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Eu AINDA escolheria você Valentina

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Por um Mundo Melhor…

E QUANDO PODEMOS FAZER DIFERENÇA NA VIDA DAS PESSOAS.

Depois que tive uma filha especial, me aflorou vários sentimentos BONS no coração. Passado o tempo da amargura, comecei a ver a vida com novos e brilhantes olhos.

Se a gente já passa de um degrau na escala de evolução do ser humano quando temos filhos, quando se tem um especial que vai demandar de você a vida toda, você ultrapassa alguns a mais.

Muitos valores se transformam em uma velocidade gigante e nos transforma para o bem.

Essa mudança é um questão de querer. Desejar ser pessoas melhores e fazer um mundo mais justo e compreensivo às próximas gerações, depende do nosso desejo.

E nesse querer, Valentina me despertou para várias coisas pequenas mas que são extremamente valorosas. O fato de ter uma filha especial não me faz uma pessoa melhor, mas o fato de valorizar a simplicidade das coisas e querer um mundo melhor para minha filha tem me realizado como pessoa que pode fazer diferença na terra, isso sim me faz melhor, tanto para mim quanto para ela.

São atitudes simples como um “bom dia” com um sorriso no rosto  a quem passa do seu lado me traz alegria no coração.

Desde que Valentina nasceu o meu foco de visão ficou voltado para um mundo inclusivo.

E nessa descoberta, vi que fazendo o nosso pequeno papel podemos ajudar a muitos.

Estou descobrindo as minhas missões na vida, uma delas é trazer luz ao conhecimento das pessoas que ter um filho deficiente não é uma cruz, mas pode ser sua salvação.

Quando temos um filho deficiente, valorizamos o mínimo das coisas e apreciamos o máximo com um desejo intrínseco no coração que o nosso filho possa realizar aquilo.

Não invejamos o outro, apenas desejamos que o nosso possa um dia conseguir o mínimo. E quando damos valor nas pequenas coisas podemos ver a grandeza das situações. Valorar aquilo que é extraordinários as conquistas.

E são nas pequenas atitudes que podemos tornar um mundo melhor. E isso começa em casa para poder aflorar para o mundo. Desde o coletar o lixo e destiná-lo corretamente. Respeitar as vagas exclusivas. Não furar as fila nem os “olhos” de outras pessoas. Alegrar-se com o seu quintal e não desejar viver no quintal do outro. São coisas tão simplistas mas que para algumas pessoas egocêntricas isso é TOO MUCH.

Desde que me despertei a esse mundo especial tenho tomado algumas atitudes pró ativas para melhor a condição de muitos que não as tem. Em casa passamos a recolher os lacres das latinhas de alumínio e a destinamos a projetos que transformam lacres em cadeiras de rodas.

São muitas garrafas Pet´s cheias de lacres (140 un) para transformar 01 vidas. Mas se eu, você, o fulano e a corrente do bem começar a fazer sua parte podemos conseguir. Se cada um fizer um pouco chegamos no muito mais facilmente.

Em nossa loja recolhemos os cupons fiscais que os clientes deixam e doamos a uma entidade que cuida de crianças especiais. Lá eles conseguem transformar o imposto em qualidade de vida pra essas crianças. Vai desde a compra de material, cadeiras, órteses, brinquedos.. e por ai vai.

São as mínimas atitudes que transformam vidas.

Do lixo para a qualidade de vida de muito precisa.

Quando aderimos a nossa credencial da vaga exclusiva, sofri muito e ainda sofro de raiva das pessoas que usam a vaga de idosos ou de deficiente. Tenho vontade de falar poucas e boas, mas como as vezes eu sou impulsivamente agressiva e perco a razão(kkkk) então uso o PROJETO MULTA MORAL que além de ministrar educação à aqueles bons entendedores aos néscios traz um pouco de vergonha. (vejam vídeo abaixo).

E com algumas mudanças e o  desejo querer fazer a diferença podemos fazer a corrente do bem e com o nosso exemplo criar nossos filhos como pessoas melhores para um mundo melhor.

Tenho muito a fazer mas começo com as pequenas que afetam o nosso entorno para que um belo dia as muitas pequenas coisas podem se tornar grandes feitos.

Borá lá fazer um Pouquito ????? …

Um beijo no seu coração

Michelle

Leia também:

Toda inclusão depende de como você olha para ela!

O SOFRIMENTO VEM QUANDO IDEALIZAMOS A PERFEIÇÃO.DIAGNÓSTICO NÃO É DESTINO

Valentina e suas missões!!!!

 

Notas: 

*  Para informações sobre a Multa Moral http://www.acessibilidadenapratica.com.br/multamoral/

** Para informações sobre como doar Notas e cupons Fiscais:  

ILECE – Telefone: (43) 3324-3906 – LAÍS 

*** Campanha Eu ajudo na LATA – Unimed 

http://www.tarobalondrina.com.br/secoes/cidades/2016/08/campanha-eu-ajudo-na-lata-beneficia-instituicoes-com-cadeiras-de-rodas/

REPORTAGEM sobre MULTA MORAL EM LONDRINA

http://www.bonde.com.br/bondenews/londrina/conheca-a-multa-moral-motivo-de-constrangimento-para-motoristas-em-londrina-393013.html

 

 

 

 

 

A infantilização nas crianças especiais

A infantilização nas crianças especiais.

Tenho vivido alguns momentos de angústia sobre o tema e estou num duelo referente a isso.

Quando falo em infantilização , lido em um contexto geral e que acontece muito mais em filhos especiais do que os “normais” .

Filhos com necessidades especiais são vistos com olhar diferente. Além de toda dependência física , eles normalmente são de estaturas e pesos menores, e por isso muitas vezes são identificados como bebês ou crianças bem abaixo da faixa etária real.

Eu como Mãe de criança especial tenho muito medo de infantilizar a minha filha, me policio o tempo  todo. No quesito a brinquedos, livros e desenhos, tudo para que ela acompanhe a galerinha da idade dela.

Tento viver o mais próxima da idade real. Porém para as pessoas de fora deve ser muito mais difícil de enxergar isso. Mas eu como mãe tenho o dever e a obrigação de alertar aos demais sobre a idade cognitiva dela, para evitar maiores frustrações além das quais ela já vive.

Toda crianças pequena odeia ser chamada de bebês, então não muda nada para as crianças especiais. O problema é que elas muitas vezes mesmos furiosas não conseguem expressar os sentimentos. E isso deve ser extremamente frustrante.

E eu consciente disso faço uso da empatia e busco sempre traçar as situações com maior realidade possível a ela.

Evito falar com voz de bebê, sempre a chamo de mocinha de  4 anos, dou responsabilidades iguais, chamo atenção, se faz birra leva bronca e ás vezes uns tapas. Tudo igual aos demais.

E esse tema eu venho trabalhando em minha cabeça e no meu coração, para que EU nas minhas “piras” não fruste ainda mais a pequena Tulipa. Muitas situações EU fico brava, EU me sinto mal.

No Domingo passado fomos almoçar em um restaurante rural e a  garçonete super cortês me ofereceu um bebê conforto para eu colocar a Valentina. Na hora eu engoli seco e agradeci e depois comentei com minha amiga JU o quanto eu estava me sentindo perturbada com esse tema e como estava me fazendo mal esse sentimento.

Eu sei que não é por mal que as pessoas fazem pois é dessa forma que elas enxergam a situação. Ela viu uma menina pequena, molinha e no colo fez a conexão que era um bebê.

Os traumas emocionais que as crianças com PC vivem devem ser grandes e precisamos criar estratégias para identificar e minimizar essa dor.

Aqui em casa VALENTINA ainda não fala mas verbaliza através do seu corpo.

Mas tem coisas que precisam ser faladas e no caso dela eu vou TENTANDO  interpretá-las e pontuando verbalmente para trabalharmos isso. Quando estou em plena comunhão e e um nivel elevado de cumplicidade consigo trabalhar temas mais facilmente. Entretando não é sempre que estamos só no foco deles e esse desfocar leva a frustração emocional.

E quando penso que o mundo os enxerga como um bebezões . Temo pelo lado cognitivo. O que isso ocasionará.

Conheço muitas crianças grandes que não tem cognitivo preservado que agem e são realmente bebês de idade mental. Que não sei como lidam com isso e se já pensaram sobre isso.

Muitas famílias que tem o diagnóstico de deficiência acabam não tratando as crianças de acordo com a idade cronológica pois as vezes eles não dão as respostas ao nosso contento mas não quer dizer que eles não estão entendendo. Simplesmente não conseguem responder como a GENTE gostaria que fosse e no nosso tempo. Aprender a escutar e respeitar os tempos diferentes é uma batalha.

Hoje eu estava ajudando a realizar a tarefa da escola e era uma atividade de pintura e depois recortes e colagem. A primeira parte foi super legal… Escolheu as cores, pintou mão sobre mão e ok. Na segunda parte a bichinha não quis fazer, ficou entediada e perdeu o interesse pois demandava de muito esforço motor. Então ela começou a fazer birra, chorar, resmungar até que eu conseguisse entender que ela não queria fazer.

Interpretei que ela não queria continuar a atividade .. ela queria só pintar. E não é que ela não entendeu.. ela simplesmente queria pintar. A respeitei e depois voltamos em outro momento para finalizar a tarefa.

Pessoas de fora iriam entender que ela não havia compreendido a mensagem. E a rebaixariam em termos cognitivos. E isso é o mais normal de acontecer.

Muitas vezes subestimamos  o nível de compreensão das crianças porque achamos que elas não vão compreender.Porém eles entendem muito mais do que achamos. Isso em todas as crianças não só naquelas que tem necessidades especiais.

Então amigos ..

Vamos prestar mais atenção porque esses serzinhos são mais ligeiros que nós.

Um super beijo

Bom carnaval

Michelle

 

Viagens e seus estresses.. E alegrias!!!

Viagens e seus estresses.. E alegrias!!!

Viagens com filhos pequenos são extremantes deliciosas e ao mesmo tempo estressantes.

Desde o planejamento até a permanência são momentos de dualidades totais… Felicidades x stress total.

Viagens com filhos especiais são Triplamente Potencializadas. O misto da emoção de incluir seu filho num local bacana versus o stress de tudo.

Quando digo stress, é por que além dos cuidados normais que uma viagem com filhos pequenos exige, temos que planejar locais com acessibilidades, restaurantes de comida mais simples, locais turísticos sem muito tumulto, acessíveis e etc, etc, etc…

Poderia dizer que estamos com a vida um pouco mais facilitada pela LEI de inclusão e acessibilidade, MAS ainda temos muitos locais inacessíveis e inadequados aos deficientes físicos.  Espero um dia poder ver a acessibilidade na sua totalidade.

Às vezes as apreensões e medos são maiores que o desejo de sair… Mas como tudo na vida tem que passar … Isso também vai embora, quando eu digo a nossa tulipa que vamos ter “FÉRIASSSSSS”… E ela abre aquele lindo sorriso e solta uma gargalhada deliciosa, demostrando a sua aprovação.

Viajamos com ela desde o seu primeiro ano de vida para praia, pois os médicos dizem que a Areia e o Mar são sensações maravilhosas para as crianças especiais e pra nós pais tbém kkkk. E realmente a primeira viagem dela foi deliciosa. Fomos a Arraial d´Ajuda- Bahia.

O primeiro contato com o Mar e a Areia foi espetacular. Foram dias deliciosos de muita calma, paz, alegria e muito sono… A Maresia a deixava relaxada. Até o dentinho nasceu sem febre nessa viagem (kkk).

Como Valentina era muito pequena não demandava de cadeirinha de rodas, tinha muito colo foi legal. Mas acessibilidade nesse local não é muito bacana. Os Hotéis não são preparados para receber o deficiente físico. Então esse Local não será mais destinos de nossas viagens com certeza ou pelo menos até se ajustarem por que agora a demanda da cadeirinha de rodas é constante. Minha coluna não tá dando conta não…

No segundo ano viajamos a Praia do Forte na Bahia, num Hotel Fantástico IBEROSTAR. Esse hotel é excelente para crianças grandes e pequenas, têm carrinhos de bebê disponível, berços, banheiras, baby copa, papinhas Nestlé ou feitas na hora, leites de diversos tipos, mucilon, farinhas láctea. SUPER INDICO para mães com crianças pequenas.. VALE MUITO A PENA… Mas em questões de acessibilidade ainda pecam em algumas coisas. O acesso à praia é um tanto difícil para qualquer pessoa com restrição de movimentos. Esse é um lugar que com certeza voltaremos várias vezes, pois nos tirou algumas PRÉ – ocupações de viagens.

Neste terceiro ano, não iríamos viajar por “N” questões. Mas surgiu um atendimento na REDE SARAH- RIO, onde fazemos acompanhamento e decidimos desbravar o RJ. Começamos numa aventura de utilizar o sistema de transporte público do RIO, o BRT. Adoramos o sistema, corta um caminho grande pelo Rio e com acessibilidade. No Hotel IBIS que ficamos perto da Rede Sarah também com acessibilidade total com algumas desvantagens do sistema de Hotel Econômico. Ele é econômico até na simpatia e disponibilidade de alguns funcionários. (klkkkk).

E como pegamos o atendimento entrando no fim de semana, decidimos locar um apê no RIO. Decisão mega acertada, pois criamos um ambiente familiar para a Valentina. Tínhamos o acesso as coisas que precisávamos no quesito alimentação dela com maior conforto e facilidade. Estivemos no bairro de Ipanema, local mega bacana e acessível para cadeirantes, ruas e calçadas niveladas, rebaixos de guia corretos, lojas todas com rampa de acesso. Gostei Muito.  Assitimos a um show FANTÁSTICO de Rock na beira Mar e ainda de camarote. E o máximo que achei que esse espaço era destinado ao DEFICIENTE FÍSICO. Fenomenal. Inclusão na totalidade.  Praia com espaço para deixar carrinho de rodas, cordialidade da população. Achei o RIO bem inclusivo.

Quanto as passeios turísticos no Rio, os funcionário estão bem preparados para a inclusão. Permanecemos  na preferencial com a cadeira de rodas. Teve até um episódio no CORCOVADO onde a  escada rolante estava somente com 01 via de acesso, mas o funcionário solítico mudou o lado para que pudéssemos descer com conforto. A única coisa que não é muito legal que o Bondinho do Cristo, não tem espaço reservado para cadeirante. Levamos o carrinho desmontado e ela no colo, se o filho for maior o passeio acaba sendo estressante.  Na Lagoa Rodrigo de Freitas, um espaço show para crianças e adultos.

Fomos ao Pão de Açucar, mas como Valentina foi de Canguru não fiquei reparando na acessibilidade.  Sei que tem as filas preferenciais, mas não reparei em rampas e acesso ao cadeirante. Rio de Janeiro é um roteiro inclusivo. Vale a pena!

Enfim estamos tentando dar uma qualidade de vida inclusiva a nossa pequena Tulipa.

O stress passa quando vemos a carinha de felicidade e o quanto podemos dar qualidade de vida e mostrar a ela que tudo podemos, que a limitação existe MAS  que o céu é o nosso limite.

Um delicioso, refrescante e descansado beijo

Michelle

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