha, razão deste BLOG.

E a segunda parte da frase é expressado no semblante sorridente e feliz da nossa Família.

Muito feliz em poder partilhar e AJUDAR !!!!

Um FELIZ 2016 RECHEADO de muita PARTILHA E MUITA ALEGRIA!!!!!!!!!!

Até 2016…

Beijos da Mi, PC e Valentina.