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E Hoje a inveja BRANCA bateu nos meus olhos..

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E Hoje a inveja BRANCA bateu nos meus olhos..

Não sou uma pessoa nada invejosa, não desejo as coisas alheias, me contento e agradeço muito a Deus pelas coisas que eu tenho.

Mas hoje senti uma vontade imensa de ter uma vida “normal”.

A Tal inveja BRANCA, me fez ter vontade de ver  minha filha comendo com suas mãozinhas, correr pra longe de mim com aquele sorriso maroto… Querer  vê-la  escolhendo um brinquedo e esperneando em frente a Ri Happy e me fazer passar vergonha…. (kkkk)… Queria poder chegar na escola e escutar que ela ficou no cantinho de obediência pois fez marotices..

Enfim a Inveja Branca da normalidade me rondou.

Algumas situações tem me levado a reflexão e instrospecção sobre a diferença.

Começamos a luta pela inclusão, aceitação e tentando dar a sensação de uma vida mais comum a Valentina.  Sei que é só o começo …. pois ela tem 3 anos e meio.

Mas esse começo é tortuoso… difícil… e sofrido.

Muitas serão as situações onde as pessoas não conseguirão simplesmente ACEITAR.

Aceitação é um processo, um entendimento e  uma mudança de paradigmas.

Para aceitar é preciso entender e conhecer.

E entender e conhecer demanda tempo e dedicação. E depois disso tudo o amor que brota das situações é somente consequência   .

Temos passado por algumas provas emocionais de aceitação da Valentina. Em vários âmbitos:  escolar, profissional, pessoal e familiar.

As provações na família doem muito e vão sendo superadas. O tempo é o remédio.

Na esfera pessoal estamos em profunda mudança de paradigmas e aprofundamento do amor.

Na escola o sentimento é amplamente exacerbado, pois não está no nosso campo de visão, em zona de controle e conforto. E é aqui que meu sentimento de mãe LEOA impera.

A escola da Valentina é Fantástica, cheias de pessoas do BEM.

Lá temos muitos amigos, algumas amizades novas .. outras bem antigas e novas possibilidades de aprendizado surgindo. Sinto-me em casa, pois a NOSSA MENINA como é tratada pela Mãe do coração dela na escola, me supriu e me supri emocionalmente com relação a inclusão dela.

Dona Samara se tornou a mãe pedagógica minha e da Valentina. Morro de rir com ela, pois somos muito parecidas, e gosto da SUA autenticidade, sinceridades e dos puxões de orelha que ela me dá.  Samara é MEGA defensora da bandeira da Inclusão, para ela não existe a distinção entre os alunos e existe sim a preocupação em entender a deficiência e fazer o que for MELHOR e salutar a todos que necessitam uma atenção extra. …..

E Samara… que bom seria se houvesse mais Samaras como você…  Kkkkk

Infelizmente algumas milhares de pessoas não estão abertas a lidar com a diferença.

Mas não as culpo, apenas sinto pena de não aproveitarem o que o “diferente” possa  acrescentar e fazê-las crescer como seres humanos.

Várias atitudes inconscientes  demostram a sua falta de amor e consequentemente a exclusão.

Quando o sentimento de Dó impera a inércia aparece. A Inércia é o prelúdio da exclusão.

Quando há resistência as mudanças e as reais necessidades de uma criança especial pode-se ler que existe a falta de aceitação.

O mundo e a maioria dos seres humanos querem lidar somente com a normalidade, pois é mais fácil, não exige você sair da sua zona de conforto e buscar conhecimento para tratar a condição.

Para cuidar de crianças com necessidades especiais, você PRECISA sair de você mesmo  para entender  e buscar conhecimento  e poder oferecer qualidade de vida  e ensino para aquele serzinho sedendo pela conhecimento e novas experiências.

É desconstruir a sua construção do conhecimento e construir um novo e amplo conceito do SABER. É criar Castelos ADAPTADOS e modelar um novo SER.

Mas para chegar a essa nova estrutura.. Vai tempo, estudo, observação, paciência e muita disponibilidade.

Tenho criado alguns “inimigos”, pelo simples fato de exigir os direitos da Valentina. É no trânsito, na fila do Banco, na entrada de cinema, em bares e restaurantes, escola e etc. Sempre em busca do que ela lhe tem assegurado por Lei.  Porém em lugares onde a demanda de um envolvimento emocional .. aí se complica.. kkkk

Já passamos por escolas e professores que não conseguiram lidar com a situação de ter uma criança especial . Talvez por  PRÉ conceitos ou por falta de preparação ou DÓ ou até mesmo por incapacidade pedagógica e emocional.

E essas idas e vindas de pessoas temos  tentado  mostrado para nossa Tulipa que muitos ainda virão e irão embora e isso é o natural da vida. Esperamos que alguma coisa de positivo elas levem de VOCÊ, Tulipa.

A Limitação da minha Valentina é FÍSICA não cognitiva.  E ela demanda de AJUDA e disponibilidade para auxilia-la. Diversas crianças tem “N” formas de limitação seja desde uma  carência afetivo-emocional à distúrbios sérios. E O cuidado com esses são para poucos, pois exige além de envolvimento de sentimentos à  disposição. Além de uma carga extra de paciência e energia.

E a inveja branca volta a rondar… e penso e desejaria que tudo fosse diferente…

Mas EU como MÃE leoa, luto pela inclusão, pela busca insana de melhorar a condição da minha filha.  Faço MEU possível para que possa dar recursos e instrução aos que cuidam de nossa TULIPA. Agora entendo o texto Como DEUS escolhe as Mães!!

Aos que o fazem com HONRA a nossa GRATIDÃO E o nosso “ARRIVEDERCI” ao que simplesmente não conseguem lidar com a diferença.

E vá com DEUS ..e que Ele te abençoe e te dê o dobro do que desejaste e fizeste a nós…

Um Beijo no coração

Mi e Tulipinha

Para entender o por quê a chamo de Tulipinha leia o post Viagem a Itália !

E para as mamãe que estão a procura de uma escola leia o post E UMA NOVA SAGA COMEÇA: A TAL ESCOLA !!!!!

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E UMA NOVA SAGA COMEÇA: A TAL ESCOLA !!!!!

E UMA NOVA SAGA COMEÇA: A TAL ESCOLA !!!!!

Escola é sempre um assunto muito dolorido tanto para pais quanto para crianças.

Os medos vem à tona. É o primeiro processo de independência dos nossos bebês…. Aiiii Jesus será que vai dar conta????  Mas temos que ter em mente  quantas novas experiências, novos amigos, rotina, disciplina, material, lanche e muitas novidades…

Na escola é o local onde perdemos a nossa identidade e passamos a ser coadjuvantes … kkkk deixei de ser a Michelle e passei a ser  a “mãe da Valentina”.

Mas é ai? Será que vão aceitar? Será que vão dar comida certo? E será que ela vai ser INCLUIDA???  Acho que os medos de todas as mães são os mesmos. Mas Mães DIFERENTES, tudo é elevado a enésima potência.

A gente sempre tem uma tendência a uma super proteção, a enclausurar nossos filhos na REDOMA e achar que ninguém mais dá conta a não ser NÓS.

VOU DIZER UMA COISA MÃES: LIBEREM SEUS FILHOS PARA EXPERIMENTAREM AS NOVIDADES.

Sei que isso é deveras difícil, mas vou te contar um segredo: O SOFRIMENTO é mais NOSSO do que DELES.

Voltando à escola. É sensacional quando achamos a escola certa, com profissionais capacitados e muito amor no ar. E eu encontrei uma UFA!!!! Mas se você acha que foi fácil, LEDO engano.

Valentina, estuda desde o segundo semestre de 2015 em uma escola regular fantástica, com pessoas sensacionais.  Foram elas que conseguiram nos passar todo o conforto, convicção, respeito e a certeza da tal temida inclusão.

Mas não foi fácil chegar até essa escola não… Passei por preconceitos velados, falta de respeito ao ser humano, falta de amor, caridade e outros sentimentos negativos em escolas que visitamos que não foram poucas.

Desde o primeiro ano de vida, quis colocar a Valentina na escola, para a socialização e para receber estímulos diferentes. Mas as médicas e terapeutas me desaconselharam por questões de imunidade, maturidade, “vovocidade” (estar na casa da vovó, era mais legal) e demais dades .. kkkkk

Mas o bebê fez 2 anos e corri atrás de uma escolinha.

Por indicações, conversas e muito facebook, fomos parar numa escola a qual eu havia estudado quando pequena. Uauuuuu  que legal. Passar a minha história para minha filha…

Não era a escola mais linda e arrumada, aliás era uma escola com mais de 40 anos de história. Mas apostei nela, pois a dona tinha sido minha professora, tinha alunos especiais, era inclusiva. MAS……

Não deu certo, por que MEUS medos e sentimentos foram maiores que a minha racionalidade. Principalmente o sentimento de REDOMA. Cheguei na escola e eu FUI enfática que os cuidados básicos fossem priorizados. E elas obedeceram, foram super cuidadosas com ela, mas erraram no seguinte a colocaram no BERÇARIO.

Eu não sou pedagoga e sim mãe, mas sei que eles erraram feio em colocar a Valentina num nível abaixo que ela era capaz. E sabe o que aconteceu, não rolou . Foi frustrante, irritante e extremante NÃO INCLUSIVO. Valentina necessita de alguém para ser seus braços e pernas, precisa de alguém a posicionando. Precisa de um tutor. Mas nessa escola deixaram ela sem ninguém dando suporte direcionado. Deixaram-na com um monte de bebês, que não medem as  forças, brigam por tudo, se mordem, puxam cabelo. E assim foi um caos.

Sabe o que houve????? Valentina mudou de comportamento de forma absurda. Ela mudava as expressões quando falava de ir para escola, começava dar febre emocional e chorava e rangia os dentes nas  madrugadas.

Na semana de adaptação, muitas coisas me incomodaram: Valentina ficava na mesma posição que eu a deixava até a hora de eu pegá-la ou quando eu chegava ela estava na frente da TV. Affff aquilo era a morte para mim, pois se fosse para ficar na TV ficaria em casa e não na escola.. Mas vamos lá.. Uma semana inteira nesse perrengue.

Eu conheço MUITO bem a minha filha, ela é um bebê dócil e calma, mas ela se transformou em outra criança. Chorona, irritada e hostil.

OPAAAAA pêra lá…Meu instinto materno FALOU bem alto e fui na coordenadora pedagógica avisando que minha filha não iria mais na escola. E pasmem o que eu escutei: Mãe, você está se tratando? Você precisa deixar a sua filha viver? Você precisa de terapia…  aiaaiii aiiii .. Fala sério, NÉ…. Helllllooooo!!!!

Depois de 5 dias sem ir na escola a MINHA FILHA voltou ao normal. Ahhhh ta então o problema era eu… ahammmm

Enfim … essa escola que eu tanto gostei quando criança não serviu para minha filha… É onde eu friso, DEIXEM seus filhos terem as experiências próprias não se baseiem na sua para fazer a história deles..

Ficamos 6 meses de DETOX do sentimento escolar.. e quando a fortaleci emocionalmente saímos a busca de uma nova oportunidade.

Fui  visitar várias escolas, 29 pra ser mais exata. E sabe quantas aceitaram a Valentina  1 (umaaaaaaaaaaaaa). As escolas até tinham  vaga, mas quando falava que ERA “DIFERENTE”, a vaga SUMIA…

Pois é, então Deus usou o meu amigo André, para dar seu “PITACO” (leia o post Pitaco de Deus .  Um dia ele chegou e disse: Michelle, conheci uma escola que é a sua cara. E a dona é igual a você, espivitada. Kkkkkk Morri de rir pois adoro pessoas parecidas comigo, pois não sossegam até realizar as coisas.

01 semana depois fomos visitar a escola. E pensa que já amei na entrada, pois tinha elevador para cadeirante. (única que eu vi em Londrina), e passeando pela escola, me encantava e via os olhos brilhando da Valentina.  Fomos então falar com a Diretora Samara, que nos acolheu com amor de mãe e pasmem a  Valentina, ficava mandando beijos para ela do meu colo…..  kkkk tava conquistando o coração dela… kkakkaka

E ela foi a única que nos acolheu de prontidão e disse: “ MICHELLE EU NÃO CONHEÇO PARALISIA CEREBRAL MAS TENHO TODO AMOR DO MUNDO PARA RECEBER A VALENTINA E TODA A DISPONIBILIDADE PARA APRENDER”.

Até hoje quando falo disso me emociono, pois recebi carinho, acolhimento e amor gratuito, pois ela não nos conhecia.  E disse que se eu quisesse deixar a Valentina no dia seguinte, já poderia.

Genteeeeeee… Era uma escola preparada para a diferença, é uma escola amorosa.. e disponível. Tudo  que uma mãe com criança diferente precisa é  AMOR E DISPONIBILIDADE.

Começamos 10 dias depois, pois eu precisava me adaptar a nova mudança. Valentina, amou tanto a escola e as professoras dela, Tia Angela e Tia Daia, que não teve problemas de adaptação.
Fiz a adaptação por 2 ou 3 dia e depois já acabou ficando a tarde toda pois se sentiu amada e acolhida. Os amigos a incluíram, a amaram e estão aprendendo a lidar com a diferença de forma natural e espontânea.

Valentina, tem uma tutora que cuida com amor de mãe, fazendo a parte de cuidados básicos (alimentação, sono, posicionamento e ajuda nas atividades). Falo para ela que ela tem várias mães .. e a Tia Jhessica é uma super mãe educadora.

Então o que eu concluo que os PITACOS de Deus vem na HORA certa.

DEUS preparou a escola, as pessoas e todas as coisas no TEMPO dele não na minha hora.

Ahhhh na escola DÔMINOS, ela está no nível da idade dela… E passou agora pro EI 3 (educação infantil).

E SERÁ QUE ela ta INCLUÍDA??????????… MEGAAAAAAAA !!!!  Ali, não tem UTOPIA como em muitas escolas ditas INCLUSIVAS, mas que só cumpre papel.

Mas cheguei a uma conclusão. Ainda bem que não aceitaram a minha filha, pois ela poderia ser deixada de lado, poderia ter sido machucada e etc…..

Obrigada escolas que nos rejeitaram pois fizeram a gente chegar onde estamos.

VIVA A ESCOLA!!! VIVA OS PROFESSORES!!!! E VIVA OS AMIGUINHOS!!!!

E VIVA A INCLUSÃO !!!!!

Desejo a Todos uma escola como a nossa com AMOR E DISPONIBILIDADE…..

Obrigada Escola Dôminos e sua equipe pois fazem a diferença na nossa vida e de muitos também… !!!!

Tio Ge, Tia Beth, Tio Thiago e outros tios da portaria, recepção, monitores e coordenadores… o nosso MUITOOO obrigada pois vocês abraçaram a nossa causa com maestria e amor incondicional.

E Thank youuuuuuuuuuuuuuuuu e Love Youuu Tia Jhessica  pela dedicação e amor.. para com nossa tulipinha.

Beijos da Mi e sua Tulipinha

 

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