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Eu AINDA escolheria você Valentina

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Mais MUNDO REAL PLEASE!

Mais MUNDO REAL POR FAVOR!!

O mundo anda cada dia mais individualista, egoísta, egocêntrico, capitalista e cada dia mais consumista.

E a essência do SER está sendo deixada de lado, para prevalecer o TER.

Os valores familiares e humanos se perdendo ao meio ao mundo tecnológico.

Esses dias, temos visto casos de adolescentes cometendo suicídio por causa de um jogo. O jogo que ele entrou, pois estava em momento descontraído e se divertindo em redes sociais. Jogo ao qual ele entrou muitas vezes sem saber o que era e pela imaturidade e falta de confiança na família não consegue pedir ajuda para sair.

O que dizer de situações assim: FALTA DIÁLOGO. FALTAM ABRAÇOS. FALTA A FAMÍLIA.

Quando vejo essa molecadinha de cabeça baixa em seus celulares, vejo reflexo DE NÓS MESMOS. Muitas vezes estamos com família e ligados no cel. Ou vamos sair com os amigos e ao mesmo tempo conectados ao mundo ao invés de se conectar a eles.

Hoje temos a sensação da urgência de estar ligado ao mundo 24h.

PRA QUE? Essa é minha pergunta…

O que vai te acrescentar ficando olhando a vida alheia. Olhando a grama do outro e desmerecendo o seu jardim. O que isso vai melhorar??

Na rede tem muita coisa boa, muitos assuntos legais, mas 95% do que vemos e curtimos é a vida do outro.

Fiz recentemente a experiência de tirar o aplicativo do Facebook do meu celular. E vi que existe VIDAAAAAAAAAAAAAAAAA mais plena sem ele.

É legal ter. É legal postar. Mas esses aplicativos acabam nos dominando. Deixamos muitas vezes de realizar atividades importantes por causa do FB.

Perdemos muito o nosso tempo em navegar…

Perdemos-nos em nossas atividades essenciais que precisavam de soluções rápidas por que fui dar uma fuçadinha no FB e a gente acaba se esquecendo do que realmente era preciso fazer.

Depois que exclui o tal aplicativo consigo voltar a ter foco. Não fico tão mais grudada ao celular quanto antes por que entrava uma atualização eu estava lá olhando o que era.

Tenho postado menos e vivido mais. Não ficar mais ativado o ícone celular das atualizações tem me deixado mais feliz e com mais tempo de viver o mundo real.

Fiquei tão desprendida do tal FB que até esquecendo o celular em casa ou no trabalho tem acontecido e não tenho mais ficado nervosa.

Redes sociais e jogos têm nos aprisionados dentro de nós mesmo. Vivemos o vício da Internet, uma droga boa e viciante que sem a dosagem certa nos leva a morte das relações humanas.

Então hoje desejo que muitos possam ter a dosagem certa do tempo nas redes.

Que muitos dos grilhões virtuais que nos predem possamos ter a escolha de nos libertar.

E viver o mundo real que é mais quente e feliz que a ilusão das redes.

Por mais vida real a todos…

Boa semana !!!!!!!!!!!!!!!!!!

Bjs Michelle

Obs. Quando baixamos a cabeça para nos conectar ao mundo virtual perdemos as lindas oportunidades que o mundo real nos oferece.

Por um Mundo Melhor…

E QUANDO PODEMOS FAZER DIFERENÇA NA VIDA DAS PESSOAS.

Depois que tive uma filha especial, me aflorou vários sentimentos BONS no coração. Passado o tempo da amargura, comecei a ver a vida com novos e brilhantes olhos.

Se a gente já passa de um degrau na escala de evolução do ser humano quando temos filhos, quando se tem um especial que vai demandar de você a vida toda, você ultrapassa alguns a mais.

Muitos valores se transformam em uma velocidade gigante e nos transforma para o bem.

Essa mudança é um questão de querer. Desejar ser pessoas melhores e fazer um mundo mais justo e compreensivo às próximas gerações, depende do nosso desejo.

E nesse querer, Valentina me despertou para várias coisas pequenas mas que são extremamente valorosas. O fato de ter uma filha especial não me faz uma pessoa melhor, mas o fato de valorizar a simplicidade das coisas e querer um mundo melhor para minha filha tem me realizado como pessoa que pode fazer diferença na terra, isso sim me faz melhor, tanto para mim quanto para ela.

São atitudes simples como um “bom dia” com um sorriso no rosto  a quem passa do seu lado me traz alegria no coração.

Desde que Valentina nasceu o meu foco de visão ficou voltado para um mundo inclusivo.

E nessa descoberta, vi que fazendo o nosso pequeno papel podemos ajudar a muitos.

Estou descobrindo as minhas missões na vida, uma delas é trazer luz ao conhecimento das pessoas que ter um filho deficiente não é uma cruz, mas pode ser sua salvação.

Quando temos um filho deficiente, valorizamos o mínimo das coisas e apreciamos o máximo com um desejo intrínseco no coração que o nosso filho possa realizar aquilo.

Não invejamos o outro, apenas desejamos que o nosso possa um dia conseguir o mínimo. E quando damos valor nas pequenas coisas podemos ver a grandeza das situações. Valorar aquilo que é extraordinários as conquistas.

E são nas pequenas atitudes que podemos tornar um mundo melhor. E isso começa em casa para poder aflorar para o mundo. Desde o coletar o lixo e destiná-lo corretamente. Respeitar as vagas exclusivas. Não furar as fila nem os “olhos” de outras pessoas. Alegrar-se com o seu quintal e não desejar viver no quintal do outro. São coisas tão simplistas mas que para algumas pessoas egocêntricas isso é TOO MUCH.

Desde que me despertei a esse mundo especial tenho tomado algumas atitudes pró ativas para melhor a condição de muitos que não as tem. Em casa passamos a recolher os lacres das latinhas de alumínio e a destinamos a projetos que transformam lacres em cadeiras de rodas.

São muitas garrafas Pet´s cheias de lacres (140 un) para transformar 01 vidas. Mas se eu, você, o fulano e a corrente do bem começar a fazer sua parte podemos conseguir. Se cada um fizer um pouco chegamos no muito mais facilmente.

Em nossa loja recolhemos os cupons fiscais que os clientes deixam e doamos a uma entidade que cuida de crianças especiais. Lá eles conseguem transformar o imposto em qualidade de vida pra essas crianças. Vai desde a compra de material, cadeiras, órteses, brinquedos.. e por ai vai.

São as mínimas atitudes que transformam vidas.

Do lixo para a qualidade de vida de muito precisa.

Quando aderimos a nossa credencial da vaga exclusiva, sofri muito e ainda sofro de raiva das pessoas que usam a vaga de idosos ou de deficiente. Tenho vontade de falar poucas e boas, mas como as vezes eu sou impulsivamente agressiva e perco a razão(kkkk) então uso o PROJETO MULTA MORAL que além de ministrar educação à aqueles bons entendedores aos néscios traz um pouco de vergonha. (vejam vídeo abaixo).

E com algumas mudanças e o  desejo querer fazer a diferença podemos fazer a corrente do bem e com o nosso exemplo criar nossos filhos como pessoas melhores para um mundo melhor.

Tenho muito a fazer mas começo com as pequenas que afetam o nosso entorno para que um belo dia as muitas pequenas coisas podem se tornar grandes feitos.

Borá lá fazer um Pouquito ????? …

Um beijo no seu coração

Michelle

Leia também:

Toda inclusão depende de como você olha para ela!

O SOFRIMENTO VEM QUANDO IDEALIZAMOS A PERFEIÇÃO.DIAGNÓSTICO NÃO É DESTINO

Valentina e suas missões!!!!

 

Notas: 

*  Para informações sobre a Multa Moral http://www.acessibilidadenapratica.com.br/multamoral/

** Para informações sobre como doar Notas e cupons Fiscais:  

ILECE – Telefone: (43) 3324-3906 – LAÍS 

*** Campanha Eu ajudo na LATA – Unimed 

http://www.tarobalondrina.com.br/secoes/cidades/2016/08/campanha-eu-ajudo-na-lata-beneficia-instituicoes-com-cadeiras-de-rodas/

REPORTAGEM sobre MULTA MORAL EM LONDRINA

http://www.bonde.com.br/bondenews/londrina/conheca-a-multa-moral-motivo-de-constrangimento-para-motoristas-em-londrina-393013.html

 

 

 

 

 

A infantilização nas crianças especiais

A infantilização nas crianças especiais.

Tenho vivido alguns momentos de angústia sobre o tema e estou num duelo referente a isso.

Quando falo em infantilização , lido em um contexto geral e que acontece muito mais em filhos especiais do que os “normais” .

Filhos com necessidades especiais são vistos com olhar diferente. Além de toda dependência física , eles normalmente são de estaturas e pesos menores, e por isso muitas vezes são identificados como bebês ou crianças bem abaixo da faixa etária real.

Eu como Mãe de criança especial tenho muito medo de infantilizar a minha filha, me policio o tempo  todo. No quesito a brinquedos, livros e desenhos, tudo para que ela acompanhe a galerinha da idade dela.

Tento viver o mais próxima da idade real. Porém para as pessoas de fora deve ser muito mais difícil de enxergar isso. Mas eu como mãe tenho o dever e a obrigação de alertar aos demais sobre a idade cognitiva dela, para evitar maiores frustrações além das quais ela já vive.

Toda crianças pequena odeia ser chamada de bebês, então não muda nada para as crianças especiais. O problema é que elas muitas vezes mesmos furiosas não conseguem expressar os sentimentos. E isso deve ser extremamente frustrante.

E eu consciente disso faço uso da empatia e busco sempre traçar as situações com maior realidade possível a ela.

Evito falar com voz de bebê, sempre a chamo de mocinha de  4 anos, dou responsabilidades iguais, chamo atenção, se faz birra leva bronca e ás vezes uns tapas. Tudo igual aos demais.

E esse tema eu venho trabalhando em minha cabeça e no meu coração, para que EU nas minhas “piras” não fruste ainda mais a pequena Tulipa. Muitas situações EU fico brava, EU me sinto mal.

No Domingo passado fomos almoçar em um restaurante rural e a  garçonete super cortês me ofereceu um bebê conforto para eu colocar a Valentina. Na hora eu engoli seco e agradeci e depois comentei com minha amiga JU o quanto eu estava me sentindo perturbada com esse tema e como estava me fazendo mal esse sentimento.

Eu sei que não é por mal que as pessoas fazem pois é dessa forma que elas enxergam a situação. Ela viu uma menina pequena, molinha e no colo fez a conexão que era um bebê.

Os traumas emocionais que as crianças com PC vivem devem ser grandes e precisamos criar estratégias para identificar e minimizar essa dor.

Aqui em casa VALENTINA ainda não fala mas verbaliza através do seu corpo.

Mas tem coisas que precisam ser faladas e no caso dela eu vou TENTANDO  interpretá-las e pontuando verbalmente para trabalharmos isso. Quando estou em plena comunhão e e um nivel elevado de cumplicidade consigo trabalhar temas mais facilmente. Entretando não é sempre que estamos só no foco deles e esse desfocar leva a frustração emocional.

E quando penso que o mundo os enxerga como um bebezões . Temo pelo lado cognitivo. O que isso ocasionará.

Conheço muitas crianças grandes que não tem cognitivo preservado que agem e são realmente bebês de idade mental. Que não sei como lidam com isso e se já pensaram sobre isso.

Muitas famílias que tem o diagnóstico de deficiência acabam não tratando as crianças de acordo com a idade cronológica pois as vezes eles não dão as respostas ao nosso contento mas não quer dizer que eles não estão entendendo. Simplesmente não conseguem responder como a GENTE gostaria que fosse e no nosso tempo. Aprender a escutar e respeitar os tempos diferentes é uma batalha.

Hoje eu estava ajudando a realizar a tarefa da escola e era uma atividade de pintura e depois recortes e colagem. A primeira parte foi super legal… Escolheu as cores, pintou mão sobre mão e ok. Na segunda parte a bichinha não quis fazer, ficou entediada e perdeu o interesse pois demandava de muito esforço motor. Então ela começou a fazer birra, chorar, resmungar até que eu conseguisse entender que ela não queria fazer.

Interpretei que ela não queria continuar a atividade .. ela queria só pintar. E não é que ela não entendeu.. ela simplesmente queria pintar. A respeitei e depois voltamos em outro momento para finalizar a tarefa.

Pessoas de fora iriam entender que ela não havia compreendido a mensagem. E a rebaixariam em termos cognitivos. E isso é o mais normal de acontecer.

Muitas vezes subestimamos  o nível de compreensão das crianças porque achamos que elas não vão compreender.Porém eles entendem muito mais do que achamos. Isso em todas as crianças não só naquelas que tem necessidades especiais.

Então amigos ..

Vamos prestar mais atenção porque esses serzinhos são mais ligeiros que nós.

Um super beijo

Bom carnaval

Michelle

 

Toda inclusão depende de como você olha para ela!

inclusao

Toda inclusão depende de como você olha para ela!

Todo começo de ano começo a sofrer por antecipação sobre a forma que será a inclusão escolar…

As adaptações, os novos professores, amigos diferentes, sala nova, novos desafios. E o meu sono sumindo durante a madrugada (kkk)

Mas a cada ano venho melhorando meu  nível de ansiedade e vejo que a minha tulipa está evoluindo e acompanhando a sua “tchurma”.

E quando eu falo que estou melhorando a cada ano, vou me conscientizando do meu papel de mãe e educadora, assumindo minhas responsabilidades e “delegando” alguns papéis. E juntamente com a escola trabalhando as questões pedagógicas.

Quando fui agraciada no papel de mãe, nasceu em mim responsabilidades nunca imaginadas.

SER mãe nos transforma, de um ser inferior para um ser mais elevado (essa é a minha sensação).

Nos descobrimos muitos mais exigentes, conscientes e responsáveis.

E quando se tem filhos com necessidades especiais a carga emocional e física é dobrada. As exigências e necessidades são diferentes.

Quando muitos estão correndo atrás de natação ou ballet estamos correndo atrás de fisio , fono e demais terapias.

Quando me tornei Mãe especial fiz altas descobertas sobre mim mesmo e quão exigente eu sou.

E esse nível de  exigência  me faz ver a inclusão escolar a priori como uma questão tortuosa que com o  tempo e a diretora da escola e toda a equipe pedagógica me dando suporte essa visão mudou da água para vinho.

E quando a gente muda a visão sobre a inclusão deixando as situações serem mais normais sem muito a nossa interferência ansiosa as coisas acontecem de forma natural. Tem dificuldades porém tem muito aprendizado de ambas as partes, PORÉM sem sofrimento.

E como me decidi em vários coisas no ano passado, uma delas era sobre esse tema inclusão escolar que eu seria MAIS feliz e MENOS ansiosa.

Então o processo de inclusão está fluindo mais tranquilo e mais natural.

Então mamis and papis, vamos deixar de sofrer por antecipação e deixar as “PROFES” fazerem o que se propuseram e bora ser FELIZ  e deixar nossos pequenos nutridos e amor e muito aprendizado.

Beijos e um excelente ANO inclusivo para todos nós.

Michelle e Sua Tulipa em aprendizado constante.