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Mais MUNDO REAL PLEASE!

Mais MUNDO REAL POR FAVOR!!

O mundo anda cada dia mais individualista, egoísta, egocêntrico, capitalista e cada dia mais consumista.

E a essência do SER está sendo deixada de lado, para prevalecer o TER.

Os valores familiares e humanos se perdendo ao meio ao mundo tecnológico.

Esses dias, temos visto casos de adolescentes cometendo suicídio por causa de um jogo. O jogo que ele entrou, pois estava em momento descontraído e se divertindo em redes sociais. Jogo ao qual ele entrou muitas vezes sem saber o que era e pela imaturidade e falta de confiança na família não consegue pedir ajuda para sair.

O que dizer de situações assim: FALTA DIÁLOGO. FALTAM ABRAÇOS. FALTA A FAMÍLIA.

Quando vejo essa molecadinha de cabeça baixa em seus celulares, vejo reflexo DE NÓS MESMOS. Muitas vezes estamos com família e ligados no cel. Ou vamos sair com os amigos e ao mesmo tempo conectados ao mundo ao invés de se conectar a eles.

Hoje temos a sensação da urgência de estar ligado ao mundo 24h.

PRA QUE? Essa é minha pergunta…

O que vai te acrescentar ficando olhando a vida alheia. Olhando a grama do outro e desmerecendo o seu jardim. O que isso vai melhorar??

Na rede tem muita coisa boa, muitos assuntos legais, mas 95% do que vemos e curtimos é a vida do outro.

Fiz recentemente a experiência de tirar o aplicativo do Facebook do meu celular. E vi que existe VIDAAAAAAAAAAAAAAAAA mais plena sem ele.

É legal ter. É legal postar. Mas esses aplicativos acabam nos dominando. Deixamos muitas vezes de realizar atividades importantes por causa do FB.

Perdemos muito o nosso tempo em navegar…

Perdemos-nos em nossas atividades essenciais que precisavam de soluções rápidas por que fui dar uma fuçadinha no FB e a gente acaba se esquecendo do que realmente era preciso fazer.

Depois que exclui o tal aplicativo consigo voltar a ter foco. Não fico tão mais grudada ao celular quanto antes por que entrava uma atualização eu estava lá olhando o que era.

Tenho postado menos e vivido mais. Não ficar mais ativado o ícone celular das atualizações tem me deixado mais feliz e com mais tempo de viver o mundo real.

Fiquei tão desprendida do tal FB que até esquecendo o celular em casa ou no trabalho tem acontecido e não tenho mais ficado nervosa.

Redes sociais e jogos têm nos aprisionados dentro de nós mesmo. Vivemos o vício da Internet, uma droga boa e viciante que sem a dosagem certa nos leva a morte das relações humanas.

Então hoje desejo que muitos possam ter a dosagem certa do tempo nas redes.

Que muitos dos grilhões virtuais que nos predem possamos ter a escolha de nos libertar.

E viver o mundo real que é mais quente e feliz que a ilusão das redes.

Por mais vida real a todos…

Boa semana !!!!!!!!!!!!!!!!!!

Bjs Michelle

Obs. Quando baixamos a cabeça para nos conectar ao mundo virtual perdemos as lindas oportunidades que o mundo real nos oferece.

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Por um Mundo Melhor…

E QUANDO PODEMOS FAZER DIFERENÇA NA VIDA DAS PESSOAS.

Depois que tive uma filha especial, me aflorou vários sentimentos BONS no coração. Passado o tempo da amargura, comecei a ver a vida com novos e brilhantes olhos.

Se a gente já passa de um degrau na escala de evolução do ser humano quando temos filhos, quando se tem um especial que vai demandar de você a vida toda, você ultrapassa alguns a mais.

Muitos valores se transformam em uma velocidade gigante e nos transforma para o bem.

Essa mudança é um questão de querer. Desejar ser pessoas melhores e fazer um mundo mais justo e compreensivo às próximas gerações, depende do nosso desejo.

E nesse querer, Valentina me despertou para várias coisas pequenas mas que são extremamente valorosas. O fato de ter uma filha especial não me faz uma pessoa melhor, mas o fato de valorizar a simplicidade das coisas e querer um mundo melhor para minha filha tem me realizado como pessoa que pode fazer diferença na terra, isso sim me faz melhor, tanto para mim quanto para ela.

São atitudes simples como um “bom dia” com um sorriso no rosto  a quem passa do seu lado me traz alegria no coração.

Desde que Valentina nasceu o meu foco de visão ficou voltado para um mundo inclusivo.

E nessa descoberta, vi que fazendo o nosso pequeno papel podemos ajudar a muitos.

Estou descobrindo as minhas missões na vida, uma delas é trazer luz ao conhecimento das pessoas que ter um filho deficiente não é uma cruz, mas pode ser sua salvação.

Quando temos um filho deficiente, valorizamos o mínimo das coisas e apreciamos o máximo com um desejo intrínseco no coração que o nosso filho possa realizar aquilo.

Não invejamos o outro, apenas desejamos que o nosso possa um dia conseguir o mínimo. E quando damos valor nas pequenas coisas podemos ver a grandeza das situações. Valorar aquilo que é extraordinários as conquistas.

E são nas pequenas atitudes que podemos tornar um mundo melhor. E isso começa em casa para poder aflorar para o mundo. Desde o coletar o lixo e destiná-lo corretamente. Respeitar as vagas exclusivas. Não furar as fila nem os “olhos” de outras pessoas. Alegrar-se com o seu quintal e não desejar viver no quintal do outro. São coisas tão simplistas mas que para algumas pessoas egocêntricas isso é TOO MUCH.

Desde que me despertei a esse mundo especial tenho tomado algumas atitudes pró ativas para melhor a condição de muitos que não as tem. Em casa passamos a recolher os lacres das latinhas de alumínio e a destinamos a projetos que transformam lacres em cadeiras de rodas.

São muitas garrafas Pet´s cheias de lacres (140 un) para transformar 01 vidas. Mas se eu, você, o fulano e a corrente do bem começar a fazer sua parte podemos conseguir. Se cada um fizer um pouco chegamos no muito mais facilmente.

Em nossa loja recolhemos os cupons fiscais que os clientes deixam e doamos a uma entidade que cuida de crianças especiais. Lá eles conseguem transformar o imposto em qualidade de vida pra essas crianças. Vai desde a compra de material, cadeiras, órteses, brinquedos.. e por ai vai.

São as mínimas atitudes que transformam vidas.

Do lixo para a qualidade de vida de muito precisa.

Quando aderimos a nossa credencial da vaga exclusiva, sofri muito e ainda sofro de raiva das pessoas que usam a vaga de idosos ou de deficiente. Tenho vontade de falar poucas e boas, mas como as vezes eu sou impulsivamente agressiva e perco a razão(kkkk) então uso o PROJETO MULTA MORAL que além de ministrar educação à aqueles bons entendedores aos néscios traz um pouco de vergonha. (vejam vídeo abaixo).

E com algumas mudanças e o  desejo querer fazer a diferença podemos fazer a corrente do bem e com o nosso exemplo criar nossos filhos como pessoas melhores para um mundo melhor.

Tenho muito a fazer mas começo com as pequenas que afetam o nosso entorno para que um belo dia as muitas pequenas coisas podem se tornar grandes feitos.

Borá lá fazer um Pouquito ????? …

Um beijo no seu coração

Michelle

Leia também:

Toda inclusão depende de como você olha para ela!

O SOFRIMENTO VEM QUANDO IDEALIZAMOS A PERFEIÇÃO.DIAGNÓSTICO NÃO É DESTINO

Valentina e suas missões!!!!

 

Notas: 

*  Para informações sobre a Multa Moral http://www.acessibilidadenapratica.com.br/multamoral/

** Para informações sobre como doar Notas e cupons Fiscais:  

ILECE – Telefone: (43) 3324-3906 – LAÍS 

*** Campanha Eu ajudo na LATA – Unimed 

http://www.tarobalondrina.com.br/secoes/cidades/2016/08/campanha-eu-ajudo-na-lata-beneficia-instituicoes-com-cadeiras-de-rodas/

REPORTAGEM sobre MULTA MORAL EM LONDRINA

http://www.bonde.com.br/bondenews/londrina/conheca-a-multa-moral-motivo-de-constrangimento-para-motoristas-em-londrina-393013.html

 

 

 

 

 

E a Fé na DOR????

E a Fé na DOR????

Muitas falam em exercício da Fé, quando se tem um problema. Mas as pessoas não imaginam a dimensão das coisas até passar por ela.

É um filho especial, uma doença, uma fatalidade ou uma situação totalmente adversa ao curso da vida.

Valentina e suas missões!!!! mostra como desenvolvi um pouco da minha relação com Deus.

Nossas famílias são cristãs. A minha família é evangélica e a família do meu esposo é católica apostólica romana.  Todos buscam o mesmo DEUS. TODOS buscam o bem para a Valentina na sua visão. Com atritos ou sem atritos o bem comum é o foco.

Apesar de existir diferentes visões da religião sei bem receber as coisas BOAS que nos desejam e deletar as coisas ruins ou que não fazem sentido a mim… Então podem continuar a rezar, orar, energizar….  (rsrsrs)

A minha raiz foi a igreja católica. Estudei em colégio católico, fui batizada e crismada na igreja católica. Porém alguns contratempos da vida levaram meus pais a mudar o rumo da fé. E foi nessas andanças da vida que ela nos apresentou a pluralidade religiosa. Fomos ao budismo, espiritismo, candomblé, Scheio-no-ie entre as várias denominações evangélicas que existem.

Aprendi a diversidade religiosa e isso não me incomoda. Pelo contrário me fez absorver tudo o que as religiões passam de positivo e me dá uma visão ampla das coisas.

Essa bagagem religiosa me abriu a cabeça e me fez crer que não há uma religião absoluta, mas sim num DEUS ABSOLUTO.

Acredito num DEUS tão absoluto que é regido por diversas religiões mas com nomes diferentes.

ACREDITO EM MILAGRES. Milagres diários, anjos em forma de amigos, pessoas enviadas  e usadas por DEUS…. A única forma que não concordo são dos MILAGRES á jato  e como ele acontece em algumas religiões pregam… Mas isso é um problema meu e da minha fé….

No momento de DOR não existe diferença de religião. TUDO é Válido, pois tem uma função em comum. Sabe que hoje eu consigo ver que a a DOR traz a sua beleza… pois na Dor vem as benesses como  UNIÃO espiritua l e familiar. São nos momentos de dor  que podemos sentir a presença e o mover de Deus.

No começo a gente não enxerga  nada além do nosso sofrimento… Mas depois que a vibe ruim passa você enxerga o trabalhar na vida.

Enquanto passamos situações boas, nos esquecemos de Deus, ou melhor dizendo deixamos ele de Lado, pois quando a situação tá tranquilo e favorável .. Esquecemos de agradecer.

Mas quando me vi numa situação de estress extremo e com muito medo de perder a nossa filha linda e cabeluda, pedi ao PAI do CÉU, PELA GRAÇA DA VIDA. Não queria mais nada somente a VIDA da nossa tulipa. Poderia parecer egoísta mas eu a queria de qualquer forma. E Deus concedeu o desejo do meu coração. Como um sopro de Vida ele trouxe a Valentina de volta.

Foi nesse momento que vi o primeiro milagre na vida dela.  Aliás minto o primeiro Milagre foi a gestação dela.

Deus cuidou e cuida dela  desde sempre. E  mesmo na limitação da Paralisia Cerebral, vemos o agir de DEUS constante e diário em nós três.

Sabe aquele filme o “ O Todo Poderoso” com Jim Carrey????? Onde o  Jim Carey começa a enxergar  Deus nos outdoors, nas placas dos carros??? Tenho essa mesma relação de assistência com ele… Ele usa todos os argumentos e situações para falar comigo .. E além de engraçado que é….  ele puxa a minha orelha, é através de uma música no rádio que responde o que eu tava pensando…. Ou é em um bate papo com alguém que fala algo que liga ao que estou passando , é mensagem que brota no Facebook na minha linha do tempo….

Enfim vejo DEUS conversar comigo e me PITACAR o tempo todo.  Os “PITACOS” de DEUS  mostra isso de forma pontual.

E quando olhamos para a Valentina vemos as grandes coisas que tem acontecido a ela, não podemos em hipótese alguma deixar DEUS de lado. Ele tem nos fortalecido, guiado, conduzido e providenciando PESSOAS para nos ajudar na caminhada.

Não sou a pessoa mais espiritualizada do mundo, FIEL de igreja, não rezo diariamente, mas sei  AGRADECER imensamente o que ele tem feito por nós. E o meu jeito de agradecer é ajudar os demais é assim FAZENDO O BEM sem olhar a quem. E com isso mobilizamos muitos em prol de muitos.

E o trabalhar de DEUS em minha vida veio pela vida da minha TULIPA. Ela fez desabrochar  em meu coração o que estava adormecido. Ela me fez uma nova e MELHOR pessoa.

E agradeço a DEUS por tudo que estamos passando por assim me fez diferente e encarar a vida com outros olhos.

Um super beijo da pessoa em transformação

Michelle

E UMA NOVA SAGA COMEÇA: A TAL ESCOLA !!!!!

E UMA NOVA SAGA COMEÇA: A TAL ESCOLA !!!!!

Escola é sempre um assunto muito dolorido tanto para pais quanto para crianças.

Os medos vem à tona. É o primeiro processo de independência dos nossos bebês…. Aiiii Jesus será que vai dar conta????  Mas temos que ter em mente  quantas novas experiências, novos amigos, rotina, disciplina, material, lanche e muitas novidades…

Na escola é o local onde perdemos a nossa identidade e passamos a ser coadjuvantes … kkkk deixei de ser a Michelle e passei a ser  a “mãe da Valentina”.

Mas é ai? Será que vão aceitar? Será que vão dar comida certo? E será que ela vai ser INCLUIDA???  Acho que os medos de todas as mães são os mesmos. Mas Mães DIFERENTES, tudo é elevado a enésima potência.

A gente sempre tem uma tendência a uma super proteção, a enclausurar nossos filhos na REDOMA e achar que ninguém mais dá conta a não ser NÓS.

VOU DIZER UMA COISA MÃES: LIBEREM SEUS FILHOS PARA EXPERIMENTAREM AS NOVIDADES.

Sei que isso é deveras difícil, mas vou te contar um segredo: O SOFRIMENTO é mais NOSSO do que DELES.

Voltando à escola. É sensacional quando achamos a escola certa, com profissionais capacitados e muito amor no ar. E eu encontrei uma UFA!!!! Mas se você acha que foi fácil, LEDO engano.

Valentina, estuda desde o segundo semestre de 2015 em uma escola regular fantástica, com pessoas sensacionais.  Foram elas que conseguiram nos passar todo o conforto, convicção, respeito e a certeza da tal temida inclusão.

Mas não foi fácil chegar até essa escola não… Passei por preconceitos velados, falta de respeito ao ser humano, falta de amor, caridade e outros sentimentos negativos em escolas que visitamos que não foram poucas.

Desde o primeiro ano de vida, quis colocar a Valentina na escola, para a socialização e para receber estímulos diferentes. Mas as médicas e terapeutas me desaconselharam por questões de imunidade, maturidade, “vovocidade” (estar na casa da vovó, era mais legal) e demais dades .. kkkkk

Mas o bebê fez 2 anos e corri atrás de uma escolinha.

Por indicações, conversas e muito facebook, fomos parar numa escola a qual eu havia estudado quando pequena. Uauuuuu  que legal. Passar a minha história para minha filha…

Não era a escola mais linda e arrumada, aliás era uma escola com mais de 40 anos de história. Mas apostei nela, pois a dona tinha sido minha professora, tinha alunos especiais, era inclusiva. MAS……

Não deu certo, por que MEUS medos e sentimentos foram maiores que a minha racionalidade. Principalmente o sentimento de REDOMA. Cheguei na escola e eu FUI enfática que os cuidados básicos fossem priorizados. E elas obedeceram, foram super cuidadosas com ela, mas erraram no seguinte a colocaram no BERÇARIO.

Eu não sou pedagoga e sim mãe, mas sei que eles erraram feio em colocar a Valentina num nível abaixo que ela era capaz. E sabe o que aconteceu, não rolou . Foi frustrante, irritante e extremante NÃO INCLUSIVO. Valentina necessita de alguém para ser seus braços e pernas, precisa de alguém a posicionando. Precisa de um tutor. Mas nessa escola deixaram ela sem ninguém dando suporte direcionado. Deixaram-na com um monte de bebês, que não medem as  forças, brigam por tudo, se mordem, puxam cabelo. E assim foi um caos.

Sabe o que houve????? Valentina mudou de comportamento de forma absurda. Ela mudava as expressões quando falava de ir para escola, começava dar febre emocional e chorava e rangia os dentes nas  madrugadas.

Na semana de adaptação, muitas coisas me incomodaram: Valentina ficava na mesma posição que eu a deixava até a hora de eu pegá-la ou quando eu chegava ela estava na frente da TV. Affff aquilo era a morte para mim, pois se fosse para ficar na TV ficaria em casa e não na escola.. Mas vamos lá.. Uma semana inteira nesse perrengue.

Eu conheço MUITO bem a minha filha, ela é um bebê dócil e calma, mas ela se transformou em outra criança. Chorona, irritada e hostil.

OPAAAAA pêra lá…Meu instinto materno FALOU bem alto e fui na coordenadora pedagógica avisando que minha filha não iria mais na escola. E pasmem o que eu escutei: Mãe, você está se tratando? Você precisa deixar a sua filha viver? Você precisa de terapia…  aiaaiii aiiii .. Fala sério, NÉ…. Helllllooooo!!!!

Depois de 5 dias sem ir na escola a MINHA FILHA voltou ao normal. Ahhhh ta então o problema era eu… ahammmm

Enfim … essa escola que eu tanto gostei quando criança não serviu para minha filha… É onde eu friso, DEIXEM seus filhos terem as experiências próprias não se baseiem na sua para fazer a história deles..

Ficamos 6 meses de DETOX do sentimento escolar.. e quando a fortaleci emocionalmente saímos a busca de uma nova oportunidade.

Fui  visitar várias escolas, 29 pra ser mais exata. E sabe quantas aceitaram a Valentina  1 (umaaaaaaaaaaaaa). As escolas até tinham  vaga, mas quando falava que ERA “DIFERENTE”, a vaga SUMIA…

Pois é, então Deus usou o meu amigo André, para dar seu “PITACO” (leia o post Pitaco de Deus .  Um dia ele chegou e disse: Michelle, conheci uma escola que é a sua cara. E a dona é igual a você, espivitada. Kkkkkk Morri de rir pois adoro pessoas parecidas comigo, pois não sossegam até realizar as coisas.

01 semana depois fomos visitar a escola. E pensa que já amei na entrada, pois tinha elevador para cadeirante. (única que eu vi em Londrina), e passeando pela escola, me encantava e via os olhos brilhando da Valentina.  Fomos então falar com a Diretora Samara, que nos acolheu com amor de mãe e pasmem a  Valentina, ficava mandando beijos para ela do meu colo…..  kkkk tava conquistando o coração dela… kkakkaka

E ela foi a única que nos acolheu de prontidão e disse: “ MICHELLE EU NÃO CONHEÇO PARALISIA CEREBRAL MAS TENHO TODO AMOR DO MUNDO PARA RECEBER A VALENTINA E TODA A DISPONIBILIDADE PARA APRENDER”.

Até hoje quando falo disso me emociono, pois recebi carinho, acolhimento e amor gratuito, pois ela não nos conhecia.  E disse que se eu quisesse deixar a Valentina no dia seguinte, já poderia.

Genteeeeeee… Era uma escola preparada para a diferença, é uma escola amorosa.. e disponível. Tudo  que uma mãe com criança diferente precisa é  AMOR E DISPONIBILIDADE.

Começamos 10 dias depois, pois eu precisava me adaptar a nova mudança. Valentina, amou tanto a escola e as professoras dela, Tia Angela e Tia Daia, que não teve problemas de adaptação.
Fiz a adaptação por 2 ou 3 dia e depois já acabou ficando a tarde toda pois se sentiu amada e acolhida. Os amigos a incluíram, a amaram e estão aprendendo a lidar com a diferença de forma natural e espontânea.

Valentina, tem uma tutora que cuida com amor de mãe, fazendo a parte de cuidados básicos (alimentação, sono, posicionamento e ajuda nas atividades). Falo para ela que ela tem várias mães .. e a Tia Jhessica é uma super mãe educadora.

Então o que eu concluo que os PITACOS de Deus vem na HORA certa.

DEUS preparou a escola, as pessoas e todas as coisas no TEMPO dele não na minha hora.

Ahhhh na escola DÔMINOS, ela está no nível da idade dela… E passou agora pro EI 3 (educação infantil).

E SERÁ QUE ela ta INCLUÍDA??????????… MEGAAAAAAAA !!!!  Ali, não tem UTOPIA como em muitas escolas ditas INCLUSIVAS, mas que só cumpre papel.

Mas cheguei a uma conclusão. Ainda bem que não aceitaram a minha filha, pois ela poderia ser deixada de lado, poderia ter sido machucada e etc…..

Obrigada escolas que nos rejeitaram pois fizeram a gente chegar onde estamos.

VIVA A ESCOLA!!! VIVA OS PROFESSORES!!!! E VIVA OS AMIGUINHOS!!!!

E VIVA A INCLUSÃO !!!!!

Desejo a Todos uma escola como a nossa com AMOR E DISPONIBILIDADE…..

Obrigada Escola Dôminos e sua equipe pois fazem a diferença na nossa vida e de muitos também… !!!!

Tio Ge, Tia Beth, Tio Thiago e outros tios da portaria, recepção, monitores e coordenadores… o nosso MUITOOO obrigada pois vocês abraçaram a nossa causa com maestria e amor incondicional.

E Thank youuuuuuuuuuuuuuuuu e Love Youuu Tia Jhessica  pela dedicação e amor.. para com nossa tulipinha.

Beijos da Mi e sua Tulipinha

 

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Os “PITACOS” de DEUS

Os “PITACOS” de DEUS

É um tema bem bacana pois vivo de insigth´s ou mais claramente posso chamar de “pitacos” de DEUS.

Afff o que é isso??? São aqueles momentos que eu não esperava e vem soluções, estratégias, idéias brotando na cabeça e também pessoas inesperadas que aparecem para me ajudar.

Não sei se todo mundo é assim, mas lá em casa é bem comum isso… kkkk Minhã mãe é igual, aliás eu sou igual a ela. Né Manheeee..???

Bom antes mesmo de eu ter a Valentina, eu vivia recebendo os “pitacos” de DEUS. Normalmente eles acontecem durante as madrugadas ou quando durmo à tarde (ohhh saudades desses sonos da tarde).

Esses sonos incontroláveis que tenho quando há um problema ou situação nova que não sei ainda lidar, é o sinal de Deus. O dormir é uma forma de fuga, mas são nesses momentos que vejo Deus trabalhar.

Muitos podem falar que esses momentos fujona podem ter explicação psicológica e blá, blá, blá…. Mas eu acredito que O CARA lá de cima usa isso para eu me conectar com ele. São nos momentos de vulnerabilidade que vejo a ação PONTUAL dele.

Eu recebo muitos “pitacos” sobre todas as áreas, mas no casa da Valentina o CARA ele é fenomenal.

Desde de muito pequena. Deus me preparava para ser mãe de uma criança DIFERENTE. Só entendi isso muito tempo depois que Valentina nasceu.

Eu sempre tive contato com crianças diferentes, e muito amor por ela. E o meu primeiro contato relevante foi com o Helinho. Irmão de uma amiga de infância, a Maureen e sua família fantástica. Eu via aquele menino LINDO na bóia na piscina com a gente e sempre queria estar perto dele, mas eu tinha “medo” de não saber como lidar com ele e comigo mesma. Porém eu ficava perto, brincávamos pela casa mas eu sempre dava um jeitinho de olhar ele. E admirava como aqueles Pais cuidavam e amavam aquele menino DIFERENTE.

Lá Deus já me “pitacava” sobre como eu deveria ser como mãe.

Olha Tia Tânia você nem imaginava, mas vocês foram modelos para mim.  Obrigada por me ensinar a lidar com a diferença COM muito AMOR. O Helinho se foi no ano passado mas deixou histórias para nossa vida.

Ah, sem contar que tínhamos a Regina minha vizinha de frente, que até hoje não sei qual o diagnóstico dela, mas conversávamos com ela através do portão da sua casa. Ela no seu mundo introspectivo e alienado, com seus jornais e revistas na mão, dando voltas pela casa, e eu e minha irmã, brincávamos com ela dessa forma longe e perto. Nós tínhamos medo dela porque não sabíamos o que era. Porém ninguém nunca nos explicou sobre a diferença. Dona Corina, sua mãe, sempre atenciosa e paciente com a sua filha Regina. Dona Corina foi modelo também de mãe e paciência. Obrigada pela serenidade e paz a qual você me transmitia e até hoje transmite.

ENTÃO fica a DICA: PAIS CONVERSEM com seus filhos sobre a diferença, pesquisem falem, tirem o medo dos filhos, tirem medo de vocês. Expliquem de forma clara e objetiva, pois quando  falamos dizimamos dúvidas e medos inconscientes.

Depois tive uma amiga na escola, a Juliana que usava uma bota estranha pois ela tinha paralisia infantil,  o que não a impedia de correr igual moleque naquele Colégio Mãe de Deus.  Obrigada JU, por me ensinar que a limitação estava no meu olhar … Não nas suas pernas…

Também teve o Tiago, um síndrome de Down, que me amava. Esse até me perseguia quando chegávamos na casa de praia em Bombinhas – SC (kkkk), ele era nosso vizinho de frente. Ele me acordava todos os dias com carinho no rosto e me seguia ao caminhar na praia. Ah Tiago que papel importante você teve na construção do meus conceitos. Gratidão!!!

Hum… e o Marçal Marcel, filho da D. Gracinha, esse era o companheiro falante do cursinho. Cadeirante, inteligente, galante, bom de papo e muito safado (kkkk) …  Me ensinou a olhar a diferença sem diferença, além disso me ensinou matérias do cursinho kkkkk. Obrigada amigo, você já se foi…. mas desenvolveu seu papel para a minha caminhada e tenho certeza que você nos olha ai do céu… Valeu Cara!!!!!!

Nessa caminhada até me lembrei muito tempo depois do nascimento da Valentina, quando assistia a uma episódio de “ The Good Wife”, que adoro, onde teve uma cena que tinha um moço com PC(paralisia cerebral) que fazia parte do episódio, me de deu um estalo. Caraca até já “fiquei” com um moço em Camboriú que tinha PC. MEU DEUS!!!!! Obrigada pelo seu TRABALHAR.

Sobre esse caso em específico estou trabalhando o meu ser, pois tive alguns sentimentos sobre rejeição, vergonha e outros que um dia vou discorrer. Não estou preparada ainda. Estou sendo lapidada pois tenho medo desses sentimentos em relação ao que o mundo vai ter com a minha filha, ou melhor que o mundo já tem. Pois nem todas as pessoas são receptivas a diferença. Aliás são bem cruéis.

E o último antes de vir a Valentina, foi o Guilherme, um bebê lindo que me foi enviado como vizinho de porta. Carla, mãe do Gui, eu via a sua luta mas me perdoe não me aprofundei contigo…. Lembro-me o dia que o vi pela primeira vez no elevador, que notei algo de diferente, mas não sabia que era Down, mas meu coração se enchia de amor por ele.  Tivemos pouco contato mas amava quando eu abria a porta do apartamento estava ele sorrindo para mim, com o olhar mais lindo e singelo. GUI você está fazendo parte da nossa história garoto.. Obrigada!

Então DEUS estava me “PITACANDO” desde de muito nova sobre o MUNDO DIFERENTE. Hoje vivo a diferença tentando aproximar a nossa mais perto da NORMALIDADE possível, se é que isso existe, então acho melhor dizer assim perto dos PADRÕES impostos pela sociedade.

Só sei de uma coisa linda: Esse mundo HOLANDÊS  leiam o texto da Viagem a Itália ! para entender quando menciono a Holanda ..  Cheia de TULIPAS lindas precisam ser REGADAS, CUIDADAS e muito AMADAS.

Enfim, estamos visitando os Museus, as tabernas, as fazendas e apreciando a beleza da Holanda, como se eu estivesse na Itália. E aprendendo muito nesta terra DIFERENTE.

E Obrigada DEUS pelos PITACOS e que venha muito e muitos PITACOS em nossas vidas!!!!!!

Beijos Mi e sua Tulipinha

Viagem a Itália !

BEM VINDO À ITÁLIA!

“Freqüentemente me pedem para descrever a experiência de dar à luz uma criança portadora de necessidades especiais.  Eu diria assim:

Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias para a Itália. Você compra um monte de guias e faz planos maravilhosos: o Coliseu, o Davi de Michelangelo, as gôndolas em Veneza… Você até aprende algumas frases em italiano. É tudo muito excitante.
Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia.

Você arruma as malas e embarca. Algumas horas depois, você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz: “Bem-vindo à Holanda!”.

Holanda? – diz você. O que quer dizer com Holanda? Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu quis conhecer a Itália!

Mas houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar. O mais importante é que eles não levaram você para um lugar horrível e desagradável, com sujeira, fome e doença. É apenas um lugar diferente.

Você precisa sair e comprar outros guias. Deve aprender uma nova língua e irá encontrar pessoas que jamais imaginara. É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor.
Começa a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrandt e Van Gogh. Mas, todos os que você conhece estão indo e vindo da Itália, comentando a temporada maravilhosa que passaram lá.

Por toda a sua vida você dirá: Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu havia planejado.

A dor que isso causa, nunca, nunca irá embora, porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.

No entanto, se passar toda a vida remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca você estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais existentes na Holanda.”                  

Emily Perl Knisley

A primeira vez que li esse texto foi no consultório da Tia Marta (fisioterapeuta) da Valentina, fisio que faz desde os 45 dias de vida, aliás faz desde o dia que nasceu.  A Tia Marta é a pessoa de nível terapêutico que mais me ajudou  e ajuda ainda. Teremos o dia do post dela… e vocês conhecerão o ser incrível que ela é…

Mas vamos seguir ao texto.

Estava passando pelos piores dias da minha vida de cunho emocional. Com muitas descobertas, muitas fichas caindo, processo de passagem pelo luto do filho ideal para o filho real.. enfim.. o pó da bagaceira …. Um dia contarei algumas coisas que senti ao me  aprofundar em minha dor. Hoje não é dia de contar ainda…

O texto da viagem da Itália caiu como uma bomba…. EU QUERIA A ITÁLIA SIMMMMMM….. Ainda não conseguia ver a beleza da Holanda, mesmo sabendo que era linda… MAS QUERIA A ITÁLIA!!!!

AHHH como eu queria poder ir na Torre de PIZZA, como eu queria ser ” NORMAL”.

Eu queria que o tempo pudesse voltar e eu pudesse tomar outras decisões.

Mas enfim estava passando pela dor, pelo sofrimento, pelo pensar de como os outros iriam pensar, como eu iria encanar o mundo, os preconceitos…. etc, etc, etc……

Dores sem fim, culpa gigante, remorso imenso e uma mamaezite constante…

Total dualidade de sentimentos. Ao mesmo tempo que eu TINHA que correr contra o tempo pois ERA PRECISO muito estímulo. Eu me deparava com o sentimento de auto piedade que se enroscava em mim. Eu QUERIA A ITÁLIA!

Foi então que chorei, mas chorei e chorei mais um pouco e comecei a falar sobre meus sentimentos mais torpes, tristes, chatos e reais!!!!

Desculpe a hipocrisia de alguns, mas sim tive pensamentos RUINS e MAUS sim, que iam embora a cada choro e a cada sorriso que minha TULIPINHA cabeluda me dava.

Foi então, que TOMEI de volta as rédeas da minha vida, coloquei a dor de lado e comecei a luta interna de aceitação, mudança de visão, olhar o colorido da situação, olhar as tulipas de cores diferentes e os pintores exímios..

Foi aí que Mudei a forma de encarar a PARALISIA CEREBRAL.

Tema este em constante aprendizado e o será para a vida toda… A busca por informações, o conversar com as pessoas, outras mães e  ao abrir meu coração sobre a dor, as coisas começaram a desanuviar.

Comecei a olhar os casos positivos e vitoriosos, estava mudando meus valores, voltei a conversar com DEUS … por que eu havia Brigado com ele SIM….. Fiquei muito brava com ele, comigo, com Valentina e com o mundo… Enfim.. Fiquei mas já to reconciliada com a vida e com Deus!!!!  Vi que mesmo nas piores situações DEUS jamais nos desempara. Eu havia brigado com ele mas ele jamais brigou comigo. (Um dia vou detalhar a  minha experiência com Deus)

Com esse texto, mudei a minha visão TORPE E EQUIVOCADA sobre a Paralisia Cerebral (PC).. Vi que não é tudo igual, percebi que cada criança responde de uma forma e que cada lesão tem o seu ônus e OK!!!

A minha visão LIMITADA sobre PC me atava em ver o potencial da minha filha. A medida que mudei a minha forma de ver o diagnóstico mudei minha relação com ela e consegui vencer a minha barreira da ignorância e as mudanças internas e pessoais começaram a desabrochar.

AMPLIEI MEU MUNDO.

E Aprendi que a minha viagem a HOLANDA está muito melhor que a Itália!!!!!

E Viva a Holanda!!!!

Um super beijo… e vou regar a minha Tulipa!!!!